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	<description>O blog de História de Fabiana Scoleso</description>
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		<title>Para lembrar José Chasin</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 15:18:04 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/josc3a9-chasin-foto.jpg"><img src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/josc3a9-chasin-foto.jpg" alt="" title="josé chasin foto" width="180" height="199" class="alignleft size-full wp-image-814" /></a> &#8220;De há muito o problema das coligações, frentes ou composições partidárias fixou-se como ponto central da história política brasileira. Prática e teoricamente é em torno dessa questão que têm girado as equações de poder, bem ou mal sucedidas. Que as alianças políticas sejam um fenômeno universal, não é obviamente o que se está ressaltando, mas a experiência vivida de que, no quadro nacional, elas sejam praticamente a forma compulsória para o exercício do mando estatal. Abstraída a Velha República do Partido Republicano, que se articulava, aliás, por meio das alianças entre governadores, nunca mais o país conheceu um partido político capaz de dispensar o respaldo de outras agremiações para galgar o poder e exercê-lo.<br />
A decifração completa dessa esfinge está por fazer e compreenderia a elaboração essencial de mais de cinquenta anos de história, mas não é fora de medida nem desprovido de fortes indicadores afirmar que essa impotência partidária está estreitamente vinculada à própria impotência imanente do capital atrófico, incapaz de projetar a si mesmo como representante universal das categorias societárias brasileiras. É o que leva a ser e a se mover sempre como uma particularidade, no próprio interior do universo que se põe pela sua lógica, e nele se afirma como parte autocrática&#8221; A sucessão na Crise e a Crise na Esquerda, José Chasin, 1989.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sala19.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sala19.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sala19.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sala19.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sala19.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sala19.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sala19.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sala19.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sala19.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sala19.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sala19.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sala19.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sala19.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sala19.wordpress.com/794/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=794&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Se a National Gallery falasse&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 17:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sala19cmi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Impressionistas]]></category>
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		<description><![CDATA[A história da National Gallery começa em 1838 quando o prédio foi inaugurado pela Rainha Vitória. Mas a coleção inicial começou a ser adquirida em 1824 quando a Câmara dos Comuns ofereceu 57,000 libras para comprar 38 pinturas que pertenciam ao banqueiro russo Julius Angerstein. Doações também foram feitas e nomes como os de Sir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=795&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/national_gallery_2007_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-796" title="National_Gallery_2007_3" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/national_gallery_2007_3.jpg" alt="" width="1024" height="651" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A história da National Gallery começa em 1838 quando o prédio foi inaugurado pela Rainha Vitória. Mas a coleção inicial começou a ser adquirida em 1824 quando a Câmara dos Comuns ofereceu 57,000 libras para comprar 38 pinturas que pertenciam ao banqueiro russo Julius Angerstein. Doações também foram feitas e nomes como os de Sir George Beaumont e do Reverendo Holwell Carr figuram entre aqueles que contribuíram com a famosa coleção da Galeria.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre os anos de 1840 e 1850 o projeto de Sir Charles Barry se desenvolve e se conclui. Esse projeto nada mais é do que a construção da famosa Trafalgar Square idealizada pelo arquiteto John Nash em homenagem à vitória de Horácio Nelson na Batalha de Trafalgar. Neste projeto o destaque era o imponente terraço da Galeria, as escadarias da Trafalgar e a imponente Coluna Nelson.</p>
<p style="text-align:justify;">O projeto e a discussão que girou em torno da construção da nova Galeria de Artes da Inglaterra começaram em 1824 quando os membros mais influentes da sociedade inglesa iniciaram grande discussão sobre o espaço que tão importantes obras ocupavam no edifício Pall Mall. A coleção ficava cada vez maior e o edifício, além de não representar as valiosas obras de arte, não era uma referência que poderia se estender para toda a Europa. O objetivo era que a cultura e a coleção se tornassem exemplos e reflexo daquela sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">O arquiteto William Wilkins foi encarregado de projetar o edifício que abrigaria tanto a National Gallery como a Royal Academy of Arts. Em 1831, após longas discussões, o local escolhido foi a Trafalgar Square, região central.</p>
<p style="text-align:justify;">O arquiteto Wilkins foi gradativamente influenciado pelos templos clássicos que tinha visitado na Itália e na Grécia. Claro que ele precisou fazer mudanças importantes no projeto inicial. Seu desejo era construir uma grande escadaria, mas ele recuou e desenvolveu duas pequenas escadarias laterais.</p>
<p style="text-align:justify;">A Galeria, inaugurada em 1838, teve apenas cinco salas exibindo as coleções. Iluminadas ao centro por uma grande cúpula, a Galeria só poderia estar aberta durante o dia. Somente em 1935 é que a iluminação elétrica foi instalada.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje a National Gallery abriga importantes obras da história. As pinturas renascentistas italianas e holandesas como Peter Paul Rubens e Rembrandt são destaques e dão início ao olhar atento dos visitantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o que todos procuram dentro da National Gallery, sem dúvida, é o acervo Impressionista. Obras como as de Manet, com destaque para a <em>Music in the Tuileries Gardens</em> e Van Gogh <em>Sunflowers</em>  emudecem o espectador.</p>
<p style="text-align:justify;">Não importa a língua nem a origem. Todos ficam deslumbrados ao se deparar com tamanha técnica e sensibilidade dos artistas que inauguraram uma nova fase das artes no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não para por aí. Degas, Cézanne, Monet, Menzel, Pissarro e Renoir ainda compõem com maestria o acervo.</p>
<p style="text-align:justify;">Difícil não se encantar com a obra <em>The water-Lily pond,</em> de Claude Monet. Uma coisa é você olhar pelas revistas de arte outra se deparar com ela para uma experiência pessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao olhar com atenção cada uma dessas obras me deparei com a de Camille Pissarro <em>The Boulevard Montmartre at Night. </em>É quase indescritível a sensação porque eu havia estudado e compreendido sua história dentro do seu tempo através das aulas de História, Trabalho e Cultura. Meu professor sempre fez uso dessas obras para compreendermos a situação da França no século XIX. A obra de Pissarro tipificava a controversa reurbanização de Paris idealizada pelo Barão Haussmann. Pissarro registrou a nova face da cidade, principalmente do bairro de Montmartre berço e palco da tão famosa Comuna de Paris.</p>
<p style="text-align:justify;">Novos e velhos costumes, novos e velhos cenários registrados pelos olhares daqueles que eternizaram não apenas o que pintaram, mas uma nova fase das artes e da potência do artista em tornar cada pincelada uma condição para que o século XIX se reconheça.</p>
<p style="text-align:justify;">A última grande exposição itinerária realizada pela National Gallery em 2011 é a de Leonardo da Vince. Seus ingressos estão esgotados até janeiro de 2012. Isso demonstra a importância da National Gallery no circuito das artes no mundo. Ela prevalece como uma das mais importantes Galerias da Europa.</p>
<p style="text-align:justify;">Para saber mais sobre a National Gallery e suas exposições consulte:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.nationalgallery.org.uk/">http://www.nationalgallery.org.uk/</a></p>
<p style="text-align:justify;">Por: Fabiana Scoleso</p>
<div id="attachment_797" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/monet.jpg"><img class="size-full wp-image-797" title="The Water-Lily Pond, 1899" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/monet.jpg" alt="The Water-Lily Pond" width="600" height="583" /></a><p class="wp-caption-text">Claude-Oscar Monet</p></div>
<div id="attachment_798" class="wp-caption aligncenter" style="width: 426px"><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/pissarro.jpg"><img class="size-full wp-image-798" title="" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/pissarro.jpg" alt="" width="416" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">The Boulevard Montmartre at Night, 1897 - Camille Pissarro</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_799" class="wp-caption aligncenter" style="width: 541px"><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/van-gogh.jpg"><img class="size-full wp-image-799" title="van gogh" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/van-gogh.jpg" alt="" width="531" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">Sunflowers, 1888 - Vincent Van Gogh</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sala19.wordpress.com/795/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sala19.wordpress.com/795/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sala19.wordpress.com/795/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sala19.wordpress.com/795/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sala19.wordpress.com/795/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sala19.wordpress.com/795/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sala19.wordpress.com/795/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sala19.wordpress.com/795/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sala19.wordpress.com/795/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sala19.wordpress.com/795/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sala19.wordpress.com/795/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sala19.wordpress.com/795/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sala19.wordpress.com/795/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sala19.wordpress.com/795/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=795&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Experiências nos Museus de Londres &#8211; 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 13:19:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em maio de 2011, enquanto realizava viagem de estudos em Londres, passei a observar como aquele conglomerado multicultural reagia aos processos revolucionários em curso na Europa. Era uma grande oportunidade de presenciar como os movimentos sociais se comportavam e como eram tratados pela polícia, pela mídia e pelo governo Britânico. Passei por inúmeros eventos e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=789&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/cartc3a3o-postal-londres.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-790" title="cartão postal Londres" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/cartc3a3o-postal-londres.jpg" alt="" width="445" height="335" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Em maio de 2011, enquanto realizava viagem de estudos em Londres, passei a observar como aquele conglomerado multicultural reagia aos processos revolucionários em curso na Europa. Era uma grande oportunidade de presenciar como os movimentos sociais se comportavam e como eram tratados pela polícia, pela mídia e pelo governo Britânico.</p>
<p style="text-align:justify;">Passei por inúmeros eventos e manifestações. Desde o casamento Real até a chegada do presidente norte-americano Barack Obama na cidade. Estava lá quando a Rainha resolveu, depois de anos, visitar a Irlanda. Aliás, na semana em que a Rainha foi para a Irlanda, Londres sofreu um ameaço de bomba no coração turístico da cidade: a Trafalgar Square.  Não preciso dizer que eu estava ali, do lado da famosa praça.</p>
<p style="text-align:justify;">Vi também o comportamento da BBC em relação às manifestações que ocorreram em frente ao Palácio de Buckinhan. Era como se nada estivesse acontecendo atrás do repórter. O movimento em favor dos rebeldes líbios foi simplesmente ignorado pela BBC e quando o repórter virou para finalizar a reportagem exibida ao vivo, citou apenas a bela tarde que fazia em Londres apesar das bandeiras agitadas e os gritos de justiça ecoando ao seu redor.</p>
<p style="text-align:justify;">Vi o quanto as relações entre Grã-Bretanha ainda estão estremecidas e o quanto precisam de atenção. Vi a forma como os migrantes politicamente reagem em relação aos posicionamentos do Parlamento Inglês. E procurei entender as ressonâncias do discurso de Obama dizendo que a Grã-Bretanha e os EUA ainda são as principais potencias mundiais e de como esse status é fundamental para suas relações com o restante do planeta. Citou inclusive o Brasil como um país apenas emergente e nem um pouco significativo ou influente no contexto político.</p>
<p style="text-align:justify;">Convivi com lenços e burcas, punks e piercings. Escutei da música clássica à Rockn’roll. Vi elegância e gente nem um pouco elegante. Tive uma grande oportunidade e uma ótima percepção de tudo. Não esgotei minhas dúvidas até porque tenho muito tempo de Londres ainda e o bom de ficar sozinha nesta imensa cidade é acordar todos os dias com dúvidas e alimentar minha curiosidade circulando e percebendo a cidade em todos os seus graus.</p>
<p style="text-align:justify;">Não me travesti de nenhuma teoria que guiasse meu olhar. Embora eu tenha, todos os dias, entrado nas livrarias e ficado com a mão coçando para comprar todos os livros recentemente lançados dos autores que tanto li no Brasil. Conheci a Universidade de Londres, a King’s College, a London School of Economics e tantas outras que cruzaram meu caminho. Hobsbawm, Giddens e tantos outros nomes das ciências econômicas e sociais que teorizam sobre a globalização dominam as prateleiras das principais livrarias londrinas. Mas dessa vez, pelo menos dessa vez, resolvi me dar o direito de ver, embora enviesado pela minha formação, pelos olhos meus.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim fui construindo minha caminhada e percepção. Visitei praticamente todos os museus londrinos. No Museu de Londres foram fartas as histórias. Estudos sobre geologia, vida marinha e vida terrestre, o surgimento do homem e todos os estudos arqueológicos que foram realizados para pontuar a forma específica de ocupação do território e as formas típicas de extração de recursos e sobrevivência. Lá encontrei um acervo de abrir a boca e arregalar os olhos. Tudo indicava o compromisso, a responsabilidade, a cultura, a atenção e o tipo de investimentos destinados à reconstrução histórica. Não foi apenas ali que pude presenciar isso, mas já anunciava o que eu encontraria nos espaços seguintes.</p>
<p style="text-align:justify;">No Imperial War Museum mais uma agradável surpresa. O imenso acervo destinado a contar as histórias da Primeira Guerra Mundial, Período Entre Guerras e Segunda Guerra Mundial é de surpreender qualquer um. Situado na estação de metrô Elephant and Castle o museu não poderia estar em local diferente. Esta estação foi responsável por abrigar inúmeras pessoas quando dos ataques alemães em 11 de novembro de 1940.</p>
<p style="text-align:justify;">Dentro do museu encontramos simulações de trincheiras e destruições o que nos dá a sensação de medo e terror sofrida pela população naquela época.</p>
<p style="text-align:justify;">Embora o Museu tenha sido inaugurado em 1920 ele esteve fechado nos períodos de guerra. Sua coleção foi retirada de Londres em 1940 pelo risco iminente de destruição. Após o término da Guerra foi natural sua expansão assim como a inclusão do aparato militar utilizado ao longo da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align:justify;">O acervo de artilharia é impressionante. Os tanques de guerra, invenção britânica, ganham destaque na exposição. Submarinos e aviões também compõe este acervo que procura demonstrar o poder técnico e tecnológico que a Grã-Bretanha contava para combater o inimigo. São também inúmeras fotografias que compõem o cenário das guerras: Famílias que viam seus filhos indo e morrendo em nome da pátria, fotos que mostram a produção de munição assim como tantas outras que apresentam os militares em ação.</p>
<p style="text-align:justify;">Um atrativo bem interessante da exposição é o cotidiano das famílias inglesas em tempos de guerra: a escassez de alimentos, alimentos enlatados pela Companhia OXO, as enfermidades que vitimavam, principalmente, as crianças, a separação das famílias, o interrupção da vida escolar. É uma das partes da exposição que considerei muito significativa.</p>
<p style="text-align:justify;">O Museu também conta com uma Exibição sobre o holocausto. Esta também foi uma parte da exposição que também me surpreendeu. Muito mais pelas pessoas que estavam visitando. Eram inúmeros judeus atentos aos fatos, lendo cada cartaz e acompanhando cada vídeo que estava sendo projetado ao longo da exposição. A sensação que eu tinha era a de que eles estavam se reencontrando com o passado no intuito de se fazerem fortes no presente. Já tinha me deparado com cena semelhante quando visitei o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.  Mas é sempre importante reafirmar visões e aqui pude fazer isso muito bem.</p>
<p style="text-align:justify;">Sei que este simples texto não é capaz de descrever tantas histórias, imagens e sensações que lá vivi, mas ele é capaz de fazer você ir conhece-lo quando tiver a possibilidade de ir ou retornar à Londres.</p>
<p style="text-align:justify;">E o que dizer do British Museum? O maior e mais fabuloso museu de Londres na minha singela opinião. Fora da Grécia e do Egito, o British é o maior acervo histórico destes dos países. É de impressionar a quantidade de peças em baixo e alto relevo que contam a história dos vários povos gregos e romanos. Os afrescos, esculturas e mosaicos também demonstram a grandiosidade do Museu. A Pedra de Roseta talvez seja um dos grandes atrativos além dos grandes sarcófagos situados no primeiro andar. Não tenho dúvidas de que essas peças despertam a curiosidade e a imaginação de qualquer visitante. Um dia de visitação não é o suficiente. Assim como tantos outros grandes museus do mundo é preciso reservar para o British, pelo menos, quatro dias. Para os amantes de história isso não é sacrifício algum até porque o museu é muito bem servido de Lanchonete e das famosas lojinhas.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguém tem dúvidas que Londres é uma Cidade Monumento? E que ela é inesgotável?</p>
<p style="text-align:justify;">Expus aqui apenas três museus. Três atividades que o visitante pode realizar. Isso para quem gosta de história como eu, claro! Ainda não consegui falar do Museu de História Natural, do Albert and Victoria Museum, do Museu de Ciência tampouco do Tate Modern e da National Gallery! Fora tantas outras atrações como o Aquarim, a Torre de Londres, a Bridge Tower, o Parlamento, a famosa London Eye, a Abadia de Westminster e Saint Paul’s Cathedral. Não são poucas as atrações e não é fácil dar conta de tudo isso em pouco tempo. O mais importante é conhecer aos poucos e sempre ter um motivo para voltar.</p>
<p style="text-align:justify;">Fabiana Scoleso</p>
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		<title>A intriga SUS X Lula</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 13:40:31 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Ficamos bastante surpresos quando historiadores e sociólogos caem na &#8220;pilha&#8221; dos jornais de 5ª categoria quanto ao tema &#8220;Lula deveria se tratar do SUS&#8221;. Não vi nada parecido ou similar acontecer quando o ex-vice-presidente José Alencar tratou seu câncer no mesmo hospital que Lula. Não vi nada parecido em outras ocasiões em que um político [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=783&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/lula-no-hospital-480x373.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-784" title="lula-no-hospital-480x373" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/11/lula-no-hospital-480x373.jpg" alt="" width="480" height="373" /></a></p>
<p>Ficamos bastante surpresos quando historiadores e sociólogos caem na &#8220;pilha&#8221; dos jornais de 5ª categoria quanto ao tema &#8220;Lula deveria se tratar do SUS&#8221;. Não vi nada parecido ou similar acontecer quando o ex-vice-presidente José Alencar tratou seu câncer no mesmo hospital que Lula. Não vi nada parecido em outras ocasiões em que um político brasileiro fez uso do sistema de saúde particular para se tratar. As mazelas brasileiras (seja na saúde, na educação ou na habitação) não são frutos de um único governante. As análises superficiais realizadas por algumas pessoas só demonstram como são frágeis suas posições e sua compreensão acerca da história deste país. Embora eu considere que a Saúde Pública no Governo Lula tenha sido levada em &#8220;banho-maria&#8221; vejo também que é prontamente necessário se abordar alguns aspectos sobre a atuação do governo neste setor. Um deles se refere a revogação, em fevereiro de 2003, do Decreto 4.481 que alcunhou de hospitais filantrópicos e estratégicos o Hospital Albert Einstein, o Sírio Libanês, entre outros, preservando-lhes as isenções e deduções tributárias. Outros pontos importantes foram a ampliação do Programa de Saúde da Família, as Farmácias Populares e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).<br />
Não estou aqui desconsiderando os outros fatos que colocaram em dúvida a idoneidade do sistema. Todos nós sabemos da história do ex-Ministro Palocci. Mas não dá para jogar nas costas do Lula a responsabilidade de um sistema falido desde o nascimento. Lula tem sim suas responsabilidades nos 8 anos em que governou o país. Assim como todos os outros que assumiram e pouco ou nada fizeram pela educação e saúde do povo brasileiro. Prova disto é a agudização dos problemas relacionados a estas duas áreas e a incapacidade da política de levar adiante projetos que realmente incorporem os interesses do povo brasileiro. Então o negócio é estudar para além porque ler para com os limites e interesses da mídia brasileira muitos fazem. Cabe a nós dar um passo adiante e procurar compreender a lógica imanente das misérias sociais. É necessário tomarmos cuidado com a cegueira que a mídia e alguns grupos políticos querem impor à sociedade brasileira.</p>
<p>Fabiana Scoleso &#8211; é Doutora em História Social pela PUC-SP e professora colaboradora da mesma Instituição.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sala19.wordpress.com/783/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sala19.wordpress.com/783/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sala19.wordpress.com/783/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sala19.wordpress.com/783/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sala19.wordpress.com/783/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sala19.wordpress.com/783/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sala19.wordpress.com/783/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sala19.wordpress.com/783/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sala19.wordpress.com/783/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sala19.wordpress.com/783/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sala19.wordpress.com/783/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sala19.wordpress.com/783/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sala19.wordpress.com/783/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sala19.wordpress.com/783/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=783&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Gueto e a Revolta do Gueto de Varsóvia</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 17:25:13 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[                     No início da II Guerra Mundial a política de isolamento do povo judeu e a determinação de bairros próprios para esse povo iniciou uma série de cerceamento das liberdades dos judeus em território sob o domínio alemão. Na Polônia e fundamentalmente em Varsóvia, a adoção [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=761&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">         <a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/gueto-de-varsc3b3via-2011.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-763" title="gueto de varsóvia 2011" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/gueto-de-varsc3b3via-2011.png" alt="" width="400" height="355" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">           No início da II Guerra Mundial a política de isolamento do povo judeu e a determinação de bairros próprios para esse povo iniciou uma série de cerceamento das liberdades dos judeus em território sob o domínio alemão. Na Polônia e fundamentalmente em Varsóvia, a adoção dessas políticas caracterizou o período mais repressivo que culminou no desenvolvimento de campos de concentração espalhados por grande parte do território polonês.</p>
<p style="text-align:justify;">            Os primeiros bairros judeus começaram a aparecer no outono de 1939. Um ano depois os alemães decidiram organizá-los em MURANÓW, ao norte do centro de Varsóvia, zona que foi oficialmente denominada de Conjunto Residencial Judeu (Jüdischer Wohnbezirk). Quase 450 mil pessoas chegaram a ocupar essa área formada por 73 ruas, 27 mim apartamentos, igrejas, fábricas, cemitério e campo de jogo. O bairro foi isolado com um mudo de aproximadamente 3 metros de altura e 18 km de comprimento.</p>
<p style="text-align:justify;">            Em 1941 o bairro foi dividido em duas partes: o grande e o pequeno gueto. O comissário alemão Heins Auerswald foi nomeado responsável pelo gueto e as funções administrativas executadas pelo Conselho Judeu (Judemat) e pelo Serviço de Ordem Pública (Polícia Judaica). Estes órgãos representavam e executavam ordens das autoridades nazistas.</p>
<p style="text-align:justify;">            As condições sanitárias, de moradia e alimentação no gueto eram deploráveis. Superpovoamento e doenças como tifo passaram a fazer parte do cotidiano do povo judeu. Havia racionamento de comida, de medicamentos e de produtos de higiene. O comércio clandestino desses produtos foi dirigido por grupos organizados de contrabando.</p>
<p style="text-align:justify;">            Até 1942 cerca de 100 mil pessoas morreram por conta dessas péssimas condições. A população polonesa, mesmo sabendo dos riscos que corriam, procurava ajudar o povo judeu isolados no gueto. Estes subornavam os policiais alemães e enviavam para o gueto comida e medicamentos. Muitos poloneses tentaram ajudar em fugas, principalmente de crianças. As estatísticas mostram que cerca de 20 mil pessoas foram salvas do gueto.</p>
<p style="text-align:justify;">            Apesar das dificuldades de toda ordem no interior do gueto as organizações políticas e partidos funcionavam. Jornais clandestinos e grupos de resistência organizavam educação secreta e atividades culturais.</p>
<p style="text-align:justify;">            No ano de 1942 as grandes ações de deportação começaram. Cerca de 265 mil judeus foram transferidos para o campo de concentração de Treblinka e assassinados. Não podemos deixar de mencionar que, a Organização de Luta Judaica e a União dos Combatentes Judeus procuraram organizar a população civil impondo contribuições e ensinando os jovens a manusear as armas na tentativa de organizar ações subversivas contra os alemães.</p>
<h2 style="text-align:center;"><strong>A Revolta de Varsóvia</strong></h2>
<p style="text-align:center;"><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/ghetto_varsovia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-762" title="ghetto_varsovia" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/ghetto_varsovia.jpg?w=300&#038;h=220" alt="" width="300" height="220" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">         Setembro de 1939 pode ser considerado um mês trágico no destino da cidade de Varsóvia e de sua população. O início da II Guerra Mundial significou também o começo de um período trágico na vida de milhares de judeus que ali viviam.</p>
<p style="text-align:justify;">            Na sua história, mais uma vez, ficaria registrado um período de subjugo e dominação que marcariam para sempre seu perfil.</p>
<p style="text-align:justify;">            A capital conseguiu resistir por um mês das investidas e bombardeios alemães, quando a 28 de setembro foi totalmente tomada. Milhares de pessoas foram detidas, mortas a tiro ou levadas a campos de concentração.</p>
<p style="text-align:justify;">            Perseguições, pobreza e fome se abateram sobre a população, mas não diminuíram o ímpeto de luta desses habitantes. Muito embora fosse difícil lutar contra um inimigo tão poderoso organizações de resistência foram formadas, como por exemplo, a Zwiazek Walki Zbrojnej (Associação de Luta Armada) transformada posteriormente em Armia Krajowa (Exército Nacional) subordinada a organização dos escuteiros Szare Szaregi (Fileiras Cinzentas).</p>
<p style="text-align:justify;">            Essas organizações se ocupavam da edição de jornais clandestinos que tinham como função conscientizar a população local e reunir o máximo de adeptos à causa. Varsóvia era, para os alemães, o maior foco de resistência e sobre ela recairiam toda a destruição física e moral do povo polonês.</p>
<p style="text-align:justify;">            No outono de 1943 o terrorismo alemão se tornou mais frequente e as ações de captura nas ruas da cidade comuns. Em contrapartida as organizações clandestinas realizavam e sentenciavam execuções dos mais cruéis agentes de Hitler. Essas ações fizeram com que os alemães repensassem as execuções sumárias que promoviam nas ruas porque ficavam mais expostos a serem tratados da mesma forma.</p>
<p style="text-align:justify;">            Varsóvia estava na linha de fogo. Os combates entre alemães e o Exército Vermelho ecoavam na cidade. O medo alemão diante do Exército Vermelho deu um sopro de esperança aos líderes das organizações clandestinas de Varsóvia que tentaram lutar pela liberdade e pela independência da Polônia. Tentativa logo frustrada. A entrada em 1944 do Exército Vermelho na Polônia fazia aparecer novamente o velho fantasma da subordinação agora representada pela União Soviética.</p>
<p style="text-align:justify;">            O salvamento da capital das mãos dos alemães pelo exército Nacional Polonês, antes da entrada das forças soviéticas, era a última chance antes do domínio efetivo de Stalin sobre a região.</p>
<p style="text-align:justify;">            Nessa encruzilhada as autoridades polonesas decidiram iniciar uma revolta em Varsóvia. O comandante do Exército Polonês Tadeusz Komorowski (alcunha Bór) declarou:</p>
<h3 style="text-align:center;">“Lutamos pelo mundo inteiro, não podíamos ter permanecido passivos na nossa própria terra (&#8230;). A nação que quer viver em liberdade não pode permanecer passiva nos momentos em que se decide seu futuro” (Pequeno folheto sobre Auschwitz, p. 12)</h3>
<p style="text-align:justify;">            No dia 26 de julho de 1944 o governo polonês que estava no exílio em Londres autorizou o general Bór-Komorowski e Jan Stanislau, delegado de governo, a iniciar uma ação armada pela libertação de Varsóvia. Considerando a aproximação das tropas soviéticas, o general Bór-Komorowski, em 31 de julho de 1944 deu ordem de revolta. Em seguida o comandante da Área de Varsóvia, o coronel Antoni Chrusciel designou o dia 1º de agosto às 17:00 horas para a explosão da revolta.</p>
<p style="text-align:justify;">            A Força Aérea de Varsóvia contava com aproximadamente 50 mil soldados. Os combates eram de lado a lado. Ainda no mês de agosto o comandante da SS Heinrich Himmler deu a seguinte ordem:</p>
<p style="text-align:justify;">“Matar cada habitante, é proibido levar prisioneiros. Varsóvia deve ser reduzida aos escombros” (Pequeno folheto sobre Auschwitz, p.15)</p>
<p style="text-align:justify;">            A revolta de Varsóvia é considerada a maior e a mais dramática ação na capital do Exército Nacional. Combates sangrentos ocorreram por toda a cidade. Durante os combates o Exército Nacional se juntou com outras forças organizadas como o Exército Popular (Armia Ludowa), o Corpo de Segurança e as Forças Armadas Nacionais (Korpus Bzpieczentwa i Narodowych sit Zbrojnych). A população civil e até mesmo crianças aumentaram as fileiras do exércitoo que deu à Revolta o caráter de Nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">            Para sobreviver em meio a um ambiente de guerra e devastado pela miséria foi criado um sistema de distribuição de alimentação. Criou-se também a rádio-estação da revolta.</p>
<p style="text-align:justify;">            O Exército Vermelho não apoiou a Revolta de Varsóvia como também não autorizou a prestação de qualquer ajuda. As tropas soviéticas que se encontravam a apenas alguns quilómetros de Varsóvia permaneceram passivas, deixando os alemães destruírem impunemente a cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">            Após 40 dias, a Revolta começava a enfraquecer e as lutas em Varsóvia contra os alemães foram assumidas pelos soviéticos. Os aviões forneciam os produtos que estavam em falta e os “caça” soviéticos atacavam os bombardeiros alemães.</p>
<p style="text-align:justify;">            Nos dias 13, 14 e 15 de setembro de 1944 as tropas russas e as unidades polonesas já haviam derrotado os alemães e subordinado o país aos desígnios soviéticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Fabiana Scoleso &#8211; Sala19</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sala19.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sala19.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sala19.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sala19.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sala19.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sala19.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sala19.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sala19.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sala19.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sala19.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sala19.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sala19.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sala19.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sala19.wordpress.com/761/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=761&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>RECADINHO</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 14:10:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Este Blog não contém pesquisas prontas. Apenas idéias que formam um caminho para suas pesquisas. Esse é o objetivo do Blog: promover histórias de grandes cidades e oferecer ao visitante alumas dicas para suas pesquisas. Este não é um blog patrocinado nem mesmo existem outras pessoas que colaboram com os conteúdos. É um trabalho individual, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=665&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este Blog não contém pesquisas prontas. Apenas idéias que formam um caminho para suas pesquisas. Esse é o objetivo do Blog: promover histórias de grandes cidades e oferecer ao visitante alumas dicas para suas pesquisas. Este não é um blog patrocinado nem mesmo existem outras pessoas que colaboram com os conteúdos. É um trabalho individual, uma construção que leva tempo para ser erguida. Talvez muitos de vocês não &#8220;encontrem&#8221; aquilo que pontualmente procuram. Peço desculpas por ainda não ter conseguido contemplar de tudo no Blog. Mas tenho certeza de que muitas coisas que aqui estão colaboram para um melhor entendimento dos aspectos históricos. Reitero que aqui estão apenas sugestões e possibilidades. Muito obrigada pela sua compreensão e pela sua visita!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sala19.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sala19.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sala19.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sala19.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sala19.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sala19.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sala19.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sala19.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sala19.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sala19.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sala19.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sala19.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sala19.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sala19.wordpress.com/665/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sala19.wordpress.com&amp;blog=6146130&amp;post=665&amp;subd=sala19&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Museu da Ocupação &#8211; Riga &#8211; Letônia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 11:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sala19cmi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Castelos e Museus do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Letônia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/museu-da-ocupac3a7c3a3o2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-692" title="Museu da Ocupação2" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/museu-da-ocupac3a7c3a3o2.jpg" alt="" width="1024" height="768" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ignoraram os crimes cometidos pelas ocupações nazistas e comunistas ao longo do século XX o que gerou sérias consequências para as nações dos Países Bálticos. Entretanto, os anos de ocupação fizeram com que as populações da Letônia, Estônia e Lituânia procurassem legitimar suas culturas e, principalmente construir um Museu cujo objetivo é lembrar constantemente a história das ocupações nazista e soviética para que as antigas e novas gerações jamais esqueçam da sua história e valorizem suas conquistas.</p>
<p style="text-align:justify;">O Museu da Ocupação situado na cidade de Riga, na Letônia, é a referência mais imediata das ocupações na região dos Países Bálticos. Nele podemos encontrar diversas referências fotográficas que registraram as atrocidades das intervenções e a profunda mutilação que esses povos sofreram de 1941 a 1991.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos fatos de destaque na história dos bálticos é, sem dúvida, a assinatura do Tratado de Brest-Litovsk. Este, concedeu à Alemanha a soberania dos Países Bálticos. Porém, com o armistício assinado no dia 11 de novembro de 1918 a Alemanha renunciou ao tratado, assim como a Rússia, deixando a Letônia, Estônia e Lituânia em situação favorável para a declaração de suas independências. Após quase 700 anos marcados por domínios suecos, russos e alemães, a Letônia finalmente declarou sua independência em 18 de novembro de 1918.</p>
<p style="text-align:justify;">De 1918 a 1940 o foco de atividades da Letônia passou a ser a Europa Ocidental. Sob um governo parlamentar, a língua oficial do país passou a ser o letão e o país passou a ser membro da chamada Liga das Nações. A Inglaterra e a Alemanha tornaram-se parceiras comerciais da Letônia que sempre teve forte produção na agricultura e na pecuária.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o que parecia caminhar para a plena prosperidade teve seu caminho interrompido pela Segunda Guerra Mundial. Em 1940 a URSS ocupou e anexou o território da Letônia. A Alemanha Nazista também ocupou o território do país entre 1941 e 1944. A comunidade judia sofreu exaustivamente e foi forçada a viver em guetos, comum estratégia dos nazistas neste período. O bairro de Maskava se tornou um desses espaços de sofrimento e em Kaizerwald foi implantado um campo de concentração. Tal época marca a tônica da ocupação nazista: violação de direitos, exílio e sofrimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a derrota nazista os soviéticos concluíram o período de ocupação. Muitas foram as deportações de cidadãos da Letônia para a Sibéria sob a acusação de colaboração com os nazistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta nova ocupação transformou a fisionomia do país, principalmente da cidade de Riga. Foi uma verdadeira recomposição geográfica com destaque para a imigração russa. A industrialização forçada, a introdução de estradas de ferro e a nova urbanização trouxeram um pouco de desenvolvimento para o país, entretanto, nos anos de 1980, com as reformas econômicas promovidas por Mikhail Gorbachev por meio da Perestroika, conduziram as Repúblicas Soviéticas a um novo processo de independência. Essa nova independência ocorreu no dia 21 de agosto de 1991 e seu reconhecimento por parte da Rússia ocorreu no dia 6 de dezembro do mesmo ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Por toda essa trajetória é que os Países Bálticos reafirmam sua história para valorizar o seu presente e o seu futuro.</p>
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		<title>Varsóvia &#8211; A capital da Polônia e a fênix da Europa</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 23:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sala19cmi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/varsc3b3via.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-682" title="Varsóvia" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/varsc3b3via.jpg" alt="" width="656" height="369" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Varsóvia pode ser considerada sui generis. Uma cidade que, comparada com as demais europeias, tem uma história bastante curta, mas de uma incomparável intensidade. Considerada a fênix da Europa Varsóvia passou por situações e circunstâncias que registraram em sua arquitetura e na memória da população a destruição, a degradação de uma cultura e do povo, como também o seu renascimento físico e moral no século XX.</p>
<p style="text-align:justify;">            A história da cidade data d século X e a lenda dos irmãos Warsz e Sawa fundamentam mitologicamente a sua fundação às margens do rio Vístula. Mas data apenas do século XIII a construção da fortificação da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">            Durante praticamente dois séculos (século XVI e XVII) Cracóvia empunhou o título de capital da Polônia e somente em 1596, o rei Segismundo III Vasa passou a ocupar o Castelo de Varsóvia onde se fixou permanentemente em 1611.</p>
<p style="text-align:justify;">            Com isso Varsóvia viveu seu apogeu. Um intenso desenvolvimento comercial por conta da circulação de mercadorias e da presença maciça de artistas e construtores. Esse foi o período de maior crescimento urbanístico e cultural que deu não somente os traços originais à cidade como também  imprimiu o ritmo cultural da capital.</p>
<p style="text-align:justify;">            Esse período de desenvolvimento teve seu curso interrompido no século XVIII quando os suecos invadiram a região destruindo a ordem e difundindo a peste. O sangue e a destruição provocaram a ruina de Varsóvia. Parecia estar no destino dessa cidade a interrupção frequente da sua história e o subjugo de outros povos.</p>
<p style="text-align:justify;">            Em fins do século XVIII a Polônia perdeu sua independência. As suas anexações se realizaram em 1772, 1793 e 1795 tendo como participantes a Prússia, a Áustria e a Rússia. Em 1807 as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram o país derrotando o exército prussiano e criando o ducado de Varsóvia.</p>
<p style="text-align:justify;">            Em 1813, após a derrota de Napoleão, Varsóvia foi ocupada pelo exército russo. Por intermédio do Congresso de Viena, em 1815, a cidade tornou-se capital do reino polonês ligado à Rússia. Vantagens e desvantagens fizeram o contexto dessa época. A chegada de novas indústrias e a reurbanização de ruas e praças, a construção de novos edifícios públicos e universidades trouxeram para Varsóvia um ambiente mais moderno e a reedição do ritmo de desenvolvimento que séculos antes havia experimentado.</p>
<p style="text-align:justify;">            Mas, como estamos falando de uma história de interrupções, as invasões do século XIX também exerciam um poder de domínio, não só do ponto de vista político como também cultural. A reação popular não demorou e o descontentamento social levou o povo polonês à Insurreição de Novembro. Também conhecida como Revolta dos Cadetes essa insurreição armada contra o domínio russo na Polônia durou de 1830 a 1831. O exército russo reagiu e, em número superior, conseguiu sufocar a revolta. O governo russo não demorou a impor rigorosas restrições ao povo polonês: as escolas de ensino superior foram fechadas e as coleções de artes transferidas para a Rússia. Um verdadeiro assalto cultural que atingiu em cheio a história e a formação cultural da cidade e do país no século XIX.</p>
<p style="text-align:justify;">            Dessas restrições impostas pelo governo russo o progresso cultura e a sociabilidade do povo polonês foi atingida em cheio. Não demorou muito para mais uma onda de protestos incendiou a capital Varsóvia. A aterrorizante situação imposta pelos russos fez surgir no povo polonês um sentimento de revolta originando a Insurreição de Janeiro de 1863. Considerada a mais longa insurreição polonesa contra os russos, a insurreição durou quase dois anos. Desta vez os protestos tinham como alvo a obrigatoriedade do polonês se alistar no exército russo e as questões sobre a posse e uso da terra. Apesar de mal armados e sobrevivendo com estratégias de guerrilha. Essa insurreição provou muitas mudanças na Polônia. A ajuda financeira do Ducado de Poznan. Apesar de algumas conquistas por parte dos poloneses a Rússia continuava atuando com o confisco de bens, intensas represálias como as execuções públicas e deportações para a Sibéria.</p>
<p style="text-align:justify;">            No limiar do século XX Varsóvia foi novamente alvo de ocupação, desta vez alemã. A Primeira Guerra Mundial (1914-1918). No seu término a Polônia recuperou sua independência após 123 anos de ocupação e se transformou em um Estado livre recuperando, mais uma vez a efervescência cultural e redimensionando seu aspecto urbano com a construção de novos e imponentes edifícios.</p>
<p style="text-align:justify;">            Porém, foi a Segunda Guerra Mundial que provocou as maiores cicatrizes na Polônia e, em especial, na capital Varsóvia. A cidade capitulou. Após um desigual combate com as tropas nazistas, as repressões e o extermínio da população levaram Varsóvia a um estado de degradação humana sem precedentes.</p>
<p style="text-align:justify;">            Os judeus foram agrupados e instalados em “guetos”. Estima-se que 450 mil pessoas viveram nessas condições até serem transferidas para os campos de concentração. A fome, as doenças e todos os outros tipos de miserabilidades desencadeadas por essas condições causaram o extermínio de aproximadamente 100 mil judeus. Tal situação despertou um sentimento de resistência que deu origem ao Levante do Gueto de Varsóvia em 1943. A insurreição durou 3 meses e foi completamente dizimada pelos nazistas. Deste episódio surgiu a ideia dos campos de extermínio.</p>
<p style="text-align:justify;">            Em 1944 mais uma Insurreição foi deflagrada na cidade. Embora a população de Varsóvia tenha lutado duramente contra as tropas nazistas a revolta foi novamente esmagada pelo exército alemão. A população civil foi deportada e a cidade destruída prédio por prédio. (FOTO)</p>
<p style="text-align:justify;">            As ruínas de Varsóvia despertaram sentimentos opostos: de um lado a destruição, a calamidade e a implosão arquitetônica da cidade dava aos alemães a certeza de que a identidade e a força do povo polonês havia sido dizimada; por outro lado cada pedaço de concreto retirado das ruínas da cidade representavam uma peça de quebra cabeça que reconstruiriam não somente a cidade, mas a própria história cultural do povo polonês.</p>
<p style="text-align:justify;">            Uma história surpreendente e sem precedentes. A população de Varsóvia garimpou as peças e pedaços em meio aos escombros da cidade. As pinturas de Bernardo Bellotto, chamado Canaletto (1721-1780) ajudaram os arquitetos, construtores e voluntários a reemergir Varsóvia.</p>
<p style="text-align:justify;">            Em 17 de janeiro de 1945 a capital foi libertada das mãos dos nazistas. Mas precisou de mais de 40 anos para ter sua total libertação. Recém saída das mãos exterminadoras dos nazistas, a Polônia passou a viver sob as mãos de ferro da União Soviética. O país foi recuperado, Varsóvia foi reconstruída, mas o direito à sua liberdade continuava violado.</p>
<p style="text-align:justify;">            Ao longo de muitos anos de domínio soviético na Polônia, a capital Varsóvia foi adquirindo novos aspectos. De barroca e classicista, Varsóvia adquiriu, na segunda metade do século XX, aspectos arquitetônicos Stalinistas .</p>
<p style="text-align:justify;">            O realismo socialista foi uma vertente da arte Russa desenvolvida por Máximo Gorki durante a reunião dos Escritores, em Moscou. Dela saíram os conceitos artísticos do mundo soviético que deveriam ser adotados em todas as nações socialistas.</p>
<p style="text-align:justify;">            Inovadora, a arquitetura soviética deveria ser a expressão do conteúdo socialista onde a arte e a ciência deveria servir à popularização das ideias do Partido Comunista refletindo o trabalho operário, camponês, a história das organizações operárias, o desenvolvimento do país. Anatoliy Lunacharsky e Aleksander Voronsky foram pioneiros abrangendo todas as formas de arte.</p>
<p style="text-align:justify;">            A Polônia passou a incorporar esse novo estilo artístico a partir de 1949 quando Wlodozimierz Sokorski se tornou Ministro da Arte e da Cultura. Artistas poloneses se ocuparam da tarefa de recriar a cultura do país por meio do socialismo realista.</p>
<p style="text-align:justify;">            Na literatura, na música, no cinema, nas artes plásticas e na arquitetura o estilo socialista se fez presente como uma afirmação do predomínio e das beneficies do mundo socialista. O monumentalismo expressava a força e a potência do Estado. Ruas largas, praças espaçosas, simetria. Exemplos dessa tendência são o Palácio da Cultura e da Ciência e o bairro residencial Marszalkowski.</p>
<p style="text-align:justify;">            O Palácio da Cultura se tornou um dos grandes símbolos da cidade, apesar de muitas críticas. O autor principal da construção foi Lev Ruriniev o mesmo que criou, em Moscou, a Universidade Lomonosov. Aliás as semelhanças são incríveis. Sua construção começou em 1952 e dela participaram 3.500 mil operários russos e 4 mil operários poloneses. A construção foi concluída em julho de 1955.</p>
<p><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/varsovia01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-683" title="varsovia01" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/varsovia01.jpg" alt="" width="255" height="357" /></a></p>
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		<title>Londres: um termômetro social</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 15:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sala19cmi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/tottehnhan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-661" title="Tottehnhan" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/tottehnhan.jpg" alt="" width="720" height="460" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Depois de acompanhar reportagens e mais reportagens, equívocos e mais equívocos analíticos na última semana sobre os acontecimentos ocorridos no bairro de Tottenham, em Londres cheguei a algumas conclusões não tão surpreendentes para aqueles que já me conhecem ou que estiveram comigo em algumas oportunidades em sala de aula.</p>
<p style="text-align:justify;">Vândalos e marginais: assim foram denominados os jovens que insurgiram nas ruas do bairro de Tottenham. Bairro este que representa muito bem o multiculturalismo e a multietnicidade presentes na capital Inglesa. Há alguns meses atrás estava morando na cidade de Londres e apesar de reconhecer e me admirar com um espaço tão diversificado e aparentemente tranquilo pude perceber que as aparências representavam, na verdade, uma busca por reconhecimento. Cada espaço, habitado por múltiplas etnias, defendiam sua cultura e seu direito de expressão e convivência em que todos nós, estando ou não em sua terra natal, temos.</p>
<p style="text-align:justify;">Os movimentos sociais no mundo inteiro têm sido criminalizados. Qualquer manifestação legítima contra as opressões políticas e sociais têm sido encaradas pela polícia e pelas mídias sociais de direita como uma afronta ao Estado e à ordem pública. Mas eles esquecem que a primeira violência parte deles mesmo. A falta de perspectivas para uma massa de excluídos tem ficado cada vez mais escancarada. Milhões e milhões de recursos são destinados para salvar empresas, para financiar obras privadas, fusões e aquisições, enquanto a sociedade, que agoniza com a falta de moradia, sistema de saúde adequado e escolas, continuam na fila de espera por investimentos.</p>
<p style="text-align:justify;">É uma afronta imaginarmos que os esforços dos dirigentes mundiais estão destinados a salvaguardar os interesses do grande capital criando leis de incentivo, diminuindo impostos, oferecendo créditos e leis que viabilizam cada vez mais a acumulação irrestrita de capital em detrimento da miséria de tantos.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa violência não é denunciada pelas grandes emissoras de rádio e televisão e tão pouco encontramos em jornais de grande circulação. São as revistas alternativas e aquelas comprometidas com um debate sério sobre as perspectivas da sociedade que vêm fazendo o papel contrário e demonstrando que a lógica das manifestações que ocorreram em Londres não é fruto de vândalos e marginais e sim resultado de um capitalismo predador que impede o ser humano de ter liberdade, condições de sobreviver dignamente e que seja respeitado na sua diversidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos últimos meses a polícia londrina aumentou a vigilância em bairros como os de Tottenham. A Scotland Yard autorizou a revista de qualquer cidadão mesmo sem qualquer sinal de crime. O caráter intimidado da polícia, mais uma vez, matou (é sempre bom relembrarmos o assassinato do brasileiro Jean Charles no metrô de Londres). Desta vez matou um jovem de 29 anos chamado Mark Duggan, pai de quatro filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">O resultado desta violência praticada pela polícia foi o início de uma manifestação iniciada, primeiro, no distrito policial do bairro. Amigos e conhecidos da vítima queriam explicações sobre o ocorrido. Essas explicações não aconteceram e, a partir desta circunstância, desencadeou uma manifestação de maiores proporções no bairro e que todos puderam acompanhar as imagens pela televisão.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse tecido social que forma a comunidade de Tottenham reagiu. Reagiu contra a nevralgia do Estado e contra não apenas, a morte de mais um dos seus, mas contra um Estado incapaz de criar projetos sociais e ações políticas efetivas para atender a demanda de milhares de jovens excluídos pelo mercado de trabalho e impedidos de ter uma educação de qualidade. As manifestações tem um caráter para além da morte de Mark: elas revelam a falta de políticas públicas, o corte nas verbas destinadas a projetos sociais (como foi o caso uma semana antes das manifestações ocorridas em Tottenham) e contra uma crise econômica que destina seus males e mazelas para o lado mais frágil desse sistema opressor capitalista.</p>
<p style="text-align:justify;">A Inglaterra, como muitos outros países europeus se aproveitaram da força-de-trabalho precarizada de milhares de pessoas durante anos, e ainda tiram vantagens disso, mas nos momentos de crise adora reverter a situação disseminando uma postura higienista e contrária a imigração. Essas novas tendências contra-imigratória e higienista tem revelado seu caráter cada vez mais vil. Renasce na Europa, com toda a força, um pensamento de “superioridade” e de “limpeza”. O capitalismo predatório, que fragmenta e precariza a vida do homem, faz renascer também a chama do preconceito e desperta nos homens o ódio pelos outros homens afastando dela própria o foco dos debates e das críticas.</p>
<p style="text-align:justify;">O mundo atual procurou socializar os sucessos e individualizar os fracassos. E assim ninguém mais é cidadão, apenas indivíduo que carrega consigo as mazelas por ele produzidas. O mundo moderno oferece de tudo, mas as escolhas são sempre individuais. Por isso cada um é responsável pelo caminho que percorre e pelos sucessos e/ou fracassos que alcançam em suas vidas.</p>
<p style="text-align:justify;">E essa regra subjetiva imposta pela sociedade do capitalismo predador (que tantos autores tão bem explicitaram) são os condicionantes de uma liberdade minúscula cujas escolhas são delimitadas à lógica do capital. E essa lógica que supostamente oferece liberdade de escolhas é a mesma que obstaculiza, cada vez mais, a emancipação humana.</p>
<p style="text-align:justify;">Claro que toda esta discussão está inserida num debate muito maior. O impulso modernizante carregou e carrega uma série de instrumentos que é a reestruturação geral da sociedade. Essa reestruturação, quando chega na vida cotidiana, se expressa de múltiplas formas. Como o indivíduo reage aos produtos destas reestruturações?</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O nosso tempo é um tempo de cadeados, cercas de arame farpado, rondas dos bairros e vigilantes; e também de jornalistas de tabloides ‘investigativos’ que pescam conspirações para povoar de fantasmas o espaço público funestamente vazio de atores, conspirações suficientemente ferozes para liberar boa parte dos medos e ódios reprimidos em nome de novas causas plausíveis para o &#8216;Pânico moral&#8217;. Repito: há um grande e crescente abismo entre a condição de indivíduo de jure e suas chances de se tornar indivíduos de facto – isto é, de ganhar controle sobre seus destinos e tomar decisões que em verdade desejam&#8221; (BAUMAN, 48:2001).</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira geral o sistema capitalista imprimiu um contexto de novas relações que provocou a reação normal ou anormal, dentro ou fora da ordem, que explicitou a tênue linha existente entre liberdade teórica e liberdade real. E as respostas produzidas por estas reações nada mais são do que as respostas possíveis às demandas do homem. As respostas que os homens foram capazes de produzir foram aquelas possíveis dentro da lógica estabelecida. Romper com está lógica é romper com uma escala de tarefas objetivas e subjetivas só possíveis em coletividade. Por isto a tarefa de questionar a lógica do capitalismo é tão árdua e cheia de discordâncias. Muitos acham que “a vida é isso aí e salve-se quem puder” quando na verdade a vida vai muito mais além do que estamos acostumados a viver.</p>
<p style="text-align:justify;">Por quantas vezes nos deparamos com textos de estudiosos que se propõem a denunciar a lógica dos mitos que a sociedade capitalista produz? E por quê?</p>
<p style="text-align:justify;">Porque aquilo que aparenta benefício é, simplesmente, na essência mais um elemento da engrenagem que movimenta a roda dos interesses do capitalismo. E às voltas com seus interesses econômicos precarizar e fragmentar a vida humana se tornou prática cotidiana.</p>
<p style="text-align:justify;">A opressão e a vida limítrofe na qual estamos “fadados” a viver é um dos combustíveis deste sistema. Antigamente, lê-se cerca de 20 anos, as maiores economias do mundo eram os “Estados Democraticamente Constituídos” e assim denominados pelas Organizações formadas por eles próprios. Hoje as maiores economias do mundo são empresas. Elas têm um fluxo de capital tão extraordinário que hoje são responsáveis pelas estabilizações financeiras de inúmeros países. São essas empresas que emprestam grandes quantias aos Estados que, em troca, prestam grandes quantias de “favores”.</p>
<p style="text-align:justify;">As manifestações ocorridas no bairro de Tottenham, que se espalharam por toda Londres e que atingiram outras cidades de grande expressão na Inglaterra como Manchester e Liverpool são resultados das tensões, dos conflitos e, fundamentalmente, da grande dificuldade que as pessoas estão tendo para sobreviver nestas sociedades que salvam e resguardam os Direitos do grande capital em detrimento da extrema pobreza e marginalidade em que as pessoas estão fadadas a viver.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim o metabolismo sócio-predador capitalismo deixa morrer de fome o povo da Somália, manda e desmanda nas grandes economias mundiais e chamam de vandalismo as legítimas manifestações do povo contra essa lógica desonesta. E por isso tudo é que nós continuamos do lado daqueles que lutam contra esta lógica e repudiam qualquer movimento que busque desqualificar a reação do povo contra esta lógica desumana.</p>
<p style="text-align:justify;">Fabiana Scoleso &#8211; 12/08/2011</p>
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		<title>Castelo de Wawel</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 16:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sala19cmi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Castelos e Museus do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Castelos]]></category>
		<category><![CDATA[Cracóvia]]></category>
		<category><![CDATA[Mito de Wawel]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/castelo-de-wawel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-654" title="castelo de wawel" src="http://sala19.files.wordpress.com/2011/08/castelo-de-wawel.jpg" alt="" width="471" height="300" /></a></p>
<p>De acordo com a lenda, após um período de prosperidade, a desgraça acabou chegando ao país do príncipe Krak. Pastores começaram a dar falta de alguns de seus animais e alguns habitantes da cidade desapareciam sem razão aparente. Durante muito tempo esse mistério se tornou inexplicável até que um dia um jovem foi colher ervas as margens do rio Vístula e se aproximou dos pés da colina de Wawel. Lá o jovem se deparou com uma quantidade significativa de ossos e continuou caminhando até que encontrou uma gruta e, ao lado dela, um dragão enorme que repousava tranquilamente ao sol. Seu corpo era coberta por escamas verdes e amarelas reluzentes e patas muito parecidas com troncos de árvores.</p>
<p>O garoto voltou à cidade e lá espalhou a notícia. O príncipe convocou o garoto para contar a sua aventura. Assim o príncipe juntou seus conselheiros e seus cavaleiros mais valentes. Muitas tentativas de matar o dragão ocorreram. Os guerreiros iam até Wawel e acabavam vencidos pelo dragão. Quando todas as esperanças estavam se acabando o príncipe tomou uma posição: aquele que libertasse a cidade do dragão, cavaleiro ou não, receberia a mão da princesa Wanda e metade do reino. Muitos chegaram e muitos morreram tentando eliminar o dragão. Então o próprio príncipe decide tentar eliminar o monstro, mas os preparativos do combate foram interrompidos por um simples sapateiro chamado Skuba que dizia ter encontrado uma maneira de acabar definitivamente com o dragão.</p>
<p>O jovem pediu ao príncipe um carneiro bem gordo. Skuba matou o animal e encheu su corpo com uma mistura de enxofre e alcatrão. À noite, durante o sono do dragão, Skuba deixou o falso carneiro bem na entrada da gruta. De manhã uma violenta explosão acordou os moradores da vila. Depois de ter engolido o carneiro, o dragão foi acometido um uma sede enorme. Assim ele desceu até o rio e bebeu tanta água que sua barriga explodiu e os pedaços do seu corpo se espalharam por toda a região. E assim o reino de Krak se livrou do terrível dragão e o aprendiz de sapateiro casou-se com a bela princesa Wanda e foram felizes para sempre.</p>
<p>Do ponto de vista histórico a colina calcária que se ergue entre a cidade e o vale do Rio Vístula desde tempos antigos foi habitada, primeiro, por povos de origem nômade e na sequência por camponeses. Visto que o lugar constituía um ponto de defesa natural, pareceu um local ideal para ser o centro de defesa da tribo e é com esse caráter que a colina aparece nas páginas da história da cidade de Cracóvia.</p>
<p>As pesquisas arqueológicas, cujos resultados foram apresentados na exposição “Wawel Perdido” indicam que já no século IX, no topo da colina, antigamente dividida por um desfiladeiro (em polonês wawel), havia edifícios de pedra: uma igreja, considerada o mais antigo vestígio da construção cristã na Polônia, e a sede do soberano, seu plenipotenciário.</p>
<p>Antes de 992 estas terras passaram para as mãos do futuro rei da Polônia, Boleslau I “Chrobry”, a título de herança da sua mãe, a princesa tcheca Dobrawa. Wawel orgulha-se de uma longa histórica, de mais de mil anos, cujos vestígios arquitetônicos possuem um incomparável valor histórico e emocional para os cidadãos da cidade de Cracóvia.</p>
<p>Nos séculos X-XIII Wawel era rodeado por um baluarte em madeira e terra que, no entanto, não resistiu ao ataque dos tártaros em 1241. Na segunda metade do século XIII, dentro das novas fortificações, edificadas ao redor da superfície do topo da colina, começou a formar-se a chamada “Vila de Wawel” da qual hoje podemos observar apenas as relíquias descobertas como resultado dos estudos arqueológicos: uma catedral românica na parte mais alta da colina, uma torre que Ladislau I “Lokietek” mandou construir m 1333 e que depois integrou o castelo gótico de Casimiro “o Grande”.</p>
<p>A remodelação seguinte da sede real foi efetuada por Ladislau Jaguelão: do lado leste construiu-se um edifício gótico com terraço coberto de telhado. Contudo, a mais importante metamorfose do castelo ocorreu nos primeiros anos do século XVI, quando Alexandre I “Jagiellonczyk” e Sigismundo “o Velho”, transformaram numa majestosa residência renascentista. Após o incêndio de 1596, a arquitetura do castelo se enriqueceu com elementos barrocos e novas fortificações militares na colina (entre outras coisas o bastião de Ladislau IV), resistindo ao cerco dos suecos no século XVII. No século XVIII o castelo entrou em decadência apesar dos investimentos. Depois da perda da independência da Polônia e até o início do século XX, excluindo os anos de 1809-1846, os soldados austríacos governaram em Wawel levando à completa destruição a “Vila de Wawel” e à demolição dos interiores do castelo.</p>
<p>Graças a Francisco José, o imperador preferido dos habitantes de Cracóvia, a sociedade polonesa comprou o castelo das mãos do exército austríaco, o que viabilizou a sua primeira reconstrução (1905-1914). As obras prosseguiram no período do entre guerras.</p>
<p>Após reivindicação, a real coleção de tapeçarias de Sigismundo Augusto (1520-1572) voltou às paredes do castelo, de onde tinham sido retiradas durante a guerra contra a Rússia nos anos de 1919-1921, e da qual tinha se apropriado a Czarina Catarina.</p>
<p>Quando a II Guerra Mundial eclodiu, conseguiram tirar-se as tapeçarias de Wawel e transportá-las, primeiro para a Romênia e depois para o Canadá, regressando apenas em 1961 a Cracóvia e onde hoje podem ser apreciadas nos aposentos reais.</p>
<p>Outras atrações para os visitantes do Castelo de Wawel: o conteúdo do tesou do castelo, a coleção de pinturas dos aposentos reais e os próprios aposentos reais, assim como a coleção das armas turcas, ganhas por João III Sobieski na batalha de Viena, em 1683.</p>
<p>Inesquecíveis impressões estéticas oferece o pátio do castelo, onde a arte arquitetônica dominante prevalece nas colunas renascentistas colocadas paralelamente nos claustros em pisos diferenciados. A catedral de São Venceslau e de São Estanislau, situa-se ao pé do castelo.</p>
<p>É um tipo de santuário da memória nacional e uma impressionante coletânea de obras de arte. Compõe-se de fragmentos românicos, góticos e barrocos. Entre as capelas ao redor das naves, o que desperta maior interesse é a capela Sigismundo, obra prima do renascimento italiano, coberta no exterior por uma cúpula de escamas em ouro. Nas naves, os túmulos reais formam um círculo ao redor do mausoléu de São Estanislau, colocado no centro e produzido na oficina de Peter van Rennen, em Gdansk. Nos subterrâneos vale a pena ver as criptas dos túmulos dos reis da Polônia e heróis nacionais.</p>
<p>É bom começar a visita na colina de Wawel pela parte norte, onde ao longo a escalada da muralha foram colocadas enormes placas com os nomes dos doadores que apoiaram a renovação do castelo. Para descer vale a pena optar pela Caverna do Dragão, situada no limite oeste das muralhas de defesa, onde supostamente viveu o dragão, morto pelo lendário Krak. Na caverna entra-se por um pequeno edifício ao lado da torre Klodziejska e sai pela boca da caverna na margem do rio Vístula aos pés de Wawel.</p>
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