Para lembrar José Chasin

“De há muito o problema das coligações, frentes ou composições partidárias fixou-se como ponto central da história política brasileira. Prática e teoricamente é em torno dessa questão que têm girado as equações de poder, bem ou mal sucedidas. Que as alianças políticas sejam um fenômeno universal, não é obviamente o que se está ressaltando, mas a experiência vivida de que, no quadro nacional, elas sejam praticamente a forma compulsória para o exercício do mando estatal. Abstraída a Velha República do Partido Republicano, que se articulava, aliás, por meio das alianças entre governadores, nunca mais o país conheceu um partido político capaz de dispensar o respaldo de outras agremiações para galgar o poder e exercê-lo.
A decifração completa dessa esfinge está por fazer e compreenderia a elaboração essencial de mais de cinquenta anos de história, mas não é fora de medida nem desprovido de fortes indicadores afirmar que essa impotência partidária está estreitamente vinculada à própria impotência imanente do capital atrófico, incapaz de projetar a si mesmo como representante universal das categorias societárias brasileiras. É o que leva a ser e a se mover sempre como uma particularidade, no próprio interior do universo que se põe pela sua lógica, e nele se afirma como parte autocrática” A sucessão na Crise e a Crise na Esquerda, José Chasin, 1989.

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