Hoje eu acordei com Tarsila do Amaral

Importante representante do movimento modernista no Brasil. Tarsila nasceu em Capivari, interior do Estado de São Paulo e passou a infância nas fazendas de seu pai. Estudou no Colégio Sion e depois seguiu para Barcelona. Em 1920, foi estudar em Paris, na Académie Julien e com Émile Renard. Ficou lá até junho de 1922 e soube da Semana de Arte Moderna (que aconteceu em fevereiro de 1922) através das cartas da amiga Anita Malfatti.Tarsila namorou Oswald de Andrade e formaram um seleto grupo cultural que se reunia em São Paulo com frequência.


As figuras desenhadas por Tarsila expressavam muito da sua convivência com os trabalhadores das fazendas de seu pai. As cores também estava relacionadas a um passado afetivo e marcaram todas as suas obras.

Oswald fundou o movimento antropofágico e Tarsila aderiu criando a figura da Abaporu, a figura que queria engolir, deglutir a cultura europeia e transformar em algo brasileiro. São muitos os detalhes e espaços que Tarsila permeou e construiu sua vida. Seus traços e suas cores deram refletiram o cotidiano e suas heranças. São muitos os quadros, são muitas as histórias.

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Abaporu é sempre uma das mais lembradas. Gosto também do quadro operários. Representa muito dos meus estudos, a miscigenação, a construção social do trabalho e do trabalhador. Hoje acordei com ela muito porque estava pensando no movimento antropofágico e de todas as aspirações e transformações que representa.

Hoje eu acordei com Frida Kahlo

Uma mulher a frente do seu tempo. Muitas vezes acusada de transgressora. sua paixão pela arte se confundia por sua paixão pela vida. Um ícone do surrealismo, mas principalmente um ícone do feminismo na década de 1950 e das décadas subsequentes. Mesmo com todos os desafios que a vida lhe impôs, poliomelite e um acidente de ônibus que lhe deixou sequelas, Frida representou sua identidade e seu povo, deu autenticidade ao povo mexicano valorizando e visibilizando suas origens.

Tudo que se impunha como limite Frida transformou em arte. Seu casamento com Diego Rivera revelou o profundo amor que sentia por ele assim como as contradições de um relacionamento marcado pela infidelidade de ambos os lados. Também precisamos parar de romantizar essa relação. Hora de pensar Frida para além de Rivera. Muito por conta da sua condição física, Frida sofreu três abordos. Ainda que fossem momentos difíceis ela nunca abandonou a ideia de maternidade.

Ela explorou essa vontade em suas litografias provavelmente como subterfúgio para a superação de suas desilusões. Abrigou Leon Trotsky, um dos líderes da Revolução Russa em sua casa. Frida viveu um breve affair com ele.

Morreu com 47 anos, muito jovem.
Acordei com ela porque sua força para projetar a sua própria vida rompeu barreiras e perspectivas. Viveu sua história, fez sua história. Hoje e sempre a saúdo, relembro e me inspiro.

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Hoje eu acordei com Lygia Clark.

Lygia, com certeza, viveu tentando superar em suas obras o limite entre a vida e a arte. Rejeitou ortodoxias e partiu pela jornada da experimentação. Primeiro com a Body Art, depois a arte plurissensorial vivendo entre a psicanálise e as expressões artísticas. Foi orientada por Burle Marx, frequentou o ateliê de Fernand Léger.

Transitou até que seu objetivo de estabelecer uma nova linguagem abstrata na arte brasileira fosse concretizado. Elaborou trabalhos como “Nostalgia do Corpo: Diálogo”, que propõe ao espectador sentir coisas simples, como o sopro da respiração e o contato com uma pedra na palma da mão. Outra grande obra é “A Casa É o Corpo: Labirinto”, que simula um útero a ser penetrado pelo visitante, que é levado a experimentar sensações táteis ao passar por compartimentos. Por último também relembro de “Baba Antropofágica”, no qual várias pessoas derramam, sobre alguém deitado, fios que saem de suas bocas.

Lygia Clark foi promotora da arte brasileira e figura que não deve ser esquecida. Em 2014 também tive o privilégio de encontrar no MoMa, em NY, suas obras e deixei me inundar pelo significado e coragem da exposição.

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Terceirização

Nos jornais de grande circulação nenhuma notícia sobre a notificação enviada pelo Ministro do Supremo Celso de Mello que pede explicações sobre o projeto de lei 4.302 que libera a terceirização nas atividades-fim das empresas.
Desde que Sandro Mabel (PMDB/GO) propôs o projeto (PL4330) em 2004, aprovada parcialmente em abril de 2015, o empresariado vem fazendo pressão para a implementação total da terceirização como forma de reduzir os curtos da força de trabalho, ferindo de morte a CLT.
Ainda que o despacho feito por Celso de Mello pedindo esclarecimentos seja uma ação importante contra a rapidez no processo de aprovação do projeto, não podemos comemorar ou desarticular nossas lutas contra os incisivos ataques contra nosso direitos.

F.S

O desmonte pela mídia do convencimento

Nos últimos meses é de impressionar a grande quantidade de propagandas que o governa usa como artifício de convencimento em torno do tema reformas. É de impressionar também como sua aliada fiel, a Rede Globo, assumiu com altivez utilizando das estratégias da sua grade de programação.

Ontem pela manhã um exemplo interessante para ser mencionado. Ana Maria Braga, no seu programa matutino, usou de sua imagem e de sua capacidade de comunicação para vender a ideia de que a saúde privada é a alternativa contra a saúde pública “precária”. Passou tempo significativo da manhã falando dos cartões recarregáveis para pagar consultas e exames, dos planos de saúde popular e descaracterizando o sistema de saúde pública com as noções de ineficiência e inviabilidade.

A desconstrução do direito à saúde, à educação e à previdência social tem sido o aporte para conduzir a opinião pública ao apoio das reformas.

Nos intervalos do programa Malhação, conhecido por ser a novela dos adolescentes, as propagandas do governo giram em torno das mudanças do ensino médio e a venda da ideia de que o jovem qualificado rapidamente para o mercado de trabalho terá garantia da sua imediata integração. É só recorrermos às mudanças já existentes, àquela morfologia laboral desencadeada depois da flexibilização das leis trabalhistas dos anos 1990, para entender que as coisas não funcionam assim. O trabalho estagiário tem sido uma forma de integrar o jovem universitário em trabalhos sem qualquer garantia legal e por valor bem abaixo da média. Com raras exceções, os estagiários são integrados ao mercado, assumem tarefas de trabalhadores formados e depois são descartados para a roda girar novamente.

sabemos também que os alunos de classe média alta e ricos continuarão tendo acesso a uma grade curricular ampla, garantirão seu acesso nos espaços universitários e se integrarão ao mundo do trabalho quando se sentirem preparados. É na grande parcela de pobre da sociedade brasileira que recairá a tarefa de se formar e integrar um mercado de trabalho legalmente flexibilizado e estruturalmente precarizado tornando o gap de acesso a universidade cada vez maior.

Ao longo da programação a faixa etária vai mudando e agora é a hora do convencimento quanto a reforma da previdência. É um grande xadrez. A vida das pessoas manipuladas como se fossem peças de um grande tabuleiro. Governar e fazer política está restrito a mudar as leis conforme as pressões da grande burguesia interna e do grande capital internacional. O cidadão, aquele que paga imposto e que arca com grande parte do tesouro nacional a cada dia perde o direito de desfrutar daquilo que a Constituição de 1988 garante. A linda frase de que todos tem direito à saúde, educação e moradia passa pela mais aguda desconstrução porque a rapidez com que esse governo desmonta o restante dos direitos do cidadão demonstra para que e para quem o Governo Temer foi pensado. Seus grandes parceiros tem feito o trabalho de convencimento ao mesmo tempo que tornam inaudíveis as vozes de quem grita contra tudo isso.

Qual seria a solução? Essa é a pergunta que muitos fazem. Só pode ser a resistência que precisa ser multifacetada. Já temos diversos canais que lutam diariamente para desmascarar o governo. Muitos críticos, analistas que tem encarado uma verdadeira jornada para discutir os inúmeros aspectos do governo temerário em instituições de ensino, sindicatos e etc. Livros e artigos tem sido publicados. As manifestações de rua e as do campo não podem parar. Precisamos de resistência permanente contra esse governo que pretende e já está entregando o Brasil de bandeja.

F.S.

 

O declinante governo Temer

É possível em poucos meses retroceder anos. Mas não é um retrocesso qualquer. Essa volta ao passado está envolta em objetivos muito bem traçados pelo novo governo. Completar o circuito neoliberal através do aprofundamento de políticas iniciadas na Era Collor.

As reformas políticas em curso tem essa pretensão. Aprofundar as políticas iniciadas na década de 1990 como forma de reagir às pressões nacionais e internacionais. Por isso esse processo passa pela reforma da previdência, pela trabalhista e do sistema educacional. Além disso a diminuição dos investimentos nos programas sociais consagrados nos governos anteriores também é latente. O número de beneficiários no Bolsa Família já tem uma queda bastante acentuada (https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/03/02/mesmo-com-crise-bolsa-familia-reduz-485-mil-beneficiarios-em-3-anos.htm). Fora a diminuição dos investimentos em educação, em especial os vário programas de financiamento estudantil.

É sempre bom lembrar o papel preponderante dos vários grupos econômicos que cercam o poder político no Brasil. Isso demonstra que seu protagonismo histórico tem peso decisivo nas ações tomadas pelo Palácio do Planalto. As pressões e o ativismo das várias bancadas que formam o Congresso Nacional e que defendem seus interesses mais imediatos é força que precisa sempre ser desmascarada para que os mecanismos da política brasileira possa ser visto sem qualquer cortina de fumaça.

Voltamos a debater terceirização, flexibilização e previdência social como respostas à crise nacional e global. Depositasse o ônus dos interesses do capital na conta dos trabalhadores e aposentados do país.

O Jogo jogado nos últimos anos fomentou o rentismo, contribuiu para a desisdustrialização e focou os negócios no setor primário-industrial dando às commodities atribuindo às commodities papel de destaque. Com o sucesso de suas vendas financiou-se os programas de sociais dos governos Lula e Dilma. O avanço do agronegócio e a precarização do trabalho e do trabalhador contribui para a formação atual do nosso cenário econômico. Não é possível concordar com a ideia de um neodesenvolvimentismo partindo desses aspectos. Para as particularidades da economia brasileira as ações dos governos Dilma e Temer aparecem muito mais como restaurador neoliberal. Lembrando que no governo Dilma as demarcações de terras conferiram ao agronegócio a capacidade de ampliar seus negócios, mais do que regulamentar qualquer coisa.

Ainda é um momento de diagnósticos. Nesse sentido é possível compreendermos o que se insere na retomada do neoliberalismo no Brasil. Já estamos presenciando muitos de seus aspectos.

F.S.

O precariado como categoria chave do (neo)liberalismo – uma história

PARTE I – PREMISSAS

É certo que a história do pensamento econômico perpassa análises sobre onde está a capacidade de uma cidade, região ou país produzir riqueza. Desvendar a chave desse até então enigma era o principal compromisso dos estudiosos e das vertentes analíticas que foram fundadas. Gerar riqueza, produzir riqueza faz parte de uma equação societal que vai muito mais além da simples compra, venda e circulação de mercadorias. Na medida em que a sociedade passou da economia feudal para o renascimento comercial, a transição significou considerar que aspectos até então desconhecidos passaram a permear a lógica da economia e explorar seus mecanismos revelaria melhores condições de absorver suas capacidades de gerar lucro.

Expressivos estudiosos dedicaram a vida a entender o funcionamento do sistema do capital. Em todas as épocas existiram aqueles que produziram brilhantes obras que elucidaram partes de uma mecanismo que se tornou cada vez mais complexo e com engrenagens cada vez mais significativas para completar o movimento do capital.

A base fundiária que sustentou o sistema feudal e tantas cidades no período da transição foi a base de instauração de um novo sistema econômico. Com ela vinham também todo um escopo ideológico que influenciavam não apenas o sistema econômico como todos os outros componentes da vida social. A história do pensamento econômico procurou compreender a íntima relação entre a divisão social do trabalho e o desenvolvimento de técnicas agrícolas. Foi necessário retornar aos aspectos que permitiram um reordenamento e cercamento das terras na Inglaterra para compreender os nexos concretos existentes entre a produção têxtil e o desenvolvimento de uma base econômica que culmina na Primeira Revolução Industrial.

Com o tempo as estruturas feudais são lembradas apenas por alguns de seus esquemas que insistem em demorar a desaparecer. Mas o novo modelo de produção e a nova divisão social do trabalho trazem consigo uma nova ideologia que rompe, ao tempo, com o paternalismo cristão e favorece o desenvolvimento do individualismo nas relações sociais dando origem ao que se chamará “espírito da livre concorrência”.

As novas bases de sustentação do sistema capitalista comercial permitirá que novos estudiosos se inclinem em compreender as concreções deste novo sistema econômico por meio de uma nova e profunda ideologia: o liberalismo.

A formação do pensamento mercantilista lança novas bases para o comércio. Tornou-se usual operações financeiras como o câmbio e a liquidação de dívidas e créditos, o uso do papel moeda. Desta forma é necessário se construir garantias políticas e o desenvolvimento de uma legislação comercial tratou de regularizar as atividades comerciais dando legalidade aos contratos, vendas, leilões e tantos outros elementos que surgem e se aperfeiçoam no capitalismo moderno.

A fim de regularizar todas as atividades presentes no interior do sistema mercadores-capitalistas assumem cada vez mais de perto o controle sobre a produção, circulação e venda dos produtos. O comércio e a indústria artesanal, aos pouco, vão sendo substituídas pelo sistema manufatureiro doméstico e o mercador cada vez mais passou a ter domínio da produção sendo dele a propriedade das máquinas e dos galpões de trabalho.

O confronto entre campo e cidade cresceu. Era necessário destruir por completo os elementos que ainda sustentavam o feudalismo em algumas regiões da Europa. Não foi um confronto de exclusão e sim a submissão do campo ao novo sistema econômico, a introdução das relações de mercado no campo. Após muitos embates e guerras as relações de mercado no campo foram se tornando mais frequentes e sua ideologia da liberdade e independência foram essenciais para garantir os novos laços entre campo e cidade ainda que muitos nobres e camponeses tenham resistido. Nessa correlação de forças os camponeses, sem dúvida, foram os que mais saíram prejudicados desse processo pois perderam as garantias feudais de que dispunham e foram despropriados das terras que trabalhavam e moravam. Nesse sentido surgem as bases de miséria (política e econômica) que perpassam a condição do camponês naqueles tempos. Uma vasta força de trabalho despropriada, sem terras e sem instrumentos de produção e com a única coisa que podiam vender para sobreviver: sua força-de-trabalho.

Os grandes beneficiários de tais transformações também se multiplicavam. O renascimento comercial também correspondia ao período das grandes navegações, das grandes conquistas territoriais e das grandes descobertas científicas. As embarcações e a descoberta de ouro e prata das Américas potencializaram ainda mais a capacidade política e econômica dos mercadores-capitalistas. Grandes estoques e lucros que só se multiplicavam. Os donos de volumosas quantias de dinheiro eram consequentemente os donos dos meios de produção, dominavam o comércio e a circulação de mercadorias. Tinham controle do processo produtivo e, portanto, da acumulação do capital. A esse processo Marx chamou de acumulação primitiva do capital. Os princípios básicos dessa acumulação estão presentes no crescente volume do comércio de mercadorias, na produção de manufaturas, no sistema de cercamento dos campos (propriedade privada) e na inflação dos preços. Até o século XVII vigorava esse sistema que ainda vivia tempos de vitalidade.

Entretanto a consolidação das Monarquias Absolutas inauguraram um novo tempo. Cidades dos grandes reinos absolutistas se transformaram em importantes zonas comerciais. Inglaterra, França, Espanha e Países Baixos floresceram e os mercadores capitalistas ali constituíram sua grande força de controle do comércio e das manufaturas. Ainda que o mercantilismo proporcionasse ao monarca absoluto controle dos fluxos de prata e ouro provenientes das Américas e conseguisse com isso controlar a balança comercial, era necessário também estabelecer o controle da entrada e da saída de produtos disciplinando o comércio exterior a fim de proteger o comércio e as indústrias. Nesse sentido a Inglaterra mais uma vez saiu na frente. Seus Atos de Navegação promulgados em 1651 e 1660 promoveu a indústria marítima inglesa e uma série de outros atos políticos procurou regulamentar, restringir e controlar a produção no país.

O mercantilismo inglês validou formas de controle político e econômico assim como manifestou como os princípios cristão ainda vigoravam e definiam o comportamento da classe de mercadores. Foi no reinado de Henrique VIII a mais expressiva mudança em torno desse problema. O rei rompeu com a Igreja Católica Romana que assinalou um processo de secularização das funções desempenhadas pela Igreja Medieval.

Outra atitude de importância na Inglaterra foi a concessão de patentes e monopólio. A Rainha Isabel I foi a primeira a incentivar e promover o desenvolvimento de novas indústrias através da concessão de direitos de monopólio. Com a Dinastia Tudors a Lei dos Pobres foi promulgada a fim de regulamentar a assistência a essa camada social que só crescia na Inglaterra. Quando a matéria-prima lã passou a ser exportada em grandes quantidades as indústrias têxteis da Inglaterra diminuíram drasticamente a produção o que provocou uma avalanche de desemprego. Após inúmeras guerras civis, a Revolução Gloriosa, em 1668, o governo foi submetido ao controle da pequena nobreza (gentry) e da classe média capitalista. Quando Adam Smith, escocês de nascimento, publicou em 1776 o livro A Riqueza das Nações , um grande estudo sobre a nova filosofia individualista, o liberalismo clássico conquistou maior espaço na Inglaterra.

O liberalismo clássico aparece na história como o contraponto mais do que necessário às velhas e ultrapassadas formas medievais. Suas premissas refletiam a novas necessidades do mundo capitalista  e estabelecia profundas críticas às restrições econômicas que obstruíam o desenvolvimento do comércio e da indústria. Criticou os efeitos negativos da moral cristã  para o sistema defendendo a prerrogativa da consciência individual.

O século XVII se tornou tempos de críticas profundas aos termos econômicos considerados pelos liberais como irreconciliáveis e a sobrevivência das restrições significaria um dispêndio de forças e capacidades econômicas. O liberalismo político e econômico procurou suprimir pela crítica radical todos os elementos que obstaculizavam um maior desenvolvimento e transformação do papel da burguesia na economia regional e mundial.

REFERÊNCIAS:

HOBSBAWM, Eric J. Os trabalhadores: estudo sobre a história do operariado. 2 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

HOBSBAWM, Eric J. Mundos do trabalho.: novos estudos sobre a história operária. 3 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

HOBSBAWM, Eric J. A era dos impérios (1875-1914). 11 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.

HOBSBAWN, A era do capital (1848-1875). São Paulo: Paz e Terra, 2000.

HUNT E. K. História do pensamento econômico. Rio de Janeiro: Campus, 1989.

SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e causas. Vol 1 e 2. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo, 2008.

MARX, Karl. Contribuição para a crítica da economia política. 2.ed. São Paulo: Expressão Popular, 2008.

Fabiana Scoleso