Se a National Gallery falasse…

A história da National Gallery começa em 1838 quando o prédio foi inaugurado pela Rainha Vitória. Mas a coleção inicial começou a ser adquirida em 1824 quando a Câmara dos Comuns ofereceu 57,000 libras para comprar 38 pinturas que pertenciam ao banqueiro russo Julius Angerstein. Doações também foram feitas e nomes como os de Sir George Beaumont e do Reverendo Holwell Carr figuram entre aqueles que contribuíram com a famosa coleção da Galeria.

Entre os anos de 1840 e 1850 o projeto de Sir Charles Barry se desenvolve e se conclui. Esse projeto nada mais é do que a construção da famosa Trafalgar Square idealizada pelo arquiteto John Nash em homenagem à vitória de Horácio Nelson na Batalha de Trafalgar. Neste projeto o destaque era o imponente terraço da Galeria, as escadarias da Trafalgar e a imponente Coluna Nelson.

O projeto e a discussão que girou em torno da construção da nova Galeria de Artes da Inglaterra começaram em 1824 quando os membros mais influentes da sociedade inglesa iniciaram grande discussão sobre o espaço que tão importantes obras ocupavam no edifício Pall Mall. A coleção ficava cada vez maior e o edifício, além de não representar as valiosas obras de arte, não era uma referência que poderia se estender para toda a Europa. O objetivo era que a cultura e a coleção se tornassem exemplos e reflexo daquela sociedade.

O arquiteto William Wilkins foi encarregado de projetar o edifício que abrigaria tanto a National Gallery como a Royal Academy of Arts. Em 1831, após longas discussões, o local escolhido foi a Trafalgar Square, região central.

O arquiteto Wilkins foi gradativamente influenciado pelos templos clássicos que tinha visitado na Itália e na Grécia. Claro que ele precisou fazer mudanças importantes no projeto inicial. Seu desejo era construir uma grande escadaria, mas ele recuou e desenvolveu duas pequenas escadarias laterais.

A Galeria, inaugurada em 1838, teve apenas cinco salas exibindo as coleções. Iluminadas ao centro por uma grande cúpula, a Galeria só poderia estar aberta durante o dia. Somente em 1935 é que a iluminação elétrica foi instalada.

Hoje a National Gallery abriga importantes obras da história. As pinturas renascentistas italianas e holandesas como Peter Paul Rubens e Rembrandt são destaques e dão início ao olhar atento dos visitantes.

Mas o que todos procuram dentro da National Gallery, sem dúvida, é o acervo Impressionista. Obras como as de Manet, com destaque para a Music in the Tuileries Gardens e Van Gogh Sunflowers  emudecem o espectador.

Não importa a língua nem a origem. Todos ficam deslumbrados ao se deparar com tamanha técnica e sensibilidade dos artistas que inauguraram uma nova fase das artes no mundo.

Mas não para por aí. Degas, Cézanne, Monet, Menzel, Pissarro e Renoir ainda compõem com maestria o acervo.

Difícil não se encantar com a obra The water-Lily pond, de Claude Monet. Uma coisa é você olhar pelas revistas de arte outra se deparar com ela para uma experiência pessoal.

Ao olhar com atenção cada uma dessas obras me deparei com a de Camille Pissarro The Boulevard Montmartre at Night. É quase indescritível a sensação porque eu havia estudado e compreendido sua história dentro do seu tempo através das aulas de História, Trabalho e Cultura. Meu professor sempre fez uso dessas obras para compreendermos a situação da França no século XIX. A obra de Pissarro tipificava a controversa reurbanização de Paris idealizada pelo Barão Haussmann. Pissarro registrou a nova face da cidade, principalmente do bairro de Montmartre berço e palco da tão famosa Comuna de Paris.

Novos e velhos costumes, novos e velhos cenários registrados pelos olhares daqueles que eternizaram não apenas o que pintaram, mas uma nova fase das artes e da potência do artista em tornar cada pincelada uma condição para que o século XIX se reconheça.

A última grande exposição itinerária realizada pela National Gallery em 2011 é a de Leonardo da Vince. Seus ingressos estão esgotados até janeiro de 2012. Isso demonstra a importância da National Gallery no circuito das artes no mundo. Ela prevalece como uma das mais importantes Galerias da Europa.

Para saber mais sobre a National Gallery e suas exposições consulte:

http://www.nationalgallery.org.uk/

Por: Fabiana Scoleso

The Water-Lily Pond

Claude-Oscar Monet

The Boulevard Montmartre at Night, 1897 - Camille Pissarro

 

Sunflowers, 1888 - Vincent Van Gogh

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