AULA – Revoltas Emancipatórias

Revoltas Emancipatórias:

CONJURAÇÃO MINEIRA (1789)
CONJURAÇÃO BAIANA (1798)
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817)

Conjuração Mineira (1789)

• Século XVIII – nos últimos trinta anos desse século a mineração estava em franca decadência, provocando empobrecimento de todos os segmentos da população de Minas Gerais;
• Rigor das autoridades portuguesas em relação á cobrança de impostos;
• Furtado de Mendonça – governador da Capitania de Minas Gerais: decretou a derrama: cobrança dos quintos em atraso;
• Derrama cobrada á força, pela polícia, sem qualquer critério;
• A população começava a adquirir consciência de seus próprios interesses;
• A Elite brasileira estava informada sobre a Independência dos Estados Unidos, influenciada pelo Iluminismo;
• Conjuração = conspiração: Contra quem? Contra a Metrópole – Propunham a independência por meio de uma ação político-militar;
• Tiradentes: não pertencia a Elite;
• Álvares Maciel, Alvarenga peixoto, Tomás Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa: ricoes e influentes, alguns ligados à alta administração civil e militar da capitania;
• A rebelião ra baseada em idéias liberais, mas bastante modesta em suas propostas;
• Libertação colonial, proclamação de uma república aos moldes norte-americano, instalação de fábricas, obter a independência de Minas Gerais e do Rio de Janeiro;
• Libertação dos escravos: era um assunto que gerava desentendimento entre os revoltosos;
• A Conspiração foi denunciada às autoridades, que suspenderam a cobrança da derrama;
• Os revoltosos influentes não foram julgados;
• Tiradentes: foi condenado à morte

Conjuração Baiana (1798)

• Século XVIII e início do XIX: a Bahia passava por uma situação pouco comum – sua economia crescia graças ao renascimento agrícola ocorrido no Brasil a partir de 1780;
• Salvador: continuava sendo um dos principais portos da colônia, ponto de apoio de transporte marítimo entre Lisboa e Rio de Janeiro – Centro Importador: abastecia outras capitanias do Nordeste e até mesmo Minas Gerais;
• Recôncavo Baiano: atividades econômicas, artesanais e de serviços eram bastante desenvolvidas;
• Vida Urbana: Razoavelmente intensa – formou-se grupos sociais propensos a assimilar as idéias liberais e revolucionárias européias que sempre acabavam chegando ao Brasil;
• Comerciantes, padres, intelectuais, profissionais liberais e altos funcionários: aderiram ao liberalismo porque ele se opunha aos monopólios e aos privilégios da metrópole;
• Povo: negros e mulatos, soldados e empregados, artesãos e mestres – se opunham aos privilégios e ao manobrismo da elite;
• A palavra LIBERDADE tinha um sentido diferente;
• Autoridades chamavam o liberalismo de “abomináveis princípios franceses” – Maçonaria: Cavaleiros da Luz (1797) – reunia elementos mais representativos da alta sociedade local, incluindo professores, funcionários, comerciantes, fazendeiros e numerosos padres;
• 12 de agosto de 1798: cartazes foram encontrados nas paredes de muitas casas chamando o povo à revolução;
• Falava-se República, Liberdade, Igualdade entre todos os homens;
• Governador: D. Fernando José de Portugal – tomou medidas imediatas, pondo as tropas de prontidão e iniciando as investigações;

Revolução Pernambucana (1817)

• Ocorreu durante o período Joanino apenas 5 anos antes de nossa separação definitiva de Portugal;
• Foi a mais abrangente: povo, camadas médias e até mesmo grandes fazendeiros se envolveram nesta Revolução;
• Foi o único movimento separatista anterior ao 7 de setembro de 1822 que conseguiu ultrapassar a fase conspiratória, proclamando a independência, formando um movimento revolucionário e assumindo o poder;
• A Revolta: a partir de Pernambuco, atingiu a Paraíba, o Rio Grande do Norte, o Ceará e Alagoas;
• Insatisfação com Portugal, descontentamento econômico, contra as leis, o governo, a justiça, o sistema tributário;
• O Sistema Colonial: significava um entrave para a maioria dos brasileiros: reduzia os lucros, atrapalhava os esforços de quem queria enriquecer, complicava a vida do povo, impunha restrições comerciais pelos monopólios;
• O domínio metropolitano era um obstáculo a essa prosperidade;
• Após a mineração o Nordeste tinha voltado a ser uma região próspera, principalmente Bahia e Pernambuco;
• Iniciada em 7 de março, a revolução rapidamente se espalhou para Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará;
• 17 de maio: as tropas portuguesas tomaram o Recife;
• Fracasso: grandes distâncias, dificuldade de comunicação, falta de recursos militares – contradição entre as idéias liberais e revolucionárias da rebelião e a realidade socioeconômica do Brasil

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