Revolução Chinesa

A Revolução Chinesa foi um movimento político, social, econômico e cultural ocorrido na China no ano de 1911. Liderada pelo médico, político e estadista chinês Sun Yat-sen. Este movimento nacionalista derrubou a Dinastia Manchu do poder.

Causas: China antes da revolução

  • No século XIX, no contexto do imperialismo, a China era dominada e explorada pelas potências européias, principalmente pelo Reino Unido. Esta potência imperialista, além de explorar a China economicamente, interferia nos assuntos políticos e culturais da China. Os imperadores da Dinastia Manchu eram submissos à dominação européia.
  • A distribuição das terras produtivas chinesas também era um outro problema para o país, pois quase 90% estavam nas mãos de grandes proprietários rurais (espécies de senhores feudais).
  • Entre 1898 e 1900 um ato de rebeldia contra a dominação estrangeira ocorreu na China. Os boxers fizeram uma revolta de caráter nacionalista que foi duramente reprimida pelas tropas estrangeiras. Este conflito ficou conhecido como Guerra dos Boxers.
  • Em 1908, Sun Yat-sen fundou o Partido Nacionalista (Kuomintang) cujo principal objetivo era fazer oposição à monarquia e ao domínio europeu no país.

A Revolução Nacionalista

  • Em 1911, com o apoio de grande parte dos militares chineses, Sun Yat-sen foi proclamado primeiro presidente da República Chinesa. Porém, em várias regiões do país comandadas por grandes proprietários rurais ocorreram resistências, mergulhando a China num longo período de guerra civil.
  • Em 1925, com a morte de Sun Yat-sen, ocorreu uma disputa pelo controle do Kuomintang, que acabou por se fundir com o Partido Comunista Chinês.
  • Em 1927, o general Chiang Kai-shek assumiu o poder do Kuomintang e, no comando das tropas chinesas, começou a combater os opositores da República, entre eles os grandes proprietários rurais e comunistas.
  • Os conflitos entre nacionalistas e comunistas ficou suspenso apenas na Segunda Guerra Mundial, quando combateram, juntos, o Japão que tentava conquistar a China. Com o término da conflito mundial e a expulsão dos japoneses do território chinês, as tropas nacionalistas de Chiang Kai-shek voltaram a perseguir e combater os comunistas de Mao Tse-tung, reiniciando o conflito armado.

A Revolução Comunista 

  • Em outubro de 1949, os comunistas tomam o poder e proclamam a República Popular da China, com Mao Tse-tung como chefe supremo. Transformada num país comunista, a China passou por uma série de reformas como, por exemplo, coletivização das terras, controle estatal da economia e nacionalização de empresas estrangeiras.

ANTECEDENTES

  • A Revolução Chinesa, ocorrida em 1949, provocou profundas transformações na China que até hoje se faz presente no cotidiano de seu povo. Para compreender essa revolução, devemos nos voltar para a situação da China do século XIX. Naquele período, o país sofreu com a dominação imperialista promovida pelas nações capitalistas européias, principalmente, da Inglaterra.
  • Nas primeiras décadas do século XX, a população chinesa passava por intensas dificuldades econômicas que pioraram drasticamente as condições de vida do povo chinês. Mediante um movimento contra a presença estrangeira no país, a dinastia Manchu deu fim ao governo imperial e criou um novo governo: a República da China. Mesmo com tal mudança, ainda em 1915, o país foi politicamente dominado pelo governo japonês.
  • Insatisfeitos com a dominação nipônica, uma grande mobilização política do povo chinês promoveu, em 1921, a criação do Partido Comunista Chinês. Devido seu forte apelo popular, o novo partido foi visto como uma ameaça à ordem governamental e, por isso, seu líderes e participantes passaram a ser perseguidos pelas autoridades do país.
  • Impedidos de participarem das questões políticas de seu país, os comunistas chineses, sob a liderança de Mao Tse-tung, começaram a mobilizar as populações camponesas atraídas pela promessa do uso coletivo das terras e a criação de um sistema político igualitário. Contando com o apoio dos camponeses, Mao Tse-tung criou o Exército Vermelho, que entre os anos 30 e 40 lutou contra o governo chinês.

Após esse período de batalhas, os comunistas dominaram Pequim, em 1949, e Mao Tse-tung foi aclamado como novo líder da República Popular da China. Inicialmente apoiado pelo governo comunista soviético, o governo comunista chinês criou um grande projeto de transformação político-econômico chamado Grande Salto para Frente. Pouco depois, em 1966, surgiu um programa de controle CULTURAL, político e ideológico chamado de Revolução Cultural. Com a morte de Mao Tse-tung, em 1976, a Revolução Cultural teve seu fim e as políticas econômicas do país se abriram para a economia mundial.

Revolução Cultural  

  • A dominação de Mao Tsé-tung sob o governo chinês promoveu um amplo conjunto de reformas naquele país. Contando com uma população tão ampla, o projeto da Revolução CULTURAL ou Grande Revolução Cultural Proletária foi um projeto hegemônico que mobilizou as massas chinesas. Sob o apelo de seu líder político, esse episódio marcou a perseguição dos dissidentes ao novo regime instalado desde 1959.
  • Depois de ocupar a posição de líder Máximo da Revolução em 1959, Mao sofreu uma derrota política responsabilizada pelo fracasso de seu plano de ação política chamado de Grande Salto Para Frente. O projeto desenvolvimentista de Mao Tsé-tung, que combinava incentivo à economia agrária e à criação de uma indústria pesada, fracassou tendo como conseqüência o empobrecimento de boa parte da população. Em resposta, Liu Shaoqi e Deng Xiaoping, antigos líderes comunistas, o retiraram do comando político.
  • Fazendo da Revolução Cultural um contragolpe político, Mao convocou a formação das chamadas Guardas Vermelhas. Essas seriam milícias formadas por jovens doutrinados pelo chamado Livro Vermelho. Tal obra, de autoria de Mao, continha as principais diretrizes de ação política daqueles considerados fiéis à revolução. Além de oferecer orientação política, o Livro Vermelho defendia a perseguição de todos os indivíduos contrários aos ideais da revolução.
  • Em conseqüência da massiva adesão, vários dissidentes e INTELECTUAIS foram perseguidos pelo regime maoísta. As ARTES e a produção de CONHECIMENTO perderam sua autonomia em função dos interesses políticos de Mao Tsé-tung. As obras deveriam retratar uma visão positiva do processo revolucionário, retratando a “triunfante realidade” vivida no país. Além disso, o culto à imagem de Mao era amplamente incentivado. Vários cartazes e pinturas representavam Mao Tsé-tung como um líder supremo responsável pelas recentes glórias do povo chinês.
  • A força de polícia dada às Guardas Vermelhas acabou trazendo sérias contendas no interior do cenário político chinês. Gradativamente, setores contrários à hegemonia maoísta voltavam ao poder. Com a morte de Mao, em 1976, o sistema repressor da Revolução perdeu seu grande sustentáculo político. Logo em seguida, Deng Xiaoping – que anteriormente foi alvo das Guardas Vermelhas – assumiu o país. Com sua chegada, foram tomadas as primeiras reformas econômicas que, posteriormente, promoveriam a abertura da economia chinesa.

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5 comentários em “Revolução Chinesa

  1. Oi Fabiana!

    Fui sua aluna no curso de especialização na PUC, e gostaria de saber se há possibilidade de sermos orientanda e orientadora para o meu TCC, que está próximo. Mandei-te email, mas como não sei se tens acessado, resolvi mandar recado aqui. Se não puder ser minha orientadora sem problema algum, só peço que me avise o mais rápido possível ok? Se quiser receber um breve resumo do tema é só avisar (mandei no email, mas podes não ter recebido, aí envio novamente). Abraços,

    Renata Hummel

  2. Olá Fabiana, fui aluno do CMI e me formei em 2008.
    Muito legal seu blog, é sem dúvida um avanço no ensino com materiais ricos que só professores conseguem disponibilizar.
    Saiba que mesmo fora do colégio acesso aqui, afinal, àquela época eu pouco me dava conta da importância da história.
    Abraço e continue escrevendo, por favor!

  3. Olá Daniele:

    “Mao Tsé – Tung, líder chinês, iniciava a reforma agrária. Dividiu grandes propriedades entre os camponeses, as cooperativas substituíam as grandes propriedades. Apoiado pela União Soviética, os comunistas fizeram mudanças radicas na economia e cultura chinesas; aboliram o casamento, promoveram a emancipação da mulher, igualdade entre os sexos, entre outras medidas de grande impacto e boa aceitação. A boa relação entre as duas potências socialistas só acabou com a morte do ditador Stalin.” (www.infoescola.com)

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