ASTECAS, INCAS E MAIAS – RESUMO

Incas

Antiga e poderosa civilização da América do Sul, constituída principalmente pelas tribos Quíchua, Aimará e Junca que formavam um enorme império, tendo Cuzco com sua capital. Acredita-se que os Incas eram um dos muitos grupos de fala quíchua do altiplano peruano, dirigidos por uma série de soberanos fortes, entre eles Pachacuti Inca Yupanqui. Politicamente, o império organizou-se como unificação de antigos povos autônomos, tendo sobre si um Estado centralizado.

A denominação “Império dos Incas” foi criada pelos espanhóis, em homenagem à família que dominava aquelas tribos. A sociedade inca era fechada, a classe dirigente e privilegiada era formada pelo clero e os chefes militares. O povo comum, chamado “hatum runa”, ligava-se ao “ayllu” e formava a mola mestra do Estado.

No aspecto econômico, os incas aprimoraram as técnicas herdadas de seus antecessores, principalmente os sistemas de irrigação. Os incas tinham um complexo sistema de administração. O tributo pago pelo homem comum, em trabalho, para o Estado (o “mita”), foi, do mesmo modo utilizada pelos espanhóis no período da colonização.

A arquitetura inca era a mais importante na América do Sul pré-colombiana. Seus palácios eram dotados de termas, fontes e terraços. Notáveis construtores de estradas introduziram no país um excelente sistema viário (note-se, porém que esse povo, como todas as culturas pré-colombianas, não conheciam a roda, utilizando-se de animais de carga – os lhamas – para seu transporte). A decoração externa dos palácios era feita com muita sobriedade, pois os incas davam preferência às pedras lisas. Nos muros, usavam pedras de formatos diversos, sem que para isso fosse necessário lançar mão de outro material para dar ligamento das pedras entre si. Isto causa admiração nos cientistas até hoje, devido à precisão com que cortavam as pedras, encaixando-as perfeitamente entre si apesar de seu formato e tamanho diversos.

Alcançaram notáveis progressos em trabalhos de metais e se tornaram grandes oleiros (isto é, fabricantes de vasos).

O império inca chegou a se estender por todo o território do atual Peru da Bolívia e do Equador; foi somente no século XV que o povo inca alcançou a sua hegemonia.

A Cerâmica sul-americana é de grande beleza, principalmente a “mochica”, que compreende os famosos vasos – retratos com rostos humanos carregados de realismo. A pintura, os panos bordados e os tecidos antigos alcançaram notoriedade.

Atahualpa foi o 14.° governante inca do Peru. Com a morte de seu pai, coube-lhe o reino de Quito e o resto do império ficou para seu irmão Huáscar. Grandes divergências surgiram entre os dois. Em 1532, Atahualpa conseguiu uma grande vitória sobre Huáscar, que foi encarcerado, tornando-se Atahualpa senhor do Peru e de Cuzco. Com a chegada dos espanhóis comandados por Francisco Pizarro e Diego de Almagro, o império incaico ficou muito dividido politicamente, favorecendo os invasores. Em novembro de 1532, Pizarro solicitou uma entrevista com Atahualpa. Este compareceu à praça principal de Cajamarca acompanhado de três mil pessoas desarmadas. Ao recusarem adotar a religião católica e a reconhecer a soberania de Carlos V, os nativos foram atacados e o inca preso. Atahualpa foi condenado à morte e os espanhóis conseguiram, desse modo, firmar o seu domínio no Peru. O Império dos Incas não chegou a desenvolver todas as suas potencialidades, cortadas pela conquista.

Maias

Os povos que viviam exclusivamente de caça e pesca reuniam-se em pequenos grupos mais ou menos isolados. Na América pré – colombiana, havia um número muito grande dessas tribos, das quais muitas falavam a mesma língua, tinham a mesma conformação física, a mesma organização e os mesmos costumes.

Na península de Iucatán, que fica entre o Golfo do México e o Mar das Antilhas, residam os Maias, que formavam uma confederação de cidades com seu governo próprio. Através das recentes investigações, os arqueólogos estão reconhecendo que os conhecimentos astronômicos e a matemática dos Maias ultrapassou a dos gregos e a dos romanos. O observatório astronômico na cidade Chichenitzá tem suas cúpulas bem mais orientadas que o observatório de Paris, do século XVII.

Os Maias construíram suas casas sobre montículos artificiais de calcário; quando uma casa desmoronava, o lugar era utilizado para depósito de lixo de outras famílias e, algum tempo depois, os futuros moradores construíam um novo piso de gesso sobre os resíduos e uma nova moradia era erguida. Assim, com esse processo, as cidades tiveram continuidade por muitos séculos e milênios.

O astrônomo Luís Arochi, com auxílio de várias fotografias, mostrou o fenômeno da pirâmide de Chichenitzá, no momento dos equinócios de março e setembro, onde o jogo de luz e sombra faz aparecer, progressivamente, sete triângulos projetados nos ângulos da pirâmide. Quando o Sol está em seu zênite o sétimo triângulo aparece no vértice da construção; e ao declinar os triângulos desaparecem do mesmo modo, um a um, sempre perfeitamente isósceles. Este fenômeno prova o grande conhecimento de geometria que tinham os Maias.

A cerâmica daquela época é sofisticada, embelezada com representações artósticas do rosto humano e, de maneira mais frequente, com desenhos figurativos e repetitivos.

Os Maias são considerados o único povo letrado do mundo aborígene americano e sua escrita está preservada nas inscrições dos monumentos e muitos cientistas têm procurado decifra-la. Segundo os arqueólogos Norman Hammond (Universidade de Brandeford) e Duncan Pring (Instituto de Arqueologia de Londres), um mostruário de diversos tipos de ossos dos antigos depósitos de resíduos já foi escolhido e devidamente classificado, para preencher o quadro sobre o que comiam os antigos Maias. Entre as mais recentes descobertas na região de Cuello está a do colar feito com fragmentos de conchas. Também foram encontradas no local, ferramentas de pedernal (pedra do local) e cabeças de machados. As descobertas antigas de Cuello tinham sido fixadas por volta do ano 900 a . C., mas as recentes escavações fizeram a História retroceder, aumentando-a de outros 1.700 anos. O Dr. Hammond e o Sr. Pring estão certos de que as primeiras descobertas datam do início da civilização maia e não se relacionam apenas com alguns antigos e desconhecidos povoadores da região que desapareceram depois. Até o momento, a civilização de Cuello parece ser a mais antiga civilização maia. No total, essa civilização deve ter existido por mais de quatro milênios. Começou a declinar depois do ano 900 de nossa era, embora o seu sistema de vida tenha perdurado no Iucatán setentrional, até o momento em que os conquistadores espanhóis ali aportaram e acabaram com eles (século XVI).

Os Maias são, portanto, os habitantes mais antigos das Américas Central e do Sul. Sua história começa num país situado ao sul do México, onde hoje se situam Honduras e Guatemala – a Península de Iucatán.

São originários de povos nômades, que depois de uma longa migração, permanecendo durante anos em vários lugares, lutando contra tribos inimigas, avançaram para península, ainda selvagem; eram tribos provenientes do norte do continente.

O povo se estabeleceu na Península, abateu a floresta para ter terras de cultivo, fundou suas cidades e começou a construir os monumentos.

Os espanhóis chegaram ao local com o povo já em decadência; quando subiram as escadarias dos monumentos e aproximaram-se dos altares erigidos sobre eles, encontraram-nos vermelhos de sangue, pois os Maias sacrificavam seres humanos a seus deuses, principalmente Cuculcã, a serpente de penas.

A população do império dos Maias estava dividida em duas classes: a dos sacerdotes cientistas e a dos camponeses. No período depois da semeadura do milho (cultivo fundamental da economia dos Maias), os camponeses trabalhavam ao lado dos escravos nas construções. Os grandes blocos de pedra e as esculturas eram arrastadas, já que não conheciam meios de transportes; nem animais de carga que não eram feitos a ferro, cobre ou bronze, mas sim com instrumentos de pedra mais dura.

Os sacerdotes cientistas ocupavam tempo demais pesquisando sobre seus calendários e astronomia do tempo, e se descuidavam da vida prática do povo: ao lado de tão alta sabedoria dos astros, os Maias não conheciam nem a roda, nem o arado. Esse fato de defasagem entre a classe sacerdotal e mais algumas discórdias internas levaram o povo à decadência. Quando os espanhóis chegaram, a civilização maia já estava lentamente se extinguindo.

Astecas

São os antigos indígenas habitantes do México. Dominavam o país quando os espanhóis ali aportaram. Os astecas viviam sobre os restos de uma cultura muito mais antiga, os Toltecas. As pirâmides de Teotihuacan, de Cholula, são consideradas muito mais importantes do que as egípcias; contudo, os Toltecas de diziam descendentes de uma civilização muito mais perfeita: a dos Maias.

O povo asteca era compreendido de lavradores e artesãos; cada clã se dedicava a atividades específicas. Os escravos e os criados ocupavam o último degrau da escada social. Os jovens, além dos ofícios e da guerra, tinham acesso ao comércio. Os comerciantes constituíam classe à parte. Havia dois tipos de escolas: uma para a nobreza (carreira sacerdotal) e outra para o povo, abrangendo os lavradores e artesãos.

Os astecas conheciam a agricultura e cultivavam, além do milho, grande variedade de feijões, tomates, cacau, pimenta, melão e algodão. O tabaco era somente para fins religiosos. Quanto à arte, era essencialmente de caráter religioso, sobretudo as pinturas e esculturas notáveis.

A religião dos astecas admitia divindades para casa mês, dia e noite. O calendário litúrgico regia a vida cerimonial e o calendário solar regia as atividades rurais. Uma das mais importantes relíquias mexicanas é a grande pedra do calendário; ali, os astecas descreviam com sinais a sua concepção do mundo, suas quatro idades que procederam a nossa era e que por efeito de cataclismas desapareceram. Montezuma II, imperador asteca, foi escolhido, em 1503, por morte de seu tio, antigo imperador. Sob seu domínio, o reino asteca se estendeu desde as costas do Atlântico até o Pacífico. A sede do seu governo era Tenochtitlan, capital da confederação asteca, que após a conquista dos espanhóis se tornou a cidade do México. Montezuma era extremamente religioso e estava sempre cercado de sacerdotes. A predição de que seu reino terminaria com a chegada do grande deus branco e barbudo muito o preocupava. Com a chegada de Cortez, tentou dissuadi-lo de conquistar seu reino, sem resultado. Foi preso como refém e mais tarde morreu, com seu reino sob o domínio dos espanhóis.

Os astecas eram um povo guerreiro, mas muito religioso, embora sua religião consistisse inclusive em sacrifícios humanos. Apesar disso, alcançaram um alto nível de civilização.

By http://www.vestibular1.com.br/revisao/r46.htm

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