O declinante governo Temer

É possível em poucos meses retroceder anos. Mas não é um retrocesso qualquer. Essa volta ao passado está envolta em objetivos muito bem traçados pelo novo governo. Completar o circuito neoliberal através do aprofundamento de políticas iniciadas na Era Collor.

As reformas políticas em curso tem essa pretensão. Aprofundar as políticas iniciadas na década de 1990 como forma de reagir às pressões nacionais e internacionais. Por isso esse processo passa pela reforma da previdência, pela trabalhista e do sistema educacional. Além disso a diminuição dos investimentos nos programas sociais consagrados nos governos anteriores também é latente. O número de beneficiários no Bolsa Família já tem uma queda bastante acentuada (https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/03/02/mesmo-com-crise-bolsa-familia-reduz-485-mil-beneficiarios-em-3-anos.htm). Fora a diminuição dos investimentos em educação, em especial os vário programas de financiamento estudantil.

É sempre bom lembrar o papel preponderante dos vários grupos econômicos que cercam o poder político no Brasil. Isso demonstra que seu protagonismo histórico tem peso decisivo nas ações tomadas pelo Palácio do Planalto. As pressões e o ativismo das várias bancadas que formam o Congresso Nacional e que defendem seus interesses mais imediatos é força que precisa sempre ser desmascarada para que os mecanismos da política brasileira possa ser visto sem qualquer cortina de fumaça.

Voltamos a debater terceirização, flexibilização e previdência social como respostas à crise nacional e global. Depositasse o ônus dos interesses do capital na conta dos trabalhadores e aposentados do país.

O Jogo jogado nos últimos anos fomentou o rentismo, contribuiu para a desisdustrialização e focou os negócios no setor primário-industrial dando às commodities atribuindo às commodities papel de destaque. Com o sucesso de suas vendas financiou-se os programas de sociais dos governos Lula e Dilma. O avanço do agronegócio e a precarização do trabalho e do trabalhador contribui para a formação atual do nosso cenário econômico. Não é possível concordar com a ideia de um neodesenvolvimentismo partindo desses aspectos. Para as particularidades da economia brasileira as ações dos governos Dilma e Temer aparecem muito mais como restaurador neoliberal. Lembrando que no governo Dilma as demarcações de terras conferiram ao agronegócio a capacidade de ampliar seus negócios, mais do que regulamentar qualquer coisa.

Ainda é um momento de diagnósticos. Nesse sentido é possível compreendermos o que se insere na retomada do neoliberalismo no Brasil. Já estamos presenciando muitos de seus aspectos.

F.S.

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