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O blog de História de Fabiana Scoleso

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Economia Colonial Portuguesa

Posted by sala19cmi em segunda-feira, 2 abril 2012

O Brasil era uma colônia de exploração, dentro do antigo sistema colonial, é um Sistema de relações econômicas, políticas, sociais e culturais que tornam dependente uma colônia em relação à outra metrópole.

Presume-se assim a perda de uma liberdade administrativa de territórios colonizados, sob posse militar. (Nesse sentido, o colonialismo se apresenta como um fenômeno resultante da revolução Comercial europeia que aconteceu entre os séculos XV e XVI), que atingiu o seu mais alto grau no século XIX, sendo assim prolongada até os anos à Segunda guerra Mundial.

A grande propriedade monocultura:

A monocultura é um sistema de exploração agrícola, que chamamos de produção ou cultura agrícola de apenas um tipo de produto. Ela está associada aos latifúndios, grandes extensões de terras. A grande propriedade era monocultora e voltada para o mercado externo, utilizando mão-de-obra escrava, no inicio com os índios e, posteriormente, os negros africanos.

A sociedade açucareira que se organizou era o reflexo da economia agrária, escravista, por que no engenho, tinham poucos trabalhadores assalariados, estes se submetiam as ordens e influência do grande proprietário.

Como sabemos, os escravos viviam em senzalas, que eram lugares de um só compartimente, todos misturados, homens, mulheres e crianças. Os escravos ficavam responsáveis por todos os trabalhos braçais, como por exemplo nos canaviais, casa grande. Eles tiveram uma grande influência no trabalho agrícola.

O escravismo colonial:

A escravidão foi utilizada para que pudessem se organizar economicamente, como já vimos antes. Existiam dois tipos de escravidão: a vermelha (dos índios) e a escravidão africana.

Nessa época não poderia ir contra o sistema de escravidão, pois eram reprimidos de forma violenta, mas os próprios negros, não se calavam, mesmo sofrendo, sendo chicoteados, vivendo uma realidade opressiva, lutavam contra e tentavam a liberdade a todo custo, a maios prova disso foram as criações de quilombos, onde abrigava escravos fugitivos.

Mas os jesuítas eram contra a escravidão indígena, o que durante um tempo não adiantou muito por que os colonos além da escravidão africana queriam os índios como mão-de-obra por terem menos custos que a escravidão africana. Mas foi em 1759 quando um decreto pombalino aboliu a escravidão.

O escravo na economia brasileira:

O escravismo chegou ao Brasil por volta de 1531 com a expedição de Martim Afonso de Sousa, que foi desde o período colonial até o final do império. A escravidão no Brasil foi marcada pelo uso de escravos vindos do continente Africano, sempre lembrando que alguns indígenas também sofreram com a escravatura.

Os escravos trabalhavam na agricultura, com foco na parte açucareira, e na mineração. Contribuíam com a economia tanto do país, quanto dos senhores de engenho, donos de terras, por que eram mãos de obras onde também usavam da permuta, eles trabalhavam e em troca recebiam moradia e alimentação, mas não tinham um horário em sua jornada de trabalho.

Os estados onde os escravos tiveram grande enfoque foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Alagoas, Sergipe e Bahia.

O Tráfico de escravos:

A África era vista como reserva de mão-de-obra escrava, a serem tirados de sua nação e exportados para vários países.

Durante os primeiros quatro séculos – do século 15 à metade do 19 – de contato dos navegantes europeus com o Continente Negro, a África foi vista apenas como uma grande reserva de mão-de-obra escrava, a “madeira de ébano” a ser extraída e exportada pelos comerciantes. Traficantes de quase todas as nacionalidades montaram feitorias nas costas da África.

As simples incursões piratas que visavam inicialmente atacar de surpresa do litoral e apresar o maior número possível de gente foram dando lugar a um processo mais elaborado.

Os mercadores europeus, com o crescer da procura por mão-de-obra escrava, motivada pela instalação de colônias agrícolas na América, associaram-se militarmente e financeiramente com sobas e régulos africanos, que viviam nas costas marítimas, dando-lhes armas, pólvora e cavalos para que afirmasse sua autoridade numa extensão a maior possível.

Os prisioneiros das guerras tribais eram encarcerados em “barracões”, em armazéns costeiros, onde ficavam a espera da chegada dos navios tumbeiros ou negreiros que os levariam como carga humana pelas rotas transatlânticas.

Os principais pontos de abastecimento de escravos, pelos menos entre os séculos 17 e 18 eram o Senegal, Gâmbia a Costa do Ouro e a Costa dos Escravos. O delta do Negar, o Congo e Angola serão grandes exportadores nos séculos 18 e 19.

Quantos escravos foram afinal transportados pelo Atlântico? Há muita divergência entre os historiadores, alguns chegaram a projetar 50 milhões, mas Rua Certe (in Te Atlântica cave tarde: A cenhos, 1969) estima entre 9 a 10 milhões, a metade deles da África Ocidental, sendo que o apogeu do tráfico ocorreu entre 1750 a 1820, quando os traficantes carregaram em média uns 60 mil por ano.

O tráfico foi o principal responsável pelo vazio demográfico que acometeu a África no século 19.

A dinâmica da economia colonial:

Na dinâmica colonial chamada de produto rei, períodos ou fases. Neta época existia ciclos econômicos, o que na verdade não corresponde à das economias a dos tempos coloniais.

FONTE: http://www.colegioweb.com.br

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