Sala 19

O blog de História de Fabiana Scoleso

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Sociologia

Clássicos da Sociologia – Marx Weber

Clássicos da Sociologia – Karl Marx

Clássicos da Sociologia – Emili Durkheim

PARA DISCUTIR

Documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo. O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo. (Docverdade)

Karl Marx
(1818-1883)

  • O que é trabalho?
  • A estrutura de uma sociedade depende da forma como os homens organizam a produção social dos bens. A produção social, segundo Marx, engloba dois fatores básicos: as forças produtivas e as relações de produção.
  • Forças produtivas: as condições materiais de toda produção;

Relações de Produção: formas pelas quais os homens se organizam para executar a atividade produtiva.

  • Ex: cooperativista, escravista, servis, capitalista;
  • Modo de produção: forma pela qual ambas (forças produtivas e relações de produção) existem e são reproduzidas numa determinada sociedade;
  • Para Marx: o estudo do modo de produção é fundamental para se compreender como se organiza e funciona a sociedade:
  • Ex: família, leis, religião, idéias políticas, valores sociais.
  • A história do homem é a história do desenvolvimento e do colapso de diferentes modos de produção;
  • Marx identificou alguns:
  • Sistema comunal primitivo;
  • Modo de produção asiático;
  • Modo de produção antigo
  • Modo de produção germânico;
  • Modo de produção feudal;
  • Modo de produção capitalista.

Origem Histórica do Capitalismo:

  • Grande quantidade de riquezas se acumula nas mãos de uns poucos indivíduos, interessados sempre em obter mais lucros;
  • Acumulação de Riquezas: pirataria, roubo, monopólio, controle dos preços praticados pelos Estados Absolutistas;
  • Comercialização: fonte de rendimento para os Estados e a nascente burguesia;

Mudança: século XVI – o trabalhador artesanal e o sistema de cooperação foram substituídos pelo trabalho “livre” e ela indústria;

  • Idade Média até Renascimento: o trabalhador mantinha em casa os instrumentos de produção;
  • Aos poucos estes passaram às mãos de indivíduos enriquecidos, que organizaram oficinas;
  • Revolução Industrial: inovações técnicas na produção e aceleração do processo de separação entre trabalhador e instrumentos;
  • Máquinas: ficaram mais caras;
  • Trabalhador “livre”: expropriado;
  • Força de trabalho: se torna uma mercadoria (criação de valor) – Salário: valor da força de trabalho;
  • Marx: tempo de trabalho gasto na produção, habilidades individuais, condições técnicas vigentes = tempo de trabalho socialmente necessário.
  • Toda evolução do homem foi marcada pelo trabalho, seja na luta pela sobrevivência, seja na luta pelo domínio dos recursos naturais;
  • Divisão do trabalho;
  • Divisão Sexual do Trabalho;
  • Divisão social do trabalho

Marx: o trabalho como elemento que transforma a natureza e estabelece necessariamente uma relação entre homens, num processo de constante satisfação das sempre crescentes necessidades humanas.

  • A esta concepção de trabalho coletivo, transformador da natureza do próprio homem, Marx chamou de práxis.
  • O ser humano é antes de tudo um ser de necessidades, não somente individuais, mas também sociais, que só podem ser satisfeitas de forma racional e consciente;
  • A práxis distingue-se em níveis:
  • Base: forças produtivas, técnicas e os sistemas de produção;
  • Estruturas: relações de propriedade entre as classes sociais;
  • Superestruturas: religiões, ideologias, artes.

INSTITUTO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

  • Fernando Henrique nasceu no dia 18 de junho de 1931 na capital do Rio de Janeiro. Filho de um general do Exército, mudou-se para São Paulo aos 8 anos. Formou-se em ciências sociais na USP (Universidade de São Paulo), fez pós-graduação na Universidade de Paris e lecionou nas universidades de Nanterra (França), Cambridge (Reino Unido) e Stanford (EUA).Após o golpe militar de 1964, foi exilado no Chile e depois na França. Voltou ao Brasil em 1968 e tornou-se professor de ciência política da USP. Meses depois, foi aposentado compulsoriamente pelo AI-5 (Ato Institucional 5), que acabou com a liberdade política no país.
  • Em 1978, foi eleito suplente de Franco Montoro para o Senado pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Em 1983, assumiu o cargo quando Montoro foi eleito como governador de São Paulo. Em 1985, candidatou-se pelo PMDB à prefeitura de São Paulo, mas perdeu a disputa para Jânio Quadros.Foi reeleito como senador em 1986 e, dois anos depois, participou da fundação do PSDB (Partido Social Democrático Brasileiro). Em 1992, foi nomeado ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco e, no ano seguinte, assumiu a pasta da Fazenda, mudando a moeda de cruzeiro para cruzeiro real em agosto do mesmo ano.
  • Em julho de 1994, lançou o Plano Real que, por ter garantido a estabilidade econômica ao país, rendeu-lhe grande popularidade. Afastou-se do Ministério para disputar as eleições presidenciais de 1994 e venceu no primeiro turno, com 54,3% das intenções de voto.Seu governo perseguiu o crescimento econômico e manteve a inflação estável. Fernando Henrique foi reeleito em 1998, no primeiro turno, com 53,06% dos votos, pela coligação PSDB/PFL/PTB/PPB.

PERÍODO PRESIDENCIAL

  • Sob o impacto do êxito do Plano Real, o maior desafio do governo Fernando Henrique Cardoso foi manter a estabilização da moeda e, ao mesmo tempo, promover o crescimento econômico.
  •             Com esse objetivo, o governo submeteu à aprovação do Congresso Nacional uma série de medidas visando alterar a Constituição Federal de 1988 e promover uma mudança estrutural na feição do Estado brasileiro, na tentativa de adaptá-lo às novas realidades da economia mundial. Assim, determinados temas passaram a fazer parte do cotidiano político nacional, tais como reforma administrativa e previdenciária, desregulamentação de mercados, flexibilização das regras de contratação de mão-de-obra e fim do monopólio estatal nas áreas de siderurgia, energia e telecomunicações.
  •           A reforma da Administração federal e a da Previdência Social, consideradas fundamentais na redução dos gastos públicos, seriam longamente debatidas no Congresso e sofreriam diversas modificações. O programa de privatizações, objeto prioritário na estratégia do governo, foi alvo de críticas acirradas da oposição, que questionava as avaliações sobre o valor das empresas e, em alguns casos, como o da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), o próprio valor estratégico do setor. A despeito das críticas, o programa foi implementado com eficácia: o setor de energia elétrica, na área de distribuição e geração regional, foi completamente privatizado; o setor de telecomunicações, incluindo a Telebrás e as empresas telefônicas estaduais, passou às mãos da iniciativa privada na segunda metade de 1998; teve fim o monopólio da Petrobrás sobre a exploração e o refinamento do petróleo e sobre a exploração de gás natural; e o controle acionário da CVRD passou, em maio de 1997, a um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros e fundos de pensão.
  • No mesmo ano, visando à desindexação da economia, o governo proibiu o reajuste automático dos salários pela inflação e estabeleceu a livre negociação entre patrões e empregados. Em novembro desse ano, uma medida provisória ampliou os poderes do Banco Central para intervir, quando necessário, nas instituições bancárias, com o objetivo de evitar que a crise que atinge o setor – resultante da queda das taxas de inflação, das medidas de contenção do consumo e da conseqüente diminuição dos lucros obtidos com a especulação financeira – se alastrasse e comprometesse todo o sistema financeiro, e foi também regulamentado o Programa de Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer).
  • Fortemente inserido nos mercados financeiros internacionais, o Brasil enfrentou, durante o governo Fernando Henrique, um quadro internacional adverso, com sucessivas crises econômicas externas, destacando-se a do México, iniciada em dezembro de 1994, a da Rússia, que se declarou moratória da sua dívida externa em 1998 e a da Argentina, a partir de 2001, verificando-se nessas ocasiões uma expressiva saída de divisas do país. Em que pese os fortes vínculos existentes entre a economia nacional e o capital estrangeiro, o Brasil demonstrou capacidade superior a de outros países em absorver as crises externas e se recuperar. A estabilização da economia, com a contenção do processo inflacionário, permitiu o crescimento da renda média dos trabalhadores assalariados. Contudo, os mecanismos utilizados na defesa da moeda nacional e a manutenção de altas taxas de juros implicaram um ritmo lento de crescimento econômico e, em decorrência, a elevação do índice de desemprego, que atingiu 5,6% em 1997 e 7,6% em 1998, segundo dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (FIBGE).
  • No que diz respeito à política agrária, a elevação das alíquotas de transmissão de propriedades improdutivas, a aprovação de leis que possibilitaram a sua desapropriação imediata e o aumento do número de famílias assentadas pelo governo não foram suficientes para evitar a intensificação dos conflitos no campo. Assistiu-se, no período, a diversas manifestações e ocupações de terras promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), entidade que congrega grande contingente de trabalhadores rurais e desempregados que reivindicam a aceleração do processo de reforma agrária.
  • Em 4 de junho de 1997, foi aprovada no Senado, a emenda que permitia a reeleição para mandatos do Executivo nos âmbitos federal, estadual e municipal. O presidente Fernando Henrique Cardoso candidatou-se à reeleição pela mesma coligação que o levara ao poder em 1994, formada pelo PSDB, PFL e PTB, à qual se reuniu o PPB. Mais uma vez favorecido pela estabilidade econômico-financeira promovida pelo Plano Real, Fernando Henrique venceu o primeiro turno das eleições realizadas em 4 de outubro de 1998, conquistando 53,06% dos votos. Tomou posse em 1° de janeiro de 1999.

CIÊNCIAS SOCIAIS

  • Em 1952, aos 21 anos, já ministrava aulas como assistente do professor Florestan Fernandes, assumindo logo depois uma vaga no Conselho Universitário, tornando-se o mais jovem membro do conselho.
    Fernando Henrique Cardoso casou em 1953 com Ruth Cardoso e tem três filhos.
  • Em 1962 publica o livro Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional. Na época da ditadura militar, FHC vai para o Chile, onde continuaria trabalhando como professor e lança mais um livro: Dependência e Desenvolvimento na América Latina. Em 1969, após 5 anos no exterior, volta para o Brasil, anistiado pelo AI-5. Compulsoriamente aposentado pela USP, FHC junto com outros membros do seu partido funda o Centro Brasileiro de Análise e De 1978 a 1986, FHC disputa três eleições. Assume a vaga de senador suplente de Franco Montoro quando este se elege governador de São Paulo em 1983. Perde a Prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros em 1985, quando se antecipou ao resultado, sentou-se na cadeira do prefeito e passou por um vexame ao ouvir de Jânio que a cadeira iria ser desinfetada. Em 1986 é eleito senador por São Paulo com 6,2 milhões de votos. Em 1988, funda o PSDB. Com o impeachment de Fernando Collor de Melo, em 1992, e a posse de Itamar Franco, FHC é convidado para assumir o Ministério das Relações Exteriores e em maio de 1993, o da Fazenda. Participa da elaboração do Plano Real e se lança candidato à presidência da República em 1994. Fernando Henrique é escolhido presidente por 34,3 milhões de eleitores, com 54,28% dos votos válidos. Seu mandato vem sendo marcado por baixos índices de inflação, pela crescente onda de desemprego e pelas privatizações de várias companhias estatais.

AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA…

PARAR PARA PENSAR

“Toda Política baseia-se na indiferença da maioria dos interessados, sem a qual não há política possível”. Esta frase pertence ao intelectual francês Paul Valéry e está publicada em seu livro “”Olhares sobre um mundo moderno””.

Mas o que é POLÍTICA?

Em nosso cotidiano, o termo assume diferentes significados. Muito escutamos sobre POLÍTICA ECONÔMICA, POLÍTICA GOVERNAMENTAL, POLÍTICAS EDUCACIONAIS, POLÍTICA INTERNA DE UMA EMPRESA, POLÍTICA SINDICAL, POLÍTICA INTERNA, POLÍTICA EXTERNA…

Para compreender o que ela é precisamos buscar suas referências na Grécia. Lá, os principais fundamentos políticos surgiram e a problemática se expandiu graças à influência da grande obra de  Aristóteles. A obra POLÍTICA, de Aristóteles é considerada por muitos o primeiro tratado sobre a natureza, as funções e a divisão do Estado, e sobre as diversas formas de governo.

Ao longo da História, o poder político, exercer este poder e conquistar o poder político se tornou tarefa primordial para grupos poderosos que constituíram as diversas sociedades. Senhores Feudais e Monarcas Absolutos são grandes exemplos disso.

Mas é sempre bom lembrar que POLÍTICA adquire em cada sociedade uma forma particular de desenvolvimento. Seus desdobramentos sociais são sempre formas particulares. Por este motivo, não podemos descartar o desenvolvimento dos povos e das nações ao longo de seu processo histórico.

Leia a estrofe de Camões:

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo mundo é composto por mudanças;

Tomando sempre novas qualidades

Você acha que a nossa geração é capaz de mudar a política e os políticos do nosso país? Por quê?

 

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Até Quando – Gabriel, O Pensador

Não adianta olhar por céu, com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea?
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre, rico, ou classe média).
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura.

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente, seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante, você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo, você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?
A polícia matou o estudante, falou que era bandido, chamou de traficante.
A justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado… e absolveu os PMs de vigário!

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia só existe pra manter você na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco: ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.
A programação existe pra manter você na frente, na frente da TV, que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você.
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar.
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar.
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá.
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar.
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar.
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar.
Escola, esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda!
Não! Não!!

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

JORNAIS

(Nenhum de Nós)

14 Respostas to “Sociologia”

  1. Giovanni B. Pomelli 3º B said

    Alienação e consumismo
    Nos dias de hoje o consumismo está extremamente presente na sociedade. Mas até que ponto vai esse consumismo antes de virar alienação? O poema a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, mostra muito bem essa situação.

    EU ETIQUETA

    CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

    Em minha calça está grudado um nome
    Que não é meu de batismo ou de cartório
    Um nome… estranho.
    Meu blusão traz lembrete de bebida
    Que jamais pus na boca, nessa vida,
    Em minha camiseta, a marca de cigarro
    Que não fumo, até hoje não fumei.
    Minhas meias falam de produtos
    Que nunca experimentei
    Mas são comunicados a meus pés.
    Meu tênis é proclama colorido
    De alguma coisa não provada
    Por este provador de longa idade.
    Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
    Minha gravata e cinto e escova e pente,
    Meu copo, minha xícara,
    Minha toalha de banho e sabonete,
    Meu isso, meu aquilo.
    Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
    São mensagens,
    Letras falantes,
    Gritos visuais,
    Ordens de uso, abuso, reincidências.
    Costume, hábito, permência,
    Indispensabilidade,
    E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
    Escravo da matéria anunciada.
    Estou, estou na moda.
    É doce estar na moda, ainda que estar na moda
    Seja negar minha identidade,
    Trocá-la por mil, açambarcando
    Todas as marcas registradas,
    Todos os logotipos do mercado.
    Com que inocência demito-me de ser
    Eu que antes era e me sabia
    Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
    Ser pensante sentinte e solitário
    Com outros seres diversos e conscientes
    De sua humana, invencível condição.
    Agora sou anúncio
    Ora vulgar ora bizarro.
    Em língua nacional ou em qualquer língua
    (Qualquer principalmente.)
    E nisto me comprazo, tiro glória
    De minha anulação.
    Não sou – vê lá – anúncio contratado.
    Eu é que mimosamente pago
    Para anunciar, para vender
    Em bares festas praias pérgulas piscinas,
    E bem à vista exibo esta etiqueta
    Global no corpo que desiste
    De ser veste e sandália de uma essência
    Tão viva, independente,
    Que moda ou suborno algum a compromete.
    Onde terei jogado fora
    Meu gosto e capacidade de escolher,
    Minhas idiossincrasias tão pessoais,
    Tão minhas que no rosto se espelhavam
    E cada gesto, cada olhar
    Cada vinco da roupa
    Resumia uma estética.
    Hoje, sou costurado,
    Sou tecido,
    Sou gravado de forma universal,
    Saio da estamparia, não de casa,
    Da vitrine me tiram, recolocam,
    Objeto pulsante mas objeto
    Que se oferece como signo dos outros
    Objetos estáticos, tarifados.
    Por me ostentar assim, tão orgulhoso
    De ser não eu, mas artigo industrial,
    Peço que meu nome retifiquem.
    Já não me convém o título de homem.
    Meu nome novo é Coisa.
    Eu sou a Coisa, coisamente.

  2. Bom, a musica nos mostra uma situação vivida por nós hoje, que é a alienação sim, e que muitos, até mesmo ao nosso redor, estão sobre o efieto dela.
    A música passa também uma mensgem de que já houve gente que tentou se soltar da “teia” mas que a força que nos colocou nela abafou a tentativa de “libertação”.
    Já é dificil alguem acordar da alienação, quando essa pessoa acorda, não consegue lutar só e busca por companheiros de luta, afim de uma mobilização, mas, além de todos obstaculos, quem ainda está alienado e que deveria se juntar aos livres, tem uma ideia de que quem se revolta (ou as vezes não é nem uma revolta, é um direito, mas direito que atrapalha o vidão de quem está em cima) é um sem razão, uma pessoa tola e que deveria ser como os outros.
    Isso é um dos motivos porque a sociedade é assim hoje e porque é tão dificil muda-lá.
    Mudará? sim
    Quando? muito tempo!

  3. Luiz Yamauchi 3A said

    A sociedade está em total alienção. Não é possível mais criar uma opinião totalmente certa sobre um assunto por conta de emissoras de tv, rádios e outros meios de comunicação que criam uma falsa realidade para nós, já que só é transmitido aquilo que é vantajoso para estes meios e, consequentemente, nós não conseguimos ver os dois lados do problema.
    Por mais que nos sintamos fora desse processo de lavagem cerebral, somos sim, alienados e influenciados pela midia, como prova disso podemos citar o consumismo, que guia nosso modo de viver.
    Com o tempo, as pessoas se acomodaram em aceitar o errado e injusto, é preferivel fechar os olhos diante de problemas que apesar de não nos afetarem, estão ao lado de nossas casa, como a pobreza e o racismo. Hoje, aqueles que lutam pelos seus direitos atravás de protestos, muitas vezes são vistos como desordeiros.
    Políticos roubam no senado, policiais fazem abuso de poder, crimes são encarados como normais e ninguém é punido, pois a alienação fez com que as pessoas pensassem que nao é possível fazer nada a respeito e fez destes problemas uma rotina.

  4. Amanda Lima Guedes 3º B said

    A musica do Gabriel pensador, nada mais é do que uma tentativa de arrancar o cabresto da populção!
    Quem tem o maio poder no país não é a presidencia, o senado, ou os militares, o maior poder vem da mídia que tem capacidade suficiente para criar ou mudar a opnião de milhares de pessoas. Cada vez mais, a alienação ganha espaço, variando de gosto musical, até politica internacional. Se analizarmos, varias musicas quando são lançadas, nem fazem tanto sucesso, porem de tanto tocar na radio, mesmo que você nem goste da musica ou da banda, ela fica na sua cabeça, e em poucas semanas você sabe canta la, e ja acha o som agradavel, sem perceber, tudo isso foi um truque criado pelas gravadoras, que dão incentivos financeiros as radios para que seus cantores fassam sucesso.
    Isso tambem acontece com marketing na tv, a maioria das pessoas compram um produto por ele ter aparecido na novela das 8, sem nem saber se realmente é o melhor, ou se funciona! “Se apareceu na novela, é bom”, será verdade?
    Grandes emissoras elegem presidentes, criam celebridades sem o menor talento, e ainda te fazem de idiota, para que você acredite que a prioridade deles é você, e não o seu dinheiro.
    Saia da alienação.

  5. Thais Almada Nobre de Mello said

    A musica não só se refere a alienação como tenta nos alertar, nos conscientizar da sua existência para que lutemos contra ela. Muitas das vezes não ficamos alienados pelo simples fato de querermos ficar alheios a realidade ou de não querermos forma r uma opinião a respeito de determinados assuntos, mas sim porque somos induzidos a isso.
    Por quem? Pelo governo, em conluio com a mídia, que nos escondem determinados fatos, ou então os mostram de um jeito que seja conveniente para eles. Não é do interesse deles que a população tenha consciência do que acontece ao redor dela, pois a partir do momento em que isso acontece, ela ganha forças e meios para reivindicar seus direitos. A alienação na nossa sociedade chega a ser tanta, que achamos normal o fato de inocentes serem presos e políticos corruptos não serem punidos nunca. E esse é realmente o objetivo do governo ao deixar a sociedade alienada: poder manipulá-la com mais facilidade.

  6. Guilherme Braga said

    A música se refere a alienação da população. O que em minha opinião é um modo que o governo tem de oprimir sutilmente a população.
    Gabriel Pensador tenta com essa música, nos mostrar que os pequenos prazeres dos quais fazemos tanta questão (como o celular mais completo, a maior TV possível) são supérfluos e que os mesmos servem para nos alienar da realidade em que vivemos.
    Ao meu entender, ele quer que cada um de nós faça uma analise de como vivemos e o porquê deste modo de vida.
    A letra da musica relata algumas das barbaridades cometidas por aqueles que tem poder, e o usa de modo indevido. Mostra que nenhuma classe social esta fora do alcance dessas barbaridades.
    Em outras palavras, ele nos diz: ” Acordem ,seus otários, tem gente que está sugando seu sangue e você, apesar de ver, não faz nada para mudar”

  7. Beatriz Moraes 3A said

    Podemos ver que a música “Até Quando” do Gabriel , O Pensador se refere à alienação presente na sociedade.Um dos colaboradores disso é a própria mídia como jornais, revistas e principalmente a televisão, que mostra o que quer na horta em que mais lhe convém, consiguindo assim manipulara a opinião das pessoas.
    Um dos mals que estão presentes na sociedade hoje é o consumismo que tambem chega em nossas vidas e sem querer, nos deixamos levar pelo desejo de compras desnecessárias mas que achamos que tendo aquilo seremos felizes.
    Como disse Gabriel na canção em questao “Até quando você vai ficar usando rédea?
    Rindo da própria tragédia?”, ou seja, até quando iremos ser manipulados e achando graça dos absurdos que acontecem no nosso mundo!/

  8. Larissa Heloani 3B said

    Essa música do Gabriel, O Pensador faz com que a gente pense na vida, nessa realidade que estamos vivendo.Quer que deixamos de ser alienados.
    Alienação que está presente em todas as classes sociais, sem exclusão e é principalmente induzida por Tvs, rádios, revitas, jornais ou seja pela mídia que só informa o que lhe convém, quando convém.
    Não podemos ser marionetes, aceitar tudo o que nos é imposto, tudo que nos é falado. Temos que tomar consciência,pararmos de ser tão egoístas e consumistas.E mudando nossa mente e atitudes, o mundo PODE mudar com a gente.

  9. Murilo Costa Cherighim 3°B said

    Essa música escrita pelo Gabriel, O Pensador mostra claramente sua indignação pelo fato de a sociedade estar totalmente alienada e obediente ao que se é imposto, principalmente através mídia, e nunca reclamar e expor suas idéias, apenas abaixar a cabeça e fingir que nada está acontecendo.
    Isso vem ocorrendo direto, já que a mídia está presente em nossas vidas praticamente 24 horas por dia e está cada vez mais inovadora e tentadora, fazendo assim com que mais e mais pessoas aderiram ao consumismo e mais tarde a própria alienação.
    Portanto, nós devemos ter essas idéias em mente para que quando tentarem nos enrolar e fazer nossas cabeças, nós possamos dizer “NÃO”, e mostrarmos que somos seres pensantes e que portanto não seremos simples marionetes e sim cidadãos conscientes e principalmente influentes.

  10. Renata Amaral 3ºA said

    Questionando a falta de atitude e a alienação da sociedade, a música “Até Quando” de Gabriel pensador exprime um estranhamento por parte do autor.
    Qualquer um que tenha ouvido a música e prestado a atenção na letra se sente provocado e sem argumentos para discordar do que nela é dito. Sabemos que somos manipulados, que políticos são corruptos, que pessoas passam fome, que os impostos são indevidamente aplicados, que falta assistência à saúde e educação, que policiais nem sempre são confiáveis e que levamos uma vida restrita e controlada pela vontade de poucos. Sim, sabemos de tudo isso e ignoramos ou não damos importância.
    Toda essa nossa alienação é resultante do medo que paira sob nós, subordinados ao poder, ou da preguiça que nos impede de tomar uma atitude em prol de nós mesmos.
    Sei que existem aqueles que não são afetados por toda essa situação, mas é aí que faz falta o tal do pensamento coletivo. Você pode, hoje, não ser um deles e vir a se tornar um no futuro. E mesmo que não, deveria se sentir incomodado.
    O que estamos nos esquecendo é que se tudo isso acontece é porque nós permitimos e trabalhamos para isso. Somos aliados daqueles que mais contestamos e cúmplices de cultura que abominamos. Que incoerência, não?

  11. Marcelo Piazza 3ºA said

    A musica retrata a alienação criada pelas diversas formas de midia como tv e rádio, que é imposta às pessoas. Todas as opiniões criadas pelas pessoas estão sujeitas a influência desses meios de comunicação além da influência de pessoas alienadas, qualquer um q tenta sair dela é retratado pela sociedade como louco ou diferente, e aqueles que vão além e se mobilizão contra são sufocadas pela polícia e outras formas de opressão

    “Até quando vai ficar sem fazer nada?”
    Para mudar essa alienação é preciso lutar, e não ficar sentado em frente a tv.

  12. Cecilia Pereira Fabi 3º A said

    A música nos mostra que nessa sociedade em que vivemos nós aprendemos a ficar quietos para as coisas que acontecem, aprendemos que reinvidicar nossos direitos é errado, é ruim. A mídia fez, faz nossa cabeça para que pensemos no que eles querem que a gente pense, para q acreditemos naquilo que eles nos querem fazer acreditar.
    Temos que estudar, fazer faculdade, ter um bom emprego, para podermos ser alguém na vida, mas e aqueles que não tem como estudar? Não tem como crescer, porque não tiveram oportunidade. São aqueles que se revoltam por não poderem ser iguais a alguém que eles idealizam, e por isso viram bandidos, viram assassinos, achando que roubando, matando vão se encaixar em uma sociedade que eles querem fazer parte.
    Precisamos tomar consciência do que acontece hoje, precisamos enxergar que enquanto os importantes fazem coisas erradas e não são punidos, há pessoas que não fazem nada e são punidas!
    Precisamos reivindicar nossos direitos.
    Se cada um se ajudasse ao menos um pouco, visse que há gente ao nosso lado, se cada um mudasse e fizesse sua parte, estaríamos em uma sociedade bem melhor.
    “Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.”

  13. Cristiana Periscinotto Martin dos Santos - 3º B said

    É duro encarar a realidade quando questionamos como ela nos é mostrada. Já não é fácil encarar os fatos da maneira como são apresentados pela mídia. Imagine encará-los em sua forma mais real, sincera, desmistificada e desmascarada? Não é fácil, mas é diferente.
    A música ‘Até Quando?’ de Gabriel, o Pensador; nos mostra isso: muitas vezes olhamos, mas não vemos.
    Não vemos pois somos constantemente manipulados por meios de comunicação, que ao invés de transmitir notícias e informação, nos transmitem idéias prontas, e nos conduzem a uma determinada interpretação da realidade ou conduta social. Na maioria das vezes, acaba sendo muito mais fácil e conveniente do que contestar, questionar, criticar e de certa forma ‘denunciar’ o que de fato acontece de baixo do nosso nariz. Ao longo da história, não foram poucos os que perderam suas vidas em atos de coragem mostrando verdades e desvendando falcatruas. Comportamentos como esses, que batem de frente com a velha arte de enganar as massas, sobrepujando classes dominante, tendem a ser rapidamente sufocados seja por autoridades, seja pela mídia. Tudo para garantir a alienação do povo.
    A música é de 2001, mas se aplica tanto à nossa realidade atual quanto à anos passados. Haja vista a ‘Era Vargas’. Em frases como: “A polícia só existe pra manter você na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco: ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.” não é difícil lembrar da ‘Polícia Especial’ que perseguia, reprimia e torturava qualquer um que pudesse ameaçar o governo centralizador, totalitarista e unipartidário da época. Em seguida, o trecho “A programação existe pra manter você na frente, na frente da TV, que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você.” lembramos do ‘DIP’, o Departamento de Imprensa e Propaganda que controlava e censurava a mídia para mais uma vez, manter o povo alienado enquanto era estabelecida uma ditadura que mais tarde seria legalizada pela Constituição de 1937. Fazemos essas relações sem nos esquecer que toda e qualquer analogia precisa ser feita levando em consideração as particularidades de um contexto histórico específico, onde se enquadram os fatos. No entanto, as similaridades aqui mostradas abrangem a essência da discussão: a alienação.
    Mas, como não podemos generalizar, nem tudo é culpa da mídia e nem todos são alienados. Nas imagens mostradas no vídeo, podemos destacar algumas onde é claro o estranhamento. Primeiro, vemos uma jovem pintando a câmera de verde e amarelo. É uma cena da manifestação dos ‘Caras-Pintadas’, jovens, que em outubro de 1992 foram às ruas exigir o Impeachment de Fernando Collor de Melo, o então presidente que, com o ‘Plano Collor’ exigiu entre outras medidas, o confisco de poupanças. Segundos depois, aparece a famosa cena do Protesto na Praça da Paz Celestial (1989) na China: Chen Yat-Sen (1931-1998), um professor de Literatura parado no meio de uma avenida detendo a fileira de tanques que circulava por ela, em frente à porta da Cidade Proibida. Um pouco mais a frente, vemos o quadro de Cândido Portinari: ‘Retirantes’ (1944) que retrata não só uma situação, mas também denuncia as desigualdades sociais tão acentuadas do período em que fora pintado (Era Vargas). E ainda mais rapidamente, como exemplo de estranhamento, observamos: o MST, cenas do ‘Abaixo à Ditadura’ e diversas manifestações populares sendo reprimidas pela polícia.
    Assim, podemos concluir que a melhor saída para a alienação é o questionamento, que nos levará ao estranhamento. Não podemos aceitar absurdos corriqueiros em nossa sociedade. Por que políticos que roubam milhões não são devidamente punidos? Só por que cometeram crimes de terno e gravata? E por que milhares de pessoas são injustamente agredidas e presas? Para a polícia mostrar ‘trabalho’ quando na verdade comete crimes tal qual os que deveriam ir para a cadeia?
    Fica a reflexão: Na mudança do presente a gente molda o futuro. Se não mudarmos hoje, o que será do amanhã? O mesmo futuro que molda e sempre moldou o alienado?
    Fica a pergunta: Até quando vamos ficar sem fazer nada?
    E fica o recado: Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!

  14. Karina Domingo - 3ºA said

    Conceitos mudam, idéias surgem, investimentos na economia e na urbanização são feitos, o mundo evolui, só a sociedade continua estagnada, imóvel perante a realidade que vive.
    A música de Gabriel, o Pensador, retrata essa conformidade das pessoas, muitas vezes manipulada pelo próprio governo e imprensa.
    Hoje, os poucos que são cientes e se revoltam com as injustiças, se aquietam e guardam pra si a vontade de lutar por seus direitos ou por medo, ou por falta de estímulo. A manifestação e a busca por melhorias já não faz parte do nosso cotidiano, acaba-se por escolher “o que é mais fácil e cômodo”, pois muitas vezes os probelmas não estão diretamente ligados à nós.
    Se de início mudássemos nossas atitudes diárias, poderíamos interferir em diversos aspectos sociais, mas a maioria não pensa assim, liga o conceito de mudança apenas a uma grande revolução, com grandes repercussões.

 
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