Hoje eu acordei com Lygia Clark.

Lygia, com certeza, viveu tentando superar em suas obras o limite entre a vida e a arte. Rejeitou ortodoxias e partiu pela jornada da experimentação. Primeiro com a Body Art, depois a arte plurissensorial vivendo entre a psicanálise e as expressões artísticas. Foi orientada por Burle Marx, frequentou o ateliê de Fernand Léger.

Transitou até que seu objetivo de estabelecer uma nova linguagem abstrata na arte brasileira fosse concretizado. Elaborou trabalhos como “Nostalgia do Corpo: Diálogo”, que propõe ao espectador sentir coisas simples, como o sopro da respiração e o contato com uma pedra na palma da mão. Outra grande obra é “A Casa É o Corpo: Labirinto”, que simula um útero a ser penetrado pelo visitante, que é levado a experimentar sensações táteis ao passar por compartimentos. Por último também relembro de “Baba Antropofágica”, no qual várias pessoas derramam, sobre alguém deitado, fios que saem de suas bocas.

Lygia Clark foi promotora da arte brasileira e figura que não deve ser esquecida. Em 2014 também tive o privilégio de encontrar no MoMa, em NY, suas obras e deixei me inundar pelo significado e coragem da exposição.

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