Colonização Francesa na América

No século XVI, a França ainda se encontrava mergulhada em graves problemas internos, o que retardou sua presença efetiva no Novo Mundo. Durante esse século, portanto, os franceses organizaram algumas expedições que tinham como objetivo a América: na maioria, de piratas e corsários — a pirataria reconhecida pela carta de corso — dedicando-se ao ataque e ao saque das possessões luso-espanholas e uma tentativa frustrada de criação da França Antártica no Brasil, em 1555. Nesse quadro, Jacques Cartier, entre 1534 e 1535, explorou a foz do rio São Lourenço, ocupando o território e dando-lhe o nome de Nova França.

Em 1608, durante o reinado de Henrique IV, já sob a dinastia dos Bourbons, foi criada a Companhia Comercial Nova França. A partir daí, e no mesmo ano, Samuel de Champlain e de Monts começou a ocupar as terras do Canadá, fundando a cidade de Quebec, onde teve início um intenso comércio de peles com os indígenas algonquinos, relegando a um segundo plano a agricultura. Em 1642, missionários católicos fundaram Montreal. Em 1673, os jesuítas alcançaram a região dos Grandes Lagos, descobrindo a foz do Mississipi, através do qual Robert de Cavellier de la Salle anexou um extenso território que alcançava a nascente do rio. Daí, o surgimento da Luisiana.

 

A Política Colonial Colbertista

 

Durante o reinado de Luís XIV, Jean Colbert, ministro das Finanças, iniciou a modificação da política colonial francesa. A Companhia de Comércio Nova França foi extinta, passando a tarefa da colonização para a coroa. O Canadá foi transformado em região produtora de madeira e peles, como província do império francês. As Pequenas Antilhas — as ilhas de Guadalupe, Martinica, São Cristóvão, São Bartolomeu, Granada e outras, ocupadas desde 1635, passaram a ser colonizadas pela Companhia das Índias Ocidentais, criada por Colbert. Já em 1674, sob o domínio do Estado, essas áreas, até então improdutivas, começaram a fornecer um grande volume de produtos tropicais, como tabaco, açúcar, algodão, cacau, café e outros gêneros.

Além do emprego crescente da mão-de-obra escrava africana, a colonização francesa usou o trabalho dos engajados (engagès), brancos reinóis que trabalhavam em moldes compulsórios por três anos e, depois, recebiam terras da coroa. A presença dos engajados deu origem aos casamentos mistos, criando-se uma população mestiça, característica das áreas antilhanas de colonização francesa.

O declínio do Império Francês na América deveu-se a sucessivas guerras com a Inglaterra e Espanha, perdendo parte de suas colônias, como o Canadá, o leste do Mississipi e as Pequenas Antilhas, cedidas à Inglaterra depois da Guerra dos Sete Anos (1756-65).

 

FONTE: http://www.coladaweb.com.br

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