Sala 19

O blog de História de Fabiana Scoleso

  • Calendário

    outubro 2014
    D S T Q Q S S
    « jul    
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    262728293031  
  • Categorias

  • Twitter

    • "Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho." Carlos Drummond de Andrade 1 week ago
    • "As dificuldades são o aço estrutural que entra na construção do caráter." Carlos Drummond de Andrade 1 week ago
    • "Há muitas razões para duvidar e uma só para crer." Carlos Drummond de Andrade 1 week ago
  • Sala19 no Facebook

  • RSS Google News

    • Portugal considera ser cedo para reconhecer estado da Palestina - RTP
      ExpressoPortugal considera ser cedo para reconhecer estado da PalestinaRTPO ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, afasta para já a possibilidade de Portugal reconhecer oficialmente o Estado palestiniano, à semelhança da Suécia, considerando que devem manter-se as negociações entre Palestina e Israel ...Palestina. Israel faz piada com o […]
    • Avião cai em prédio e deixa ao menos quatro mortos nos EUA - Último Segundo - iG
      Globo.comAvião cai em prédio e deixa ao menos quatro mortos nos EUAÚltimo Segundo - iGUm pequeno avião perdeu força logo após levantar voo e acabou caindo, batendo direto em um prédio, em Wichita, no coração do estado norte-americano do Kansas, nesta quinta-feira (30). Ao menos quatro pessoas morreram, incluindo o comandante da ...Avião de pequeno porte bate […]
    • Com ajuda de Bruxelas, Ucrânia chegou a acordo com a Rússia ... - Público.pt
      veja.comCom ajuda de Bruxelas, Ucrânia chegou a acordo com a Rússia ...Público.ptA Ucrânia e a Rússia chegaram a um acordo para resolver o seu contencioso sobre o fornecimento de gás neste Inverno. Foi em Bruxelas, em negociações sob a égide da União Europeia. O pagamento da dívida ucraniana de 3100 milhões de dólares para ...Rússia e Ucrânia chegam acordo s […]
    • Presidente do Burkina Faso quer liderar governo de transição - Público.pt
      A BolaPresidente do Burkina Faso quer liderar governo de transiçãoPúblico.ptCompaoré desistiu de se candidatar a um novo mandato, mas não abandona poder. Não é claro a quem vão os militares entregar as rédeas do executivo encarregado de organizar novas eleições. Os militares assumiram o poder ao final de um dia de ...Exército assume poder em Burkina FasoGlob […]
  • RSS UOL Economia

  • RSS Último Segundo – iG

    • Enem: Estude representação gráfica de uma equação
      iG São PauloIG publica quinta aula de matemática para o Enem 2014; série de dez aulas é feita em parceria com a Khan AcademyO Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a prova mais importante do ano para muitos dos inscritos. Para ajudar nos últimos dias de preparação, o iG Educação e a Khan Academy prepararam uma série de dez aulas sobre temas recorrentes da […]
    • Atores buscam "essência" para viver Tim Maia no cinema: "Ele é um herói"
      Luísa PécoraEm vídeo, Babu Santana e Robson Nunes falam sobre a cinebiografia do ícone da música brasileiraRobson Nunes e Babu Santana se revezam no papel de um dos mais populares cantores brasileiros em "Tim Maia", filme de Mauro Lima que está em cartaz no Brasil. Nunes é mais tranquilo, Santana diz ter "pavio curto", mas ambos acreditam […]
    • PT evitou bater em Alckmin no primeiro turno
      Brasil EconômicoCúpula do PT diz que partido fez oposição muito leve ao governador de São Paulo, facilitando a reeleição do tucanoDirigentes do PT nacional admitem que o partido optou por não fazer uma campanha mais contundente no primeiro turno contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que acabou reeleito sem necessidade da segunda fase da d […]
    • PSDB pede auditoria do resultado da eleição presidencial ao TSE
      Agência BrasilPartido diz que medida tranquilizaria eleitores que levantaram dúvidas sobre a lisura da apuração dos votosO PSDB entrou hoje (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de auditoria especial do resultado da eleição presidencial. Em nota divulgada à imprensa, o partido diz que tem “absoluta confiança” de que o tribunal garantiu a se […]
  • RSS UNICAMP

    • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
  • RSS BBC Brasil

    • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

Archive for the ‘9º Ano’ Category

1920 e o New Deal – A quebra da Bolsa de Valores de New York

Posted by sala19cmi em sexta-feira, 13 agosto 2010

New Deal

OS ANOS 1920, A CRISE E O NEW DEAL

“Durante os anos 1920, a expansão econômica foi acompanhada por restrições ao comércio mundial. A crise que se seguiu levou os governos a intervir com maior intensidade nas ecoñomias de seus países” (Projeto Araribá – 9 ano).

- Os Estados Unidos da América foram os grandes beneficiados com a Primeira Guerra Mundial. A Guerra não foi travada em território americano, portanto o país não sofreu danos como os que ocorreram na Europa. A Guerra destruiu parte importante do comércio europeu e do seu potencial industrial o que impulsionou o mercado norte-americano que passou a abastecer com todo tipo de produtos o continente europeu.

- Ao final da Guerra os Estados Unidos respondiam por cerca de 30% do comércio mundial e era o principal país exportador. Construção civil, indústria automobilística e o setor elétrico foram os que mais se destacaram neste momento. A chamada GRANDE DEPRESSÃO foi o ponto final neste período de hegemonia Norte-Americana.

-A Europa saiu da Guerra extremamente abalada. Dívidas e países quase que totalmente destruídos. O desemprego assolou a Europa e muitos foram obrigados a deixar seus países.

-Após a Primeira Guerra Mundial os países Europeus começaram sua recontrução. Recontrução em todos os sentidos: economia, setores urbanos, questões sociais…Neste período os países europeus diminuiram a procura por produtos norte-americanos nos entido de remontar e ativar suas próprias economias e recuperar seu poder. Para isso os políticos europeus desenvolveram novas regras para o mercado restringindo a importação de produtos. O objetivo principal desta medida erao de ativar as economias locais e inibir a dependência por produtos importados.

-Com isso, os Norte-Americanos começaram a enfrentar um problema: eles produziam mais do que o mercado mundial era capaz de absorver. Isso deu origem a uma CRISE DE SUPERPRODUÇÃO. A partir de 1925 a economia norte-americana virou de cabeça para baixo: endividamentos, crise de superprodução, baixo volume de vendas. Tudo isso deu origem a um caos na economia dos Estados Unidos.

-1929: esta data não podemos esquecer. É a data da chamada QUEBRA DA BOLSA DE VALORES DE NOVA YORQUE – 24 DE OUTUBRO DE 1929: os invesitmentos crescentes na bolsa fazia as ações subirem de valor rapidamente, mas as empresas que essas ações representavam, muitas vezes, estavam à beira da falência. Muitas pessoas que tinham conseguido empréstimos bancários para comprar ações destas empresas acabaram comprando ações de indústrias falidas. Ou seja, eles ficaram com divídas nos bancos por causa dos empréstimos e ações de empresas falidas. Este foi o chamado CRACK DA BOLSA DE VALORES.

Posted in 9º Ano | Etiquetado: | Leave a Comment »

GUERRA DE CANUDOS

Posted by sala19cmi em sábado, 8 maio 2010

Guerra de Canudos: Antônio Conselheiro – um peregrino do Sertão

* Antônio Vicente Maciel: nasceu provavelmente em 1830, em Quixeranobim, no Ceará.

* Na infância teve aulas de português, latim e francês, estudo necessário para a formação de padre;

* Antônio: trabalhou como comerciante, professor, advogado dos pobres e empregado de lojas comerciais;

1871: iniciou sua peregrinação pelo Sertão – usando camisola azul, barbas e cabelos longos, percorreu o interior de Pernambuco, da Bahia e de Sergipe pregando mensagens religiosas e aconselhando os sertanejos.

* Antônio: construía e reformava igrejas e cemitérios, coordenava tarefas coletivas de construção de casas, açudes e colheitas agrícolas;

* A sua influência crescia dia-a-dia: tornou-se Antônio Conselheiro;

* Igreja X Religiosidade Popular: a Igreja oficial combatia as crendices populares; também combatia os beatos;

* A formação de Canudos:

* 1893: Antônio Conselheiro e seu grupo decidiram fundar um povoado – Belo Monte;

* Lá, eles organizaram a base de sua economia (comunitária) – todos deviam trabalhar para o sustento local – várias pessoas viviam lá (professores, artesãos, enfermeiros);

* A comunidade religiosa de Canudos era independente da Igreja Católica;

* Canudos tinha polícia e presídios próprios;

* Guerra Contra Canudos: Canudos tornou-se uma ameaça ao poder dos coronéis e da Igreja Católica;

* O Governo da Bahia, apoiado pelos latifundiários , aguardava o momento certo para invadir o arraial;

* Surgiram boatos de que os integrantes do arraial queriam atacar a cidade de Juazeiro;

* 1896: o governo baiano e o federal iniciaram a campanha militar contra Canudos;

* As três primeiras expedições, apesar da superioridade bélica, foram derrotadas pelas forças conselheiristas;

* Antônio Conselheiro foi acusado de Monarquista, louco e inimigo da República;

* A Quarta Expedição: reuniu quase 10 mil soldados, armados de fuzis e canhões modernos;

* Foram quatro meses de combate: destruição completa do arraial – 5 de outubro de 1897;

* Prisioneiros foram degolados: seus cadáveres eram empilhados e queimados;

* As crianças sofriam com inanição e apresentavam ferimentos devido ao longo conflito;

* Muitas foram dadas aos participantes da campanha militar; outras foram distribuídas entre os comerciantes locais;

* Euclides da Cunha: autor de “Os Sertões”.

Os sertões

Posted in 9º Ano | 2 Comments »

O MUNDO BIPOLAR: A Guerra Fria

Posted by sala19cmi em segunda-feira, 2 novembro 2009

De 1945 a 1991, o mundo tornou-se bipolar, dividido entre os blocos capitalista e socialista. A crescente tensão entre eles e suas implicações no mundo caracterizaram a Guerra Fria.

AS CONFERÊNCIAS DOS VENCEDORES:

• A divisão do mundo em socialismo e capitalismo começou a se delinear na Conferência de Ialta = antes mesmo do fim da segunda Guerra Mundial;
• O encontro reuniu dirigentes dos três grandes aliados na Guerra: Stalin, Churchill e Roosevelt. O resultado da Conferência foi a “partilha” do mundo em áreas sob influência dos EUA e sob influência da URSS;
• Conferência de Potstam = confirmou as decisões de Ialta, além de estabelecer a divisão da Alemanha em quatro zonas internacionais: norte-americana, soviética, inglesa e francesa.

PALCO DE CONFLITOS:

• A frágil aliança entre países capitalistas e socialistas começou a se desfazer em 1945, quando a derrota da Alemanha nazista já era certa;
• Os Norte-Americanos se preocupavam com o crescente avanço do socialismo nos países da Europa Ocidental, onde se formaram governos aliados aos soviéticos;
• A rivalidade entre EUA e URSS recebeu o nome de Guerra Fria porque a tensão entre as duas potências não chegou a uma guerra de fato;
• 1947 = o presidente norte-americano Harry Truman lançou a Doutrina Truman, uma ofensiva contra a expansão comunista no mundo, explorando a imagem da URSS como uma nação inimiga;
• Ofensiva anticomunista = se intensificou nos anos 1950 com a criação do Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso – chefiado pelo senador McCarthy – conduziu uma perseguição implacável aos cidadãos suspeitos de simpatizar com o comunismo.

MACARTISMO E PLANO MARSHALL

• Macartismo = fanatismo anticomunista do período;
• Ethel e Julius Rosemberg (físicos nucleares) foram executados na cadeira elétrica acusados de fornecer segredos atômicos à União Soviética;
• Plano Marshall = programa de ajuda econômica dos Estados Unidos para a reconstrução dos países europeus destruídos pela Guerra – objetivo principal era evitar a influência comunista na Europa Ocidental e garantir a hegemonia norte-americana;
• Estados Unidos e Canadá = formaram, em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, com o objetivo de assegurar a defesa militar contra a ameaça do avanço soviético;
• 1955 = resposta do Bloco Soviético = Pacto de Varsóvia (aliança militar), que durou até 1989;

COEXISTÊNCIA PACÍFICA

• 1950 = economia soviética estava sufocada pelos investimentos dispendiosos na corrida armamentista = Nikita Kruschev, líder do governo soviético, apresentou uma proposta de desarmamento conhecido como COEXISTÊNCIA PACÍFICA;
• Os Estados Unidos receberam a proposta com desconfiança (armadilha);

CORRIDA PELA CONQUISTA DO ESPAÇO

• Além de armas nucleares, Estados Unidos e União Soviética produziam foguetes e lançaram satélites espaciais. Essa disputa científica e tecnológica ficou conhecida como Corrida Espacial;
• Três momentos Importantes:
o 1957 = satélite soviético Sputnik 2 levou ao espaço o primeiro ser vivo, a cadela Laika;
o 1961 = major da Força Aérea da União soviética, Yuri Gagarin, tornou-se o primeiro ser humano a viajar no espaço;
o 1969 = 1 bilhão de pessoas assistiram pela TV o astronauta norte-americano Neil Armstrong, comandante da missão Apollo 11, pisar na em solo lunar;
• A chegada dos norte-americanos na lua pôs fim à hegemonia soviética.

MURO DE BERLIM

• Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e sua capital, a cidade de Berlim, foram divididas em zonas de ocupação: norte-americana, britânica, francesa e soviética – quatro anos depois, os ocupantes dividiram o território alemão em dois países:
o Parte Ocidental – República Federal da Alemanha (RFA);
o Parte Oriental – República Democrática Alemã (RDA);
o A intensa migração dos alemães orientais para o lado vizinho levou o governador da república Democrática Alemã (Alemanha Oriental) a construir o Muro de Berlim, em agosto de 1961;
o O muro tinha 155 quilômetros de extensão, 302 torres de observação e 127 redes eletrificadas com alarmes. Foi chamado por muitos de “Muro da Vergonha” e foi um símbolo da divisão do mundo em dois blocos;

INDÚSTRIA CULTURAL E ESPORTES

• CINEMA = meio de expressão mais utilizado como propaganda ideológica no conflito entre comunismo e capitalismo durante a Guerra Fria;
• Bens de Consumo, os super-heróis e os líderes norte-americanos eram mostrados como símbolos do bem e da moralidade superior norte-americana;
• Estados Unidos = campanha anticomunista = produziram também histórias em quadrinhos, desenhos animados e seriados de televisão, explorando a oposição entre liberdade, representada pelo American Way of Life, e opressão, representada pelo dirigismo estatal soviético;
• Propaganda Soviética: denunciava os problemas sociais de muitos países capitalistas, como a fome, a violência e a mortalidade infantil, apresentando os sinais da decadência burguesa e do caráter anti-humano do capitalismo;

REALIDADE E FICÇÃO NAS TELAS

• Duas maiores agências de espionagem: KGB (Komitet Gosudarstveno Bezopasnosti – Comitê de Segurança do Estado) soviética e a CIA (Central Intelligence Agency) norte-americana = treinavam agentes para atividades de sabotagem e coleta de informações sigilosas;
• No cinema o tema “espionagem” se fez presente em vários filmes: Agente secreto James Bond, da série 007;
• Filmes de ficção científica: Solaris (Andrei Tarkovski -1971) e Guerra nas Estrelas (George Lucas -1977);
• Por meio do cinema, EUA e URSS procuravam influenciar os demais países do mundo. A Indústria cinematográfica norte-americana exercia uma influência muito mais sedutora e eficaz que a sua concorrente soviética.

ENFRENTAMENTO ESPORTIVO

• ESPORTE = foi utilizado com fim ideológico = nos campeonatos mundiais de xadrez e nos Jogos Olímpicos, onde a rivalidade entre o comunismo e o capitalismo ganhavam ares de guerra real;
• URSS = procurava demonstrar a superioridade do regime socialista incentivando esportes nos países do Pacto de Varsóvia. Assim, o desempenho espetacular das ginastas romenas ou dos nadadores da Alemanha Oriental enaltecia o regime soviético;
• POLÍTICA NAS OLIMPÍADAS = muitos atletas deixaram de competir nas Olimpíadas devido aos boicotes liderados pelas grandes potências;

PRINCIPAIS OLIMPÍADAS

• MONTREAL 1976 = ginasta romena Nádia Comaneci, de apenas 14 anos. Conseguiu 7 notas 10. A URSS foi superior no quadro de medalhas: 125 contra 94 dos EUA;
• MOSCOU 1980 = Estados Unidos e diversos países do bloco capitalista boicotaram as Olimpíadas em protesto contra a invasão soviética no Afeganistão, ocorrida no ano anterior;
• LOS ANGELES 1984 = em represália aos EUA, a URSS e outros 16 países da Europa Oriental boicotaram os jogos. Isso se deu por conta da invasão norte-americana na ilha de Granada, nas Antilhas, e pela instalação de mísseis americanos Persching2 na Europa.

ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL

• Reconstrução dos países europeus contou com a ajuda do Plano Marshall – elaborado pelos EUA;
• Estado de Bem Estar Social = compromisso do poder público com a educação, a saúde e os outros direitos sociais;
• Welfare State = foi estabelecido principalmente nos países da Europa Ocidental. Ele só se tornou possível graças à expansão do capitalismo e à intervenção do Estado na Economia, garantindo conquistas sociais à população;
• SEGURIDADE SOCIAL = John Maynard Keynes (1883-1946) – as políticas de bem estar social tiveram origem nas teorias desse economias inglês. Essas teorias atribuíam novos papéis ao Estado;
• No modelo keynesiano – o Estado aprofundava sua tarefa de administrador, impulsionava seus investimentos na produção e se comprometia com programas voltados ao desenvolvimento social.

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA

• O CONTROLE ESTATAL DA ECONOMIA ERA UMA FORMA DE EVITAR UMA NOVA CRISE DO CAPITALISMO, COMO OCORRERA EM 1929;
• Serviços Públicos = passaram a ser vistos como obrigação do Estado e direito do cidadão;
• Welfare State = serviu, também, para concretizar antigas reivindicações do movimento sindical, como a garantia de férias remuneradas e a licença maternidade;
• PRESSÕES: novas reivindicações surgiam:
o Sindicatos, partidos trabalhistas, organizações classistas;
o Movimentos de protestos de operários e estudantes, como o de maio de 1968 na França; luta de jovens universitários por reformas educacionais…

O SONHO ACABOU…

• 1973 = nova crise no sistema capitalista mundial, devido à alta nos preços internacionais do petróleo, provocou o recuo das conquistas do Estado de Bem Estar Social;
• 1980 = governo conservadores de Margareth Thatcher, no Reino Unido, e de Ronald Regan, nos EUA, renovaram o antigo modelo econômico do livre-mercado, tornando quase nula a intervenção do Estado na economia;
• O Welfare State foi substituído por outro modelo de Estado, o NEOLIBERAL, que transferiu para a iniciativa privada o gerenciamento dos serviços sociais;

Posted in 9º Ano | Etiquetado: | 40 Comments »

ATIVIDADES 9 ANO

Posted by sala19cmi em quarta-feira, 12 agosto 2009

Olá alunos do 9º ano!

Vamos avançar um pouquinho mais nas atividades.

Peço que leiam as seguintes temáticas:

1-) Os Regimes autoritários tomam conta da Europa;

2-) Uma experiência dolorosa: o nazismo alemão;

Obs: estas temáticas estão inseridas na Unidade 4: A crise do capitalismo e a Segunda Guerra Mundial.

Gostaria que pesquisassem sobre o quadro de Pablo Picasso chamado GUERNICA. Procure qual o significado da pintura de Picasso na Segunda Guerra Mundial.

Não precisa ser uma pesquisa grande. Somente algumas explicações que possam lhe ajudar a compreender a pintura. Vocês podem colocar estas informações no caderno.

Qualquer dúvida escrevam.

Um abraço

Posted in 9º Ano | 49 Comments »

Posted by sala19cmi em quarta-feira, 5 agosto 2009

Olá alunos do 9 ano!!!

Aqui estão os conteúdos que trabalharemos nas próximas duas semanas. Vamos procurar realizar leituras grifadas e sínteses das temáticas apresentadas. Minha sugestão é que leiam os textos e transfiram para o caderno as problemáticas mais importantes como costumamos fazer.

Gostaria também de pedir que registrem sua presença no blog deixando um recado. Caso tenham dúvidas sobre o conteúdo ou qualquer outro tipo de pergunta coloquem em formato de post também. Vou procurar responder com rapidez a todos os questionamentos. Vou deixar aqui também pedidos de mini-pesquisas para entrega na primeira semana de aula. Ao longo destas duas semanas vou informando vocês a este respeito. Senhores pais que estiverem com dúvidas também peço que deixem seus recados. Procurarei responder com eficiência e farei de tudo para minimizar os efeitos destas duas semanas no cronograma.

Um forte abraço e bons estudos!!!

CONTEÚDOS DO TERCEIRO BIMESTRE:

1 – A crise do capitalismo e a Segunda Guerra Mundial;

                a-) Os anos 1920, a crise de 1929 e o New Deal;

                b-) Os regimes autoritários tomam conta da Europa;

                c-) Uma experiência dolorosa: o nazismo alemão.

 

SÍNTESE DOS CONTEÚDOS:

OS ANOS 1920, A CRISE DE 1929 E O NEW DEAL

“Durante os anos 1920, a expansão econômica foi acompanhada por restrições ao comércio mundial. A crise que se seguiu levou os governos a intervir com maior intensidade nas economias de seus países” (Projeto Araribá – 9 ano).

OS “FELIZES” ANOS 1920:

- Os Estados Unidos da América foram os grandes beneficiados com a Primeira Guerra Mundial. Como a Guerra não foi travada em território americano a economia do país não sofreu danos como os que ocorreram na Europa. Pelo contrário. Neste período a economia norte-americana cresceu assustadoramente e transformou o país numa potência econômica.

- Como a Guerra atingiu principalmente a capacidade industrial européia, os Estados Unidos passaram a exportar e abastecer o mercado europeu com todos os tipos de produtos. Além disso, os norte-americanos realizaram empréstimos para a reconstrução de muitas cidades européias.

- Os setores que mais se destacaram na economia norte-americana nesse período: construção civil, indústria automobilística e o setor elétrico.

- A HEGEMONIA internacional dos Estados Unidos só se abalou com a chamada GRANDE DEPRESSÃO.

- A Europa saiu da guerra completamente abalada. Com inúmeras dívidas com os norte-americanos. O desemprego assolou a Europa e muitos foram obrigados a deixar seus países.

 A TEMPESTADE SE ANUNCIA

- Após o término da Primeira Guerra Mundial, os países europeus retomaram o seu desenvolvimento e reduziram a procura por produtos vindos dos Estados Unidos. Era uma forma de reativar a economia. Deixar de consumir produtos importados significava estimular o desenvolvimento da economia européia. As restrições econômicas vindas da Europa provocaram grandes problemas à economia norte-americana dando início a um ciclo de SUPERPRODUÇÃO.

-O que seria, portanto, SUPERPRODUÇÃO? Produzir uma grande quantidade de produtos, com alta tecnologia e grandes investimentos e não ter mercado consumidor. Não ter comprador!!!

- A partir de 1925 os Estados Unidos da América passaram a viver outra realidade. A tendência do crescimento norte-americano se reverteu. O aumento do crédito interno para estimular a produção e elevar o consumo reforçou a ESPECULAÇÃO na bolsa de valores.

- O dinheiro deixou de ser aplicado na indústria para ser investido no MERCADO DE AÇÕES. As empresas estavam praticamente falidas e quem comprou ações de empresas nessa situação acabou adquirindo dois problemas: 1- não conseguiam pagar os empréstimos assumidos; 2 – compraram ações de empresas praticamente falidas.

O MUNDO DESABA: A CRISE DE 1929

- 1929 é um ano que não podemos esquecer: é o ano da chamada QUEBRA DA BOLSA DE VALORES DE NOVA YORQUE – 24 DE OUTUBRO DE 1929. A quebra do mercado de ações em 1929 trouxe a ruína de milhares de investidores e o fechamento de inúmeras empresas. Isso provocou um efeito em cadeia: se as fábricas fecham milhares de empregos também desaparecem formando uma massa de desempregados sem capacidade econômica de consumo. Os efeitos da crise norte-americana chegaram ao Brasil também, pois nosso país recebia empréstimos norte-americanos que financiavam o desenvolvimento de nossa indústria.

A ADOÇÃO DO NEW DEAL

-Em 1933 o democrata FRANKLIN ROOSEVELT assumiu a presidência dos Estados Unidos. Ele prometeu em sua campanha recuperar a economia do país. O ambicioso programa econômico elaborado por Roosevelt ficou conhecido como New Deal (Novo Acordo).

- O New Deal significava o abandono do liberalismo econômico (não intervenção do Estado na economia) e a adoção de uma política de intervenção direta do Estado na condução da economia do país combatendo a especulação e os efeitos nocivos do livre mercado.

LINHAS DE ATUAÇÃO DO NEW DEAL – PROGRAMA DE MUDANÇAS NA AGRICULTURA, NA INDÚSTRIA E ESTÍMULO AO EMPREGO:

AGRICULTURA: aumentar os rendimentos dos agricultores, fixando limites à produção, recuperando os preços e fornecendo incentivos às exportações;

INDÚSTRIA: programa de auxílio às indústrias – financiamentos a juros baixos, compra de ações ou nacionalização de empresas em dificuldades ou em processo de falência;

EMPREGO: jornada semanal reduzida – fixou-se um salário mínimo e realizou-se um programa de construção de obras públicas, como estradas, pontes, usinas hidrelétricas, escolas, parques e hospitais, criando inúmeros postos de trabalho.

- As medidas propostas pelo presidente foram bem recebidas pela população que o reelegeu em 1936. As medidas intervencionistas de Roosevelt se aprofundaram, centradas, sempre, na recuperação econômica. A política de BEM ESTAR SOCIAL também teve grandes avanços, com a aprovação do direito de greve, da liberdade sindical e de uma legislação de seguridade social, que instituía pensões para os idosos e auxílio aos necessitados.

 

QUESTÕES PARA RESOLVER NO CADERNO:

 

A-     Identifique um importante fator que impulsionou o crescimento da economia norte-americana durante e logo após a Primeira Guerra Mundial.

B-      Aponte três resultados gerados pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929.

C-      Crie três parágrafos caracterizando o programa de recuperação econômica criado por Roosevelt.

Posted in 9º Ano | 40 Comments »

AULA – A Revolução Socialista na Rússia

Posted by travelerthought em terça-feira, 2 junho 2009

A Revolução Socialista na Rússia

Revolução Russa:

  • Pôs fim ao governo czarista e levou à criação da União Soviética em 1922;
  • Partido de Oposição do Czar: Partido Social-Democrata Russo que se dividiu em dois:
  • *Bolcheviques: (maioria) – Vladimir Lênin – acreditavam na aliança entre os camponeses e o proletariado para derrubar o czarismo e implantar o socialismo;
  • *Mencheviques: (minoria) – Plekhanov e Martov – buscava uma passagem gradual para o socialismo por meio de uma aliança dos operários e camponeses com a burguesia;
  • 1912: Rompimento dos dois grupos: os bolcheviques formaram um novo partido, denunciaram a participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial;
  • REVOLUÇÃO: Fevereiro de 1917 – rebeliões populares, greves gerais, revoltas armadas de soldados contra seus comandantes, crise de abastecimento e formação de sovietes no campo e na cidade (situação revolucionária);
  • DUMA: Parlamento Russo – os sovietes pressionavam para nomear um novo governo – Renúnicia do CZAR.
  • A Monarquia Czarista foi substituída por uma República Liberal dirigida pelo Menchevique Kerensky, formando assim um governo provisório;
  • GOVERNO PROVISÓRIO: a crise social e econômica foi se agravando com o fechamento de indústrias e o aumento generalizado dos preços;
  • A permanência da Rússia na Primeira Guerra Mundial gerou violenta oposição liderada pelo Partido Bolchevique – soldados e camponeses reivindicavam Paz, Terra e Pão.

 

A Revolução de Outubro

  • Lênin: voltou de seu exílio na Suíça e se tornou líder dos bolcheviques –em seu programa a distribuição de terras aos camponeses, a direção das fábricas pelos comitês operários, autonomia para as nacionalidades oprimidas pelo Império Russo, a saída imediata da Rússia da Primeira Guerra Mundial e a entrega do poder aos sovietes;
  • Em outubro de 1917 (novembro no calendário ocidental) – os bolcheviques tomaram o palácio de inverno, depuseram o governo de Kerensky e convocaram o II Congresso dos Sovietes;
  • Sovietes: sob a liderança de Lênin e Trotsky assumiram o poder;
  • O Partido Bolchevique foi transformado em Partido Comunista;
  • MEDIDAS ADOTADAS:
  • 1) Retirada da Rússia da Primeira Guerra Mundial;
  • 2) Assinou com a Alemanha o Tratado de Brest-Litovsk – a Rússia perdia a Polônia, a Bessarábia e os territórios Bálticos (Letônia, Estônia, Lituânia e Finlândia);
  • 3)Estradas de Ferro e Bancos foram nacionalizados;
  • 4) Terras foram distribuídas entre os camponeses e a produção nas indústrias passou a ser controlada pelo operários;
  • 5) Os bolcheviques declararam o direito de autodeterminação das nacionalidades que formavam o Antigo Império Russo;
  • As medidas revolucionárias do governo feriram os interesses da burguesia e das grandes empresas estrangeiras que atuavam no país;
  • 6) Criação do Exército Vermelho: comandado por Leon Trotsky – encarregado de combater os inimigos da revolução (oficiais czaristas, burgueses – que formavam o exército branco)
  • As dificuldades geradas pela guerra contra os adversários da revolução e os rumos tomados pelo Partido Bolchevique, entre outros fatores, em pouco tempo conduziram a Rússia para um novo totalitarismo.

 

RUSS01

 02

Palácio de Inverno – São PetersburgoRUSS03

RUSS04                           Vladmir LêninRUSS05

Leon Trotsky (acima)

RUSS06                           RUSS07

Praça Vermelha – Moscou
RUSS08

RUSS09

Mausoléu de Lênin – Praça Vermelha – Moscou

RUSS10      RUSS11

RUSS12

Posted in 9º Ano | Etiquetado: , , , | 2 Comments »

AULA – O surgimento da socidade de massas

Posted by travelerthought em sábado, 30 maio 2009

O surgimento da sociedade de massas

►    A Segunda Revolução Industrial acelerou o processo de urbanização na Europa e nos Estados Unidos. Nas grandes cidades, formaram-se enormes mercados produtores e consumidores;
►    Crescimento populacional: 1850
►    O Crescimento populacional vem acompanhado do crescimento das cidades;
►    Fatores:
       1-) Melhoria na Alimentação:  expansão mundial das áreas agrícolas;
       2-) Avanços na área médica: hospitais infantis, maternidades, políticas sanitárias, descoberta da vacina contra varíola provocaram a queda da mortalidade (principalmente nos países ricos);
       3-) Industrialização: principal fator para o crescimento populacional. Mecanização da   agricultura e o uso de fertilizantes permitiram ampliar a produtividade do solo, enquanto a expansão das indústrias ofereceu uma nova fonte de sustento para a população;

Obs: apesar do aumento populacional ter sido maior nas áreas industrializadas da Europa e Estados Unidos, o continente asiático continuou sendo o mais populoso do planeta;

Migrações Ultramarinas:
►    Concentração populacional nas cidades européias, no século XIX, fez crescer problemas como a falta de emprego, miséria e criminalidade;
►    As migrações foram uma “válvula” de escape;
►    Entre 1815-1915: 35 milhões de pessoas deixaram a Europa para tentar a vida além-mar;
►    América: foi o continente que mais se destacou em acolher imigrantes europeus;
►    Perfil do imigrante: homem, sem experiência industrial e que se viam atraídos pela possibilidade de construir propriedades ou iniciar empreendimentos comerciais;
►    A maioria desses emigrados teve como destino o trabalho nas lavouras, nas minas, nas siderurgias, na construção de ferrovias;
►    Estados Unidos: a emigração chegou a quase 35 milhões de pessoas entre 1800 e as primeiras décadas do século XX;
►    1876: a população chinesa constituía 25% dos estrangeiros no estado da Califórnia, atraídos pela idéia de que estavam se dirigindo ao “país das oportunidades”;
►    FORMAÇÃO DO MERCADO:  o crescimento populacional e urbano e o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores permitiram que indústrias de bens de consumo ampliassem sua produção;

 Símbolo da Massificação:

Ford T

Figura1

 

►    Ford T: fabricado pela primeira vez em 1908, nos Estados Unidos;
►    Henry Ford: inventor do primeiro carro popular, transformou um artigo até então de luxo em produto de massa;
►    Outros produtos e serviços passaram a compor o cotidiano da classe média e dos trabalhadores: fogão a gás, utensílios domésticos de vidro e de ferro, os sabões industrializados, a bicicleta e os periódicos (jornais e revistas);
►    1890: pela primeira vez um jornal britânico atingiu 1 milhão de exemplares;
►    INDÚSTRIA ALIMENTAR:

            * O crescimento da população urbana gerou grandes dificuldades de abastecimento alimentar nos centros comerciais e industriais europeus;
            * A expansão da produção agrícola e da pecuária solucionou em partes este problema;
            * A importação de carnes e produtos agrícolas foi favorecida pela melhoria nos sistemas de transportes (marítimo e ferroviário);

►    INDÚSTRIA DE CONSERVAS: Foi o fator decisivo para assegurar o abastecimento de populações cada vez mais numerosas;
►    As experiências com conservas de alimentam datam do século XVIII, mas só no século XIX essas experiências chegaram à indústria;
►    Indústrias de Conservas (século XX) estavam instaladas principalmente na França, na Alemanha, na Itália, na Suíça e na Grã-Bretanha;
►    Estados Unidos: onde primeiro se instalou uma indústria alimentar para grandes mercados consumidores (refrigerante e farinha láctea);
►    As grandes empresas alimentícias em 1890, já apareciam no Ranking das maiores empresas do país

Figura4

 

Figura3    Figura5


Posted in 9º Ano | 29 Comments »

Revolução Russa

Posted by travelerthought em quarta-feira, 27 maio 2009

 

A RÚSSIA ANTES DE 1917

Em 1894, subiu ao trono russo o czar Nicolau II. Desde o século XVI, o país era uma monarquia absolutista. A nobreza era proprietária de 25% das terras cultiváveis do país, e a grande maioria da população – mais de 80% – estava ligada direta ou indiretamente à terra.

As condições de vida da maior parte dos camponeses eram péssimas. Em geral, eles habitavam moradia precária e sem ventilação. Alimentavam-se basicamente de pão preto, batata e torta de farinha de milho. Nas aldeias raramente havia escolas, e a maior parte da população era analfabeta.

No plantio e na colheita eram usados instrumentos agrícolas antigos, como o arado de madeira e a foice. Apenas em algumas grandes propriedades adotava-se uma tecnologia moderna, que permitia o aumento da população.

Nas cidades, a vida não era muito diferente da do campo. Em 1838, uma investigação feita pelo Conselho Municipal de Moscou, abrangendo milhares de casas dessa cidade, mostrou que grande parte da população vivia em péssimas habitações:

 “… As escadas que conduzem aos sótãos, onde o povo reside, estão cobertas de toda espécie de imundície. As próprias habitações estão quase cheias de tábuas sujas sobre as quais se estendem colchões de palhas pestilentos, tendo os cantos tomados pela porcaria. O cheiro é desagradável e asfixiante”.

 Com uma economia essencialmente agrária, a Rússia tinha poucas indústrias; a maior parte dela pertencia a proprietários estrangeiros, principalmente franceses, ingleses, alemães e belgas. No começo do século XX, um russo descrevia assim as condições de vida dos operários:

 “Não nos é possível ser instruídos porque não há escolas, e desde a infância devemos trabalhar além de nossas forças por um salário ínfimo. Quando desde os 9 anos somos obrigados a ir para a fábrica, o que nos espera? Nós nos vendemos ao capitalista por um pedaço de pão preto; guardas nos agridem a socos e cacetadas para nos habituar à dureza do trabalho; nós nos alimentamos mal, nos sufocamos com a poeira e o ar viciado, até dormimos no chão, atormentados pelos vermes…”

 

UM CLIMA EXPLOSIVO

Os problemas internos da Rússia se agravaram ainda mais após a guerra Russo-Japonesa (1904-1905). A origem do conflito foi a disputa entre os dois países por territórios na China e por áreas de influência no continente. A derrota ante os japoneses mergulhou a Rússia numa grave crise econômica e aumentou o descontentamento de diferentes grupos sociais com o czar Nicolau II. Começaram a ocorrer greves e movimentos reivindicatórios, duramente reprimidos pela polícia czarista.

Num domingo de janeiro de 1905, trabalhadores de São Petersburgo, então capital do Império Russo, organizaram uma manifestação para entregar a Nicolau II um documento em que reivindicavam melhores condições de vida e melhores salários. Uma multidão de cerca de 200 mil pessoas, entre elas crianças e mulheres, dirigiu-se ao Palácio de Inverno, residência do czar. As tropas do governo, que estavam de prontidão, receberam os manifestantes com tiros de fuzil.

O incidente, que ficou conhecido como Domingo sangrento, provocou conflitos em toda a Rússia.

Tentando diminuir as tensões sociais, o czar criou a Duma, espécie de Parlamento. Contudo, os deputados eleitos das quatro primeiras dumas foram de tal maneira pressionados pelo czar que pouco puderam fazer.

Esse ambiente contribuiu para a difusão e a aceitação das idéias socialistas – sobretudo as elaboradas pelos alemães Karl Marx e Friedrich Engels – entre os movimentos sociais russos. Assim, essas idéias se tornariam a base da Revolução Russa.

Em 1905, surgiram os sovietes de trabalhadores, conselhos que se encarregavam de coordenar o movimento operário nas fábricas. Os sovietes teriam papel decisivo na revolução de 1917.

 

O INÍCIO DA REVOLUÇÃO

Em agosto de 1914 a Rússia entrou na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. Nicolau II acreditava que por meio da guerra pudesse expandir o Império Russo e diminuir a insatisfação popular.

No entanto, o fato acentuou o descontentamento e precipitou o processo revolucionário. A guerra agravou a situação econômica e social do país. Os soldados, mal-armados e mal alimentados, foram dizimados em derrotas sucessivas. Em dois anos e meio de guerra, a Rússia perdeu 4 milhões de pessoas.

Em 1915, o czar Nicolau II decidiu assumir pessoalmente o comando do Exército, deixando o governo nas mãos de sua esposa, a Imperatriz Alexandra, e de Rasputin, um monge que agia como conselheiro do czar.

Em 1917, a escassez de alimentos era muito grande e provocou uma série de greves. Em 27 de fevereiro desse mesmo ano, uma multidão percorreu a capital do Império pedindo pão e o fim da guerra. Os manifestantes também criticavam o sistema monárquico.

A polícia e o exército, agora ao lado dos manifestantes, não reprimiram o movimento. Isolado, o czar abdicou, e um governo provisório foi constituído, chefiado pelo príncipe George Lvov. Esse governo, dominado pela burguesia russa, decidiu continuar na guerra, com planos de uma grande ofensiva contra a Áustria-Hungria.

A população russa, porém, discordava dessa orientação. O governo, sem controle de seus exércitos, não tinha forças para impedir as deserções dos soldados. Havia ainda a constante elevação dos preços dos gêneros alimentícios, contra a qual o governo nada conseguia fazer.

Nesse momento, grupos revolucionários já desenvolviam intensa atividade nas cidades, reativando os sovietes de trabalhadores, com o objetivo explícito de tomar o poder.

A ofensiva do novo governou contra a Áustria-Hungria fracassou. Isso agravou ainda mais a situação e provocou uma grande manifestação no dia 17 de julho de 1917, na capital do Império. Era o fim do governo provisório de Lvov, substituído por Alexander Kerenski.

Naquele momento, três grupos e três diferentes propostas políticas se defrontavam pelo poder:

* O Partido Democrático Constitucional, partido da burguesia e da nobreza liberal, favorável à continuação da guerra e ao adiamento de quaisquer modificações sociais e econômicas.

* Os bolcheviques – maioria, em russo -, que defendiam o confisco das grandes propriedades, o controle das indústrias pelos operários e a saída da Rússia da guerra. Graças ao controle cada vez maior que exerciam sobre os sovietes de operários e soldados, sua força crescia continuamente. Seus dois principais líderes eram Vladimir Lenin e Leon Trotski.

* Os mencheviques – minoria, em russo -, que, embora contrários à guerra, não admitiam a derrota da Rússia. Divididos internamente e indecisos quanto aos rumos que o país deveria tomar, foram perdendo importância política.

 

A TOMADA DO PODER

A partir de agosto de 1917, os bolcheviques passaram a dominar os principais sovietes e a preparar a revolução.

No soviete Petrogrado, novo nome de São Petersburgo, foi constituído o Comitê Militar para a Realização da Revolução.

Sob o comando de Trotski, no dia 25 de outubro, os bolcheviques ocuparam os pontos estratégicos de Petrogrado e o Palácio do Governo. Kerenski, abandonado por suas tropas, foi obrigado a fugir.

Na manhã do dia seguinte, os sovietes da Rússia, reunidos em Congresso, confirmavam o triunfo da revolução, confiando o poder a um Conselho de Comissários do Povo. O Conselho era presidido por Lenin.

As primeiras medidas do governo revolucionário foram:

 * retirada da Rússia da guerra;

 * supressão das grandes propriedades rurais, confiadas agora à direção de comitês agrários;

 * controle das fábricas pelos trabalhadores;

 * criação do Exército Vermelho, com a finalidade de defender o socialismo contra inimigos internos e externos.

Logo depois, os bolcheviques adotaram o sistema de partido único: Partido Comunista.

 

A DEFESA DA REVOLUÇÃO: TROTSKI E O EXÉRCITO VERMELHO

Após a tomada do poder pelos revolucionários, a Rússia viveu ainda três anos de guerra civil. Nesse processo, a participação de Leon Trotski, um dos mais importantes líderes da revolução, foi fundamental.

Culto e com grandes capacidades de persuasão, Trotski comunicava-se bem tanto com operários e camponeses quanto com uma platéia de intelectuais e diplomatas.

Quando irrompeu a guerra civil, a organização das tropas de defesa, o Exército Vermelho, ficou sob sua responsabilidade. Em condições extramamente precárias, com o país esgotado, recém-saído da Primeira Guerra Mundial, Trotski conseguiu formar um exército forte e eficiente.

Com o apoio popular, as tropas revolucionárias enfrentaram o Exército Branco, composto por antigos oficiais do czar e prisioneiros do exército austríaco. Além disso, enfrentaram tropas de países europeus, que temiam que a revolução socialista se espalhasse pelo continente.

 

A CONSOLIDAÇÃO DA REVOLUÇÃO RUSSA

 Sob a direção de Lenin e com um plano que ficou conhecido como Nova Política Econômica (NEP), os bolcheviques deram início à recuperação da economia russa. Elaborada em 1921, a NEP procurou concentrar os investimentos nos setores mais importantes da economia. Entre as medidas adotadas encontravam-se:

 * produção de energias e extração de matérias-primas;

 * importação de técnica e de máquinas estrangeiras;

 * organização do comércio e da agricultura em cooperativas;

 * permissão para a volta da iniciativa privada em diversos setores da economia, como o comércio, a produção agrícola e algumas formas de atividade industrial. Todos os investimentos tinham o rígido controle do Estado, muitos deles eram feitos em empresas estatais.

Vários Estados que tinha separado da Rússia durante a revolução – como a Ucrânia – voltaram a se integrar e formaram, em 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), um Estado federativo composto por quinze repúblicas.

Com a morte de Lenin, em 1924, Stalin (secretário-geral do Partido Comunista) e Trotski passaram a disputar o poder. Stalin defendia a idéia de que a União Soviética deveria construir o socialismo em seu país e só depois tentar levá-lo a outros países; Trotski achava que a Revolução Socialista deveria ocorrer em todo o mundo, pois enquanto houvesse países capitalistas, o socialismo não teria condições de sobreviver isolado.

Stalin venceu a disputa. Trotski foi expulso da URSS. A União Soviética ingressou, então, na fase do planejamento econômico. Foi a época dos planos qüinqüenais, inaugurada em 1928. Os planos se sucederam a transformaram a União Soviética numa potência industrial. Contudo, a violência foi amplamente empregada pelo governo para impor sua política.

 

Fonte: Base de Dados do Portal Brasil.

 

Posted in 9º Ano | Etiquetado: | 1 Comment »

AULA – A República chega ao Brasil

Posted by travelerthought em sexta-feira, 10 abril 2009

• 1889 – o Brasil passou pelo movimento que instaurou o regime republicano em substituição ao Reinado de Pedro II;
• Elites agrárias e exército: preocupados em instaurar um regime político que conduzisse o país à modernidade industrial;
• População: assistia as mudanças no governo sem compreender o que ocorria;
• A idéia principal: com a República superaríamos o atraso herdado da colonização;
• Ampliação das ferrovias, portos remodelados – ajudaram a inserir o Brasil no mercado internacional;
• Projeto republicano de modernização: europeização das cidades não eliminou as discrepâncias (diferenças) sociais;
• Modernidade e Exclusão: escravos recém-libertos, mulheres se direitos políticos
• O longo governo de D. Pedro II: (1840-1889) – havia uma relativa estabilidade política, proporcionada principalmente pelo desenvolvimento econômico trazido pelas vendas do café para o exterior;

Crescimento da Economia:
o primeiras ferrovias;
o Indústria de bens de consumo (tecidos);
o Aumento da população urbana;

QUESTÃO ESCRAVISTA
• Crise do regime monárquico: 1870 e se intensificou em 1880;
• Fim da escravidão no Brasil: 1888 – Lei Áurea;
• Trabalho Escravo: por 4 séculos acompanhou o desenvolvimento econômico do país; Contribuiu para a formação de grandes fortunas (aristocracia brasileira, traficantes, governos europeus);
• A extinção do trabalho escravo: só ocorreu no final do século XIX, quando todos os países da América já o haviam substituído pelo trabalho escravo;
• 1850: Lei Eusébio de Queiroz;
• 1860: muitos escravos foram libertos para atuar na Guerra do Paraguai (1864-1870);
• Oeste Paulista: os grandes cafeicultores resistiram em acabar com a escravidão;
• Joaquim Nabuco (1849-1910): Foi um dos mais importantes críticos da escravidão no Brasil, defensor da monarquia liberal.
• Abolição Lenta e Gradual – A Legislação Abolicionista:

o Lei Rio Branco (Lei do Ventre Livre) – 1871: declarava livres os filhos de mulher escrava nascido a partir daquela data;
o Lei Saraiva-Cotegipe (Lei dos Sexagenários) – 1885 – libertava os escravos com mais de 65 anos e estabelecia normas para uma abolição gradual mediante indenização;

• 1885: Campanha abolicionista tornou-se mais intensa;
• Associações e clubes: voltavam-se contra a escravidão – juntavam dinheiro para comprar cartas de alforrias;
• A fuga de escravos tornava-se cada vez mais freqüente;
• Ativistas – entre eles filhos de fazendeiros – organizavam grupos para ajudar os escravos a fugir das fazendas;
• Muitos negros fugidos foram para lugares seguros, como Santos – Formaram o quilombo do Jabaquara, que chegou a reunir cerca de 10 mil trabalhadores;
• 1840: primeiras experiências com o trabalho livre;
• 13 de maio de 1888 – a Princesa Isabel, que substituía o pai D. Pedro II no trono, assinou a Lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil;
• Os escravos depois da escravidão – as condições que os escravos adquiriram após a abolição depende de cada Estado;
• Grande parte continuou trabalhando para seus senhores;
• No Vale do Paraíba muitos escravos passaram a trabalhar no sistema de parcerias; tornaram-se pequenos sitiantes, tocadores de gado;
• São Paulo e Rio de Janeiro: receberam grandes contingentes de escravos libertos – sem qualificação profissional foram obrigados a aceitar os trabalhos mais pesados e mal remunerados;
• No Rio de Janeiro: muitos ex-escravos já trabalhavam com donos de oficinas artesanais e de manufaturas;
• A abolição não provocou o colapso da produção agrícola;
• Os cafeicultores se sentiam traídos pelo governo;
• Fazendeiros do Oeste Paulista já vinham empregando mão-de-obra imigrante em suas fazendas;
• Para eles o fim da monarquia era a oportunidade de assumir o comando da política brasileira;
• Sem os proprietários de escravos tradicionais, a monarquia perdeu uma importante força de sustentação política.

JEAN BAPTISTE DEBRET

figura7d

figura8d

figura11d1

figura10d

JOHANN MORITZ RUGENDAS

figura13d2

figura7jm

Posted in 9º Ano | Etiquetado: , , , , | 4 Comments »

AULA – A Proclamação da República

Posted by travelerthought em quinta-feira, 9 abril 2009

*Idéia que toma maior expressão na segunda metade do século XIX;
*A expansão da lavoura cafeeira e a formação de uma rica camada de fazendeiros no Sudeste foram os fatores que deram mais visibilidade ao Projeto Republicano;
*Cafeicultores do Oeste Paulista: passaram a defender uma nova organização política para o Brasil;

• Esses cafeicultores desejavam maior autonomia das províncias e um maior controle da política por esta nova camada da sociedade;
Partido Republicano Paulista (PRP) – fundado em 1873 e formado basicamente de representantes dos cafeicultores da província de São Paulo;
República: tinha apoio de outras camadas sociais: profissionais liberais, da ala mais jovem do exército que não gostavam da centralização política da monarquia;
• Existiam divergências entre os Republicanos: uns queriam uma mudança pacífica outros uma grande mobilização social para acabar com a monarquia.
• 1880 – Campanha republicana conseguiu mais adeptos;
• 1888 – Cafeicultores insatisfeitos com a abolição da escravatura abraçaram a República em protesto contra a aprovação da Lei Áurea;
Questão Militar: durante o governo de D. Pedro II o Exército brasileiro ocupou um lugar marginal na política brasileira – soldados eram mal pagos, havia uma rígida disciplina, as promoções eram lentas e os filhos das elites se desencorajavam em seguir carreira militar;
Guerra do Paraguai: o exército saiu fortalecido – muitos oficiais queriam desempenhar uma papel político na sociedade brasileira;
• 1880: houve uma série de atritos entre o governo e os oficiais do exército;
• Desta maneira muitos elementos do exército viram na República uma possibilidade de fazer parte da vida política do país;
• 15 de novembro de 1889 – líderes de movimentos se encontravam para acelerar a queda da monarquia: Benjamin Constant, Aristides Lobo, Quintino Bocaiúva e Lopes Trovão;
Marechal Deodoro da Fonseca: precisavam convencer esta pessoa a participar do movimento – queriam que ele chefiasse o movimento;
• Na manhã do dia 15 de novembro Deodoro marchou com as tropas para o Ministério da Guerra. Sob pressão o governo monárquico renunciou;
• A imensa maioria da população nem sabia o que estava acontecendo
A República das Espadas (1889-1894): fase da república brasileira liderada por presidentes militares;
1891: Primeira Constituição Republicana;
• Organização dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário;
• Estabeleceu o voto universal para os cidadão maiores de 21 anos e alfabetizados – os mendigos e os praças não podiam votar; as mulheres não tinham o direito de voto;
• A lei não determinava se o voto deveria ser secreto;
• As províncias se transformaram em Estados: podiam ter um exército próprio e pedir empréstimos no exterior sem consultar o governo federal;
• A Igreja se separou do Estado: deixou de existir uma religião oficial no Brasil – instituiu-se o casamento civil e liberdade de culto para todas as crenças religiosas;
• Educação: leiga;
• Extinguiu-se a Pena de Morte;
• De acordo com a nova Lei,o Brasil passou a se chamar República dos Estados Unidos do Brasil;
• Primeiro Presidente do Brasil: Marechal Deodoro da Fonseca – em 1891 ele deixou o governo.
• Em seu lugar assumiu o vice: Marechal Floriano Peixoto;
• Floriano: governou apoiado numa aliança com o PRP;
• Algumas rebeliões ocorreram neste período: Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro;
• As revoltas foram reprimidas, os militares se afastaram da cena política brasileira e os civis se prepararam para assumir o poder;
• O poder político passava para as mãos dos cafeicultores;

República das Oligarquias (1894-1930):

• Prudente de Moraes foi o primeiro presidente civil;
Oligarquia: termo de origem grega que significa governo exercido por poucas pessoas, pertencentes a um grupo social dominante ou a uma família poderosa;
Campos Sales – Sucessor de Prudente de Moraes;
• Campos Sales – criador do arranjo político conhecido como Política dos Governadores;
• Política dos Governadores: o objetivo era evitar choques políticos entre os Estados e a União;

o os grupos dominantes em cada estado apoiariam o governo central;
o O governo central, em troca, não reconheceria a vitória dos candidatos à Câmara ligados à oposição;
o Comissão de Verificação dos Poderes: encarregada de examinar as atas das eleições, fazendo a “degola” dos candidatos da oposição que tivessem vencido;

• A política dos governadores fortaleceu o poder local, exercido pelos chamados Coronéis;
Coronelismo: controlavam os eleitores em seu município de influência; grande proprietário de terras – voto era aberto: a população ficava sujeita às pressões exercidas por estas pessoas (troca de favores);
• Os eleitores acabavam votando em candidatos indicados pelos coronéis;
• Política do Café-com-Leite: os cargos políticos federais – normalmente dominados pelas oligarquias paulista, mineira e gaúcha;
• Isso demonstrava a força que estes três estados tinham na Primeira República;
São Paulo e Minas Gerais: economicamente mais poderosos – impunham uma política que favoreciam seus interesses;
• A hegemonia de paulistas e mineiros ficou conhecida como POLÍTICA DO CAFÉ COM LEITE.

Posted in 9º Ano | Etiquetado: , , , , , , | Leave a Comment »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 33 outros seguidores