Caminhos de Londres…

Estar nessa cidade tem muitos significados para mim. É uma volta ao passado ao mesmo tempo que é, também, uma projeção para o futuro. Deste eu ainda não posso falar. Ele é incerto para mim por enquanto, mas eu vou construindo meu presente nas minhas certezas atuais.
Cheguei à quase duas semanas. Vi chuva, sol, vento… Repeti visitas ao panorama oficial da cidade que é a vista para o Big Ben.
Alguém tem alguma dúvida de que entrei em todas as livrarias que surgiram na minha frente? Não tenham… eu entrei em todas mesmo. São fantásticas. A diversidade, a organização… o conjunto das livrarias britânicas são de enlouquecer qualquer devorador de livros.
Mas nesses dias fiquei refletindo sobre a cidade. Londres: lugar e espaço. O que significam estes dois conceitos numa cidade tão dinâmica e diversa quanto esta?
Olhar para Londres é revisitar o passado todos os dias ao mesmo tempo em que é perceber em que ponto chegou a mundialização deste cenário. Talvez aqueles que viveram aqui em tempos remotos não tivessem condição de projetar este futuro que hora vivemos. E será que com as informações que temos, fundindo passado e presente, temos condições de projetar a Londres do futuro?
Acho que qualquer projeção é um simples palpite.
Londres é um emaranhado de diversidade. São árabes de diversas nacionalidades, indianos, colombianos, espanhóis, italianos, portugueses… Uma torre de Babel muitas vezes… À vezes se entendem, às vezes fazem questão de não se entenderem… E, embora as ruas estejam repletas de pessoas caminhando de um lado para o outro, há um senso de organização no ar. Que imponência tem essa Londres possui a capacidade de dar ordem, sentido e direção para todos que aqui estão?
Talvez os ares da Monarquia, as severas leis e o caro cotidiano Londrino estabeleçam alguns limites para todos. De qualquer forma está sendo uma experiência fantástica respirar esse ar e, dia a dia, compreender essa dinâmica cultural. Ainda há muito para se descobrir. Ainda tenho que compreender a particularidade do lugar e do espaço Londrino atual. Mas uma coisa é certa:

“Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”.

Karl Marx
O 18 brumário de Luís Bonaparte

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