Martinho Lutero (1483-1546)

Sacerdote agostiniano e professor de teologia Martinho Lutero, alemão de nascimento é reconhecido mundialmente como precursor da Reforma Protestante. Lutero criticava com radicalismo a venda de indulgências contestando o fato de que era possível se livrar da “punição divina” simplesmente “comprando seu perdão”.

Em 1517 Matinho Lutero lançou as chamadas 95 teses com críticas veementes ás ações da Igreja Católica. Por conta disso Lutero foi excomungado pelo Papa Leão X e condenado como fora-da-lei pelo Imperador Carlos V na Dieta de Worms em 1521 (reunião de cúpula oficial, governamental e religiosa, chefiada pelo Imperador Carlos V que ocorreu na cidade de Worms entre os dias 16 e 18 de abril).

Em suas teses Lutero discutia abertamente a questão da “Salvação” considerada por ele um livre-presente de Deus recebido apenas por intermédio da fé em Jesus, redentor do pecado. Seus pressupostos desafiou a Igreja Católica Romana afirmando que somente a Bíblia era única a fonte de conhecimento revelada, se opondo ao sacerdotalismo eclesiástico por considerar qualquer pessoa um sacerdote de Deus.

Outra ação bastante controversa dentro da Igreja foi a tradução da Bíblia para outros idiomas. Isso fazia do livro sagrado mais acessível já que muitos fiéis que participavam de cerimônias católicas não compreendiam o latim e, portanto, não podiam interpretar os dizeres sagrados. A tradução da Bíblia para o alemão teve profundo impacto na cultura e na religiosidade da região. Lutero também se casou promovendo mais um extenso debate sobre o celibato clerical. No dia 13 de junho de 1525 Lutero casou-se com Katharina von Bora estabelecendo, assim, a prática do casamento clerical permitindo a união de padres protestantes.

Lutero também gerou muita polêmica quando da publicação do seu “Prelúdio no cativeiro Babilônico da Igreja” principalmente no que se dizia respeito aos sacramentos. Na eucaristia e no dogma da transubstanciação afirmava que era real a presença do corpo e do sangue de Cristo, entretanto não concordava com o fato de que a eucaristia era o sacrifício oferecido por Deus. No Batismo a fé salvadora se manteria mesmo se a pessoa se convertesse a outra religião. Sobre a Penitência afirmou que sua essência estava na palavra de promessa de desculpas e não em qualquer outro ato. Martinho Lutero negou em seus documentos que a Crisma, o matrimônio, a ordenação sacerdotal e a extema-unção fossem sacramentos.

Martinho Lutero foi controverso até seus últimos anos de vida. Declarou seu antissemitismo e chegou a escrever que as casas judaicas deveriam ser destruídas. Claro que esses aspectos foram pouco estudados estando aqui apenas a título de curiosidade.

Em termos de comparação Martinho Lutero se opunha ao tipo de reforma religiosa proposta por João Calvino. Calvino acreditava que a Igreja estava degenerada e que não havia como reforma-la.  João Calvino, então, se propunha a organizar uma nova igreja onde a doutrina seguida se assemelhava às tradições primitivas da igreja católica. Lutero não seguia tradições e sim os ensinamentos da Bíblia que deveria ser mantido embora os costumes variassem com os lugares e épocas. Muitos passaram a se identificar com as afirmações de Lutero o que deu início as denominações: luterano e luteranismo.

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