Riga, a capital da Letônia: a nobre senhora no coração do Báltico

Riga é a capital da Letônia e a maior cidade dos países Bálticos. É um porto no Mar Báltico, junto ao rio Daugava.

O centro histórico de Riga foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO e a cidade é particularmente notável pela sua arquitectura Art Nouveau (Jugendstil), comparável em importância a Viena, São Petersburgo e Barcelona.

No período medieval Riga era uma cidade de fortificações estáveis. Formando um anel a cidade estava rodeada por uma muralha de tijolos vermelhos que teria dois quilômetros de longitude, três metros de altura, três metros de espessura e 29 torres.

A muralha foi construída e destruída várias vezes. Os habitantes de Riga eram pessoas ricas e sempre temiam por suas propriedades. Durante as construções do muro mais alto, o tempo da supremacia dos guerreiros se tornara ultrapassada. A arma de fogo já havia sido inventada e o sistema de proteção da cidade se tornara insuficiente.

Em 1422, ao redor da muralha existente, começaram a construir uma muralha similar ao sistema italiano: com bastiões, parapeitos e com revestimento de pedra no lado exterior.

Para os cidadãos de Riga a segurança não parecia suficiente. Por isso se escavou um enorme fosso de fortificação e ilhas de canhões em formato triangular.

Quando em 1709 Pedro I, Czar russo, atacou a cidade com seu exército, Riga se defendeu com 561 canhões, 66 lança-granadas e 7 catapultas.

Era possível entrar na cidade por uma das 12 portas fortificadas e vigiadas que rodeavam a muralha. As três portas principais se abriam todos os dias do nascer ao por do sol. As portas restantes só eram utilizadas em ocasiões especiais.

Nos tempos atuais Riga se divide entre as histórias do passado e seus atuais potenciais. A arquitetura da cidade sempre nos remete às suas tradições medievais assim como também exibe os 200 anos em que esteve sob o domínio do Império Russo. Mas o monumento mais importante que os cidadão de Riga têm orgulho é, sem dúvida, o Monumento da Liberdade. Antes de ser erguido o espaço foi ocupado por uma estátua equestre de Pedro, o Grande. Ao longo das duas grandes guerras Riga se transformou numa cidade ocupada tendo que render seu patrimônio histórico e sua cultura ao poder de alemães e soviéticos.

Quando a Segunda Guerra Mundial começou Riga, mais uma vez, foi alvo de invasões e subordinações. A ocupação soviética durou meio século. A prosperidade que Riga alcançou neste momento foi muito mais produto de sua subordinação à URSS do que por qualquer outra atividade.

As histórias sobre as ocupações dos Países Bálticos estão retratadas no Museu da Ocupação que fica bem no centro da Cidade. Fotos, cartazes, insígnias, vídeos. Tudo reconstrói os anos que os cidadãos letões ficaram submetidos ás ordens de alemães e soviéticos. O museu é a memória da cidade e a referência histórica que os cidadãos procuram não esquecer porque sabem que só a consciência histórica pode unir cada um para se defender e lutar pela autodeterminação do país.

Por não estar dentre os roteiros mais conhecidos e disputados, os Países Bálticos ainda são uma incógnita para muitos. Mas posso garantir que as surpresas que você encontra pelo caminho são muito agradáveis e gratificantes. Vale a pena conhecer e compreender as histórias, o papel econômico e social atual, sua arquitetura e sua gente. Esta é mais uma daquelas viagens em que você toma um banho de cultura e de consciência.

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