Sala 19

O blog de História de Fabiana Scoleso

O MUNDO BIPOLAR: A Guerra Fria

Publicado por sala19cmi em Segunda-feira, 2 Novembro 2009

De 1945 a 1991, o mundo tornou-se bipolar, dividido entre os blocos capitalista e socialista. A crescente tensão entre eles e suas implicações no mundo caracterizaram a Guerra Fria.

AS CONFERÊNCIAS DOS VENCEDORES:

• A divisão do mundo em socialismo e capitalismo começou a se delinear na Conferência de Ialta = antes mesmo do fim da segunda Guerra Mundial;
• O encontro reuniu dirigentes dos três grandes aliados na Guerra: Stalin, Churchill e Roosevelt. O resultado da Conferência foi a “partilha” do mundo em áreas sob influência dos EUA e sob influência da URSS;
• Conferência de Potstam = confirmou as decisões de Ialta, além de estabelecer a divisão da Alemanha em quatro zonas internacionais: norte-americana, soviética, inglesa e francesa.

PALCO DE CONFLITOS:

• A frágil aliança entre países capitalistas e socialistas começou a se desfazer em 1945, quando a derrota da Alemanha nazista já era certa;
• Os Norte-Americanos se preocupavam com o crescente avanço do socialismo nos países da Europa Ocidental, onde se formaram governos aliados aos soviéticos;
• A rivalidade entre EUA e URSS recebeu o nome de Guerra Fria porque a tensão entre as duas potências não chegou a uma guerra de fato;
• 1947 = o presidente norte-americano Harry Truman lançou a Doutrina Truman, uma ofensiva contra a expansão comunista no mundo, explorando a imagem da URSS como uma nação inimiga;
• Ofensiva anticomunista = se intensificou nos anos 1950 com a criação do Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso – chefiado pelo senador McCarthy – conduziu uma perseguição implacável aos cidadãos suspeitos de simpatizar com o comunismo.

MACARTISMO E PLANO MARSHALL

• Macartismo = fanatismo anticomunista do período;
• Ethel e Julius Rosemberg (físicos nucleares) foram executados na cadeira elétrica acusados de fornecer segredos atômicos à União Soviética;
• Plano Marshall = programa de ajuda econômica dos Estados Unidos para a reconstrução dos países europeus destruídos pela Guerra – objetivo principal era evitar a influência comunista na Europa Ocidental e garantir a hegemonia norte-americana;
• Estados Unidos e Canadá = formaram, em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, com o objetivo de assegurar a defesa militar contra a ameaça do avanço soviético;
• 1955 = resposta do Bloco Soviético = Pacto de Varsóvia (aliança militar), que durou até 1989;

COEXISTÊNCIA PACÍFICA

• 1950 = economia soviética estava sufocada pelos investimentos dispendiosos na corrida armamentista = Nikita Kruschev, líder do governo soviético, apresentou uma proposta de desarmamento conhecido como COEXISTÊNCIA PACÍFICA;
• Os Estados Unidos receberam a proposta com desconfiança (armadilha);

CORRIDA PELA CONQUISTA DO ESPAÇO

• Além de armas nucleares, Estados Unidos e União Soviética produziam foguetes e lançaram satélites espaciais. Essa disputa científica e tecnológica ficou conhecida como Corrida Espacial;
• Três momentos Importantes:
o 1957 = satélite soviético Sputnik 2 levou ao espaço o primeiro ser vivo, a cadela Laika;
o 1961 = major da Força Aérea da União soviética, Yuri Gagarin, tornou-se o primeiro ser humano a viajar no espaço;
o 1969 = 1 bilhão de pessoas assistiram pela TV o astronauta norte-americano Neil Armstrong, comandante da missão Apollo 11, pisar na em solo lunar;
• A chegada dos norte-americanos na lua pôs fim à hegemonia soviética.

MURO DE BERLIM

• Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e sua capital, a cidade de Berlim, foram divididas em zonas de ocupação: norte-americana, britânica, francesa e soviética – quatro anos depois, os ocupantes dividiram o território alemão em dois países:
o Parte Ocidental – República Federal da Alemanha (RFA);
o Parte Oriental – República Democrática Alemã (RDA);
o A intensa migração dos alemães orientais para o lado vizinho levou o governador da república Democrática Alemã (Alemanha Oriental) a construir o Muro de Berlim, em agosto de 1961;
o O muro tinha 155 quilômetros de extensão, 302 torres de observação e 127 redes eletrificadas com alarmes. Foi chamado por muitos de “Muro da Vergonha” e foi um símbolo da divisão do mundo em dois blocos;

INDÚSTRIA CULTURAL E ESPORTES

• CINEMA = meio de expressão mais utilizado como propaganda ideológica no conflito entre comunismo e capitalismo durante a Guerra Fria;
• Bens de Consumo, os super-heróis e os líderes norte-americanos eram mostrados como símbolos do bem e da moralidade superior norte-americana;
• Estados Unidos = campanha anticomunista = produziram também histórias em quadrinhos, desenhos animados e seriados de televisão, explorando a oposição entre liberdade, representada pelo American Way of Life, e opressão, representada pelo dirigismo estatal soviético;
• Propaganda Soviética: denunciava os problemas sociais de muitos países capitalistas, como a fome, a violência e a mortalidade infantil, apresentando os sinais da decadência burguesa e do caráter anti-humano do capitalismo;

REALIDADE E FICÇÃO NAS TELAS

• Duas maiores agências de espionagem: KGB (Komitet Gosudarstveno Bezopasnosti – Comitê de Segurança do Estado) soviética e a CIA (Central Intelligence Agency) norte-americana = treinavam agentes para atividades de sabotagem e coleta de informações sigilosas;
• No cinema o tema “espionagem” se fez presente em vários filmes: Agente secreto James Bond, da série 007;
• Filmes de ficção científica: Solaris (Andrei Tarkovski -1971) e Guerra nas Estrelas (George Lucas -1977);
• Por meio do cinema, EUA e URSS procuravam influenciar os demais países do mundo. A Indústria cinematográfica norte-americana exercia uma influência muito mais sedutora e eficaz que a sua concorrente soviética.

ENFRENTAMENTO ESPORTIVO

• ESPORTE = foi utilizado com fim ideológico = nos campeonatos mundiais de xadrez e nos Jogos Olímpicos, onde a rivalidade entre o comunismo e o capitalismo ganhavam ares de guerra real;
• URSS = procurava demonstrar a superioridade do regime socialista incentivando esportes nos países do Pacto de Varsóvia. Assim, o desempenho espetacular das ginastas romenas ou dos nadadores da Alemanha Oriental enaltecia o regime soviético;
• POLÍTICA NAS OLIMPÍADAS = muitos atletas deixaram de competir nas Olimpíadas devido aos boicotes liderados pelas grandes potências;

PRINCIPAIS OLIMPÍADAS

• MONTREAL 1976 = ginasta romena Nádia Comaneci, de apenas 14 anos. Conseguiu 7 notas 10. A URSS foi superior no quadro de medalhas: 125 contra 94 dos EUA;
• MOSCOU 1980 = Estados Unidos e diversos países do bloco capitalista boicotaram as Olimpíadas em protesto contra a invasão soviética no Afeganistão, ocorrida no ano anterior;
• LOS ANGELES 1984 = em represália aos EUA, a URSS e outros 16 países da Europa Oriental boicotaram os jogos. Isso se deu por conta da invasão norte-americana na ilha de Granada, nas Antilhas, e pela instalação de mísseis americanos Persching2 na Europa.

ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL

• Reconstrução dos países europeus contou com a ajuda do Plano Marshall – elaborado pelos EUA;
• Estado de Bem Estar Social = compromisso do poder público com a educação, a saúde e os outros direitos sociais;
• Welfare State = foi estabelecido principalmente nos países da Europa Ocidental. Ele só se tornou possível graças à expansão do capitalismo e à intervenção do Estado na Economia, garantindo conquistas sociais à população;
• SEGURIDADE SOCIAL = John Maynard Keynes (1883-1946) – as políticas de bem estar social tiveram origem nas teorias desse economias inglês. Essas teorias atribuíam novos papéis ao Estado;
• No modelo keynesiano – o Estado aprofundava sua tarefa de administrador, impulsionava seus investimentos na produção e se comprometia com programas voltados ao desenvolvimento social.

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA

• O CONTROLE ESTATAL DA ECONOMIA ERA UMA FORMA DE EVITAR UMA NOVA CRISE DO CAPITALISMO, COMO OCORRERA EM 1929;
• Serviços Públicos = passaram a ser vistos como obrigação do Estado e direito do cidadão;
• Welfare State = serviu, também, para concretizar antigas reivindicações do movimento sindical, como a garantia de férias remuneradas e a licença maternidade;
• PRESSÕES: novas reivindicações surgiam:
o Sindicatos, partidos trabalhistas, organizações classistas;
o Movimentos de protestos de operários e estudantes, como o de maio de 1968 na França; luta de jovens universitários por reformas educacionais…

O SONHO ACABOU…

• 1973 = nova crise no sistema capitalista mundial, devido à alta nos preços internacionais do petróleo, provocou o recuo das conquistas do Estado de Bem Estar Social;
• 1980 = governo conservadores de Margareth Thatcher, no Reino Unido, e de Ronald Regan, nos EUA, renovaram o antigo modelo econômico do livre-mercado, tornando quase nula a intervenção do Estado na economia;
• O Welfare State foi substituído por outro modelo de Estado, o NEOLIBERAL, que transferiu para a iniciativa privada o gerenciamento dos serviços sociais;

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AULA – Invasões Holandesas

Publicado por sala19cmi em Domingo, 25 Outubro 2009

O ATAQUE AO BRASIL NÃO FOI UMA AVENTURA DE CORSÁRIOS, NEM UMA INICIATIVA CASUAL NEM TAMPOUCO UMA SIMPLES TENTATIVA DE ANEXAR TERRITÓRIOS. FOI, ISSO SIM, UM EMPREENDIMENTO FRIAMENTE PLANEJADO E EXECUTADO PELOS GRANDES GRUPOS COMERCIAIS DA HOLANDA, VISANDO A APODERAR-SE DAS FONTES PRODUTORAS DE AÇÚCAR.

PRIMEIRA INVASÃO HOLANDESA – BAHIA 1624-1625
 O local escolhido pela Companhia para sua primeira incursão foi a Capitania da Bahia (Salvador) – local conhecido pelos Holandeses e com um porto de fácil acesso para um ataque marítimo;
 Frota holandesa = comandada por Jacob Willekens e Johan van Dort, atacou a cidade em Maio de 1624;
 Os portugueses, sob o comando de Matias de Albuquerque, organizaram uma guerrilha contra os holandeses;
 Espanha e Portugal enviaram uma poderosa frota que bloqueou a baía de Todos os Santos. Cercados por terra e mar, os holandeses se renderam em 1625;
 Em 1627, uma esquadra da Companhia das Índias, comandada por Piet Heyn, aprisionou uma frota espanhola carregada de ouro e prata, obtendo um lucro três vezes maior do que todo o capital da companhia. Com esse recurso, preparou-se o segundo ataque ao Brasil.

SEGUNDA INVASÃO HOLANDESA PERNAMBUCO 1630-1654
 Pernambuco = além de ser um grande centro produtor de açúcar, era menos aparelhada militarmente que a da Bahia;
 Pernambuco ainda era uma capitania particular, pertencentes aos descendentes de Duarte Coelho (primeiro donatário);

 Segunda Insavão = 3 fases:
 Fase inicial – de conquista rápida;
 Fase média – de acomodação;
 Fase final – de declínio e expulsão;

 Essas fases referem-se não apenas aos sucessos ou insucessos militares dos holandeses, mas também ao comportamento da população colonial, em particular, em seu relacionamento com os invasores.

FASE DA CONQUISTA RÁPIDA
 1630 = UMA PODEROSA ESQUADRA HOLANDESA ATACOU OLINDA E RECIFE, CONQUISTANDO-AS EM POUCOS DIAS;
 1634 = a resistência luso-brasileira começou a esmorecer, e a sorte dos combates inverteu-se rapidamente. Os holandeses alcançaram vitória após vitória e, no ano seguinte, Matias de Albuquerque foi obrigado a bater em retirada.
 Os invasores conseguiram ocupar as capitanias de Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande do Norte.

FASE DA ACOMODAÇÃO = adesão dos senhores de engenho à causa holandesa;
 Aceitaram a dominação dos invasores, recebendo em troca a garantia de manutenção de suas propriedades e privilégios;
 Senhores = receberam auxílio financeiro da Companhia, por meio de empréstimos, iniciando, assim, o processo de dependência econômica da classe dominante colonial em relação aos holandeses;
 A resistência aos invasores acabou = eram os senhores de engenho que forneciam armas, dinheiro e alimentos para que as tropas resistissem aos invasores. Quando os senhores aceitaram a dominação, deixaram de alimentar a resistência;
 1635-1645 – fase de acomodação – foi o melhor período da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil = a produção de açúcar se expandiu, conquistaram-se zonas fornecedoras de escravos em Angola e na Guiné, e, particularmente durante o governo de Maurício de Nassau (1637-1644) – foram adotadas diversas medidas de caráter político-administrativo, visando consolidar a acomodação entre holandeses e luso-brasileiros;
 Por trás do desenvolvimento, problemas!
 Parcelas consideráveis da população não se submetiam ao domínio estrangeiro – os holandeses eram calvinistas, o que ocasionava desavenças entre invasores e invadidos;
 Política comercial da Companhia encareceu a maioria do gêneros alimentícios consumidos pela população;
 Sua forma de administrar o Brasil, aos poucos, foi causando descontentamentos;
 Durante o governo de Nassau os déficits eram constantes;
 As boas relações entre senhores de engenho e a Companhia começaram a se deteriorar – iniciou-se, assim a última fase do domínio holandês – declínio e expulsão.

DECLÍNIO E EXPULSÃO
 1640 = Uma revolução se iniciou em Portugal. O Duque de Bragança, proclamado Rei com o título de D. João IV, preparou o país para a Guerra;
 D. João procurou aliados porque a situação econômica e militar de Portugal eram péssimas;
 O governo Português fez um acordo com os Holandeses – troca de apoio militar contra os castelhanos;
 Portugal fazia um jogo duplo: prometia aos Holandeses a soberania sobre o nordeste brasileiro;
 Insurreição Maranhense em 1642 e a Insurreição de Pernambuco em 1645;
 1645 = esgotava-se o prazo para o pagamento dos empréstimos que os holandeses haviam feito aos latifundiários para que reconstruíssem seus engenhos – os senhores não conseguiram pagar suas dívidas;
 Sem recursos, muitos senhores foram obrigados a entregar seus engenhos e suas propriedades, e vários outros tiveram que enfrentar a prisão.
 A classe dominante aderiu, em sua maioria, aos revoltosos, que se viram assim fortalecidos;
 O crescente enfraquecimento holandês foi agravado pela derrota da Holanda na Guerra contra a Inglaterra, em 1652;
 Portugueses e brasileiros aumentaram então a pressão militar e, em 1654, chegaram à vitória, expulsando definitivamente os holandeses do Brasil;

CONSEQUÊNCIAS DAS INVASÕES HOLANDESAS:
 1-) Crise econômica açucareira;
 2-) Choque de interesses entre a elite colonial e a metrópole;
 3-) O crescimento da influência Inglesa

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AULA – A REPÚBLICA VELHA (1889-1930) E CRISE DA REPÚBLICA

Publicado por sala19cmi em Quarta-feira, 21 Outubro 2009

Período chamado de República Velha ou Primeira República
Predomínio das oligarquias agrárias – em nível federal e estadual;
Oligarquias secundárias – açúcar, algodão, pecuária, cacau, fumo, borracha, mate, etc…

Primeira Mudança: A velha oligarquia nordestina controlava o Império – A República passou a ser controlada basicamente pelos cafeicultores do Oeste Paulista e de Minas Gerais (formavam o setor mais moderno e dinâmico da época);
Segunda Mudança: grupos até então marginalizados (classe média urbana e nascente burguesia industrial), passaram a ter condições de influir, ainda que limitadamente, na política nacional;

LUTA PELO PODER: Cafeicultores, classe média e a burguesia urbana;
• Velhas oligarquias: logo se juntaram aos republicanos, insatisfeitos com a abolição e com as reformas propostas pelo gabinete do Visconde de Ouro Preto.
*Os interesses dos grupos que proclamaram a República eram inconciliáveis – divergências entre as políticas monetária , fiscal, cambial, alfandegária, creditícia etc.
*Outro fator era a desconfiança mútua entre civis e militares – “Casacas” e os “fardas” – autoritários e violentos; corruptos e incompetentes;
* No princípio tudo transcorreu harmoniosamente. Entretanto alguns meses depois a “lua-de-mel” chegou ao fim – a disputa ganhou as ruas, com passeatas, manifestações já não tão pacíficas, chegando até à luta armada, à guerra civil.
• Crise da República: 1889 – 1894, abrangendo o Governo Provisório e as presidências dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto;
• 1894: Prudente de Morais assumiu a Presidência da República – Paulista e intimamente ligado aos cafeicultores, sua posse significou a vitória das oligarquias rurais e de uma política econômica voltada totalmente para a agricultura;

GOVERNO PROVISÓRIO (1889 -1891): MILITARES, CAFEICULTORES E INDUSTRIAIS
• Chefiado pelo Marechal Deodoro da Fonseca (composto por elementos da elite cafeeira, profissionais liberais de classe média e militares).
Três Ministérios Mais Importantes: Justiça, Fazenda e Guerra: ocupados respectivamente por Campos Sales (cafeicultor), Rui Barbosa (advogado) e Benjamin Constant (militar);
• Rui Barbosa e Benjamin Constant foram nomeados também para os cargos de primeiro e segundo vice-presidentes da República;

FUNÇÕES DO GOVERNO PROVISÓRIO
• Governar provisoriamente o país;
• Consolidar o regime Republicano;
• Institucionalizar a República por meio da aprovação de uma Constituição;
• Executar diversas reformas políticas e administrativas;

ADOÇÃO DE PROVIDÊNCIAS
• Expulsão de D. Pedro II e sua família;
• Revogação da Constituição de 1824;
• Extinção da Câmara dos Deputados, do Senado, do Conselho de Estado, das Assembléias Legislativas Provinciais e das Câmaras Municipais;
• Substituição de todos os presidentes de províncias e intendentes (prefeitos) por interventores nomeados pelo governo;
• Transformação das Antigas Províncias em Estados, com grande autonomia local;
• Naturalização: medida que concedia cidadania brasileira a todos os estrangeiros aqui residentes;
• Separação entre Igreja e Estado, o que levou à criação de cartórios de Registro Civil e transferiu a administração dos cemitérios para as prefeituras;
• Reforma do sistema judiciário e bancário;
• Convocação de uma Assembléia Constituinte para a elaboração da primeira Constituição Republicana;

A POLÍTICA INDUSTRIALISTA DE RUI BARBOSA:

• Rui Babosa foi o primeiro, desde a independência, a optar por uma política industrialista. Ele achava que a consolidação da República só aconteceria se o país fosse politicamente e economicamente forte. Para isso era necessário que o país se industrializasse:
• Aumento das taxas alfandegárias de importação;
• Reformas na legislação sobre as sociedades anônimas;
• Criação de Créditos bancários às indústrias;
• Anulação dos empréstimos à lavoura;
• Essas ações esbarravam em alguns problemas: dívida externa e banqueiros estrangeiros que se negavam a emprestar dinheiro;
• SOLUÇÃO: emitir moeda;
ENCILHAMENTO: primeiros resultados foram positivos, ocorrendo um rápido crescimento nos negócios e a formação de um grande número de empresas industriais, comerciais e de serviços;
• Compra e venda de “papéis” cresceu vertiginosamente, dando início àquilo que é uma das características do capitalismo: especulação;
• Encilhamento: foi a consequência da política emissionista de Rui Barbosa; O objetivo era promover a industrialização; o resultado foi a quebra do mercado de ações e o agravamento da inflação;

RAZÕES DO FRACASSO:
• Falha política;
• Resistência dos grupos contrários à industrialização;
• Caráter profundamente colonial de nossa economia e de nossa sociedade;
• Combatida por grupos econômicos internacionais e pela elite agrária;
• Todo o sistema criado e gerenciado aqui durante anos atendia aos interesses da Metrópole e de outras potências européias;
• A industrialização era uma tentativa que abriria o Brasil para a modernização e para o rompimento com a estrutura colonial em que ainda vivíamos;
• Para a burguesia européia e norte-americana isso traria um enorme prejuízo.

CONSTITUIÇÃO DE 1891:
• Organizou política e juridicamente o Brasil até 1930;
• Inspirada no modelo dos EUA:
• Republicana;
• Federativa;
• Presidencialista;
• Liberal;
O Brasil passava a ser uma República Federativa, composta de 20 Estados (não existiam ainda os atuais estados do Acre, do Mato Grosso do Sul, de Rondônia, do Amapá e do Tocantins);
Cada Estado possuía autonomia: governador, Assembléia Legislativa, constituição Própria, sistema judiciário, serviços públicos, escolas, forças policiais…)
Código Civil e Código Penal: elaborados pelo governo federal, eram um só para o País, embora cada Estado tivesse seu próprio judiciário;
Três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário;
Disposições Transitórias: o Congresso Nacional elegeria o Primeiro presidente da República e seu vice pelo voto indireto.

DEODORO DA FONSECA – 1889 – 1891; PÁGINAS 379 E 380
FLORIANO PEIXOTO – 1891 – 1894; PÁGINAS 181 -383.

REVOLUÇÃO FEDERALISTA (1893 – 1895)
• Rio Grande do Sul: duas facções da elite pecuarista viviam em permanente confronto armado – Partidários do Governador Júlio de Castilho, chamados “picas-paus” (Partido Republicano) – Os oposicionistas, conhecidos por maragatos, organizavam-se no Partido Nacional Federalista;]

FEDERALISTAS: atacaram Porto Alegre em 1893. Julio de Castilho apoiava Floriano. Este enviou tropas para combater os rebeldes. O que era um problema regional se transformou em caso nacional.
• Federalistas desejavam fortalecer o poder federal sobre o Estado. Os federalistas resolveram derrubar Floriano e avançaram até a divisa paulista, pois já haviam dominado amplas áreas de Santa Catarina e Paraná;
• Floriano: buscou apoio de São Paulo, que enviou alguns milhares de soldados, o que foi decisivo para derrotar os federalistas. Foram derrotados na “Batalha da Lapa”, no Paraná.
• A guerra prolongou-se até 1895, durou 31 meses e matou cerva de 10 mil pessoas.

A REVOLTA DA ARMADA (1894-1895)
• Quase metade dos oficiais da Armada, sob a liderança dos almirantes Custódio de Melo e Saldanha da Gama, apoderaram-se de 17 navios de guerra.
• Sublevação de caráter Monarquista = oficiais provinham da aristocracia imperial;
• Saldanha da Gama tinha como principal objetivo restaurar a monarquia;
• Os rebeldes ameaçaram bombardear a Capital se Floriano não renunciasse;
• A cidade do Rio de Janeiro foi então duramente bombardeada;
• mais de 100 mil pessoas fugiram da Capital;
• Custódio de Melo se deslocou para o Rio Grande do Sul, onde se aliou aos federalistas;
• Floriano reorganizou suas forças = determinou a compra, nos EUA, de navios militares de segunda mão. A formação de uma esquadra legalista foi ironizada pelos rebeldes, que a apelidaram de “esquadra de papelão”;
• 1894: a “esquadra de papelão” entrou na Baía de Guanabara e bloqueou os revoltosos;
• Os rebeldes renderam-se e buscaram refúgio em navios de guerra portugueses que estavam fundeados nas proximidades;

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AVISO AOS NAVEGANTES – ATIVIDADE DE SOCIOLOGIA

Publicado por sala19cmi em Sexta-Feira, 14 Agosto 2009

Pessoal, coloquei uma pequena explicação sobre Política contida na Apostila do Anglo – Sociologia. Vai nos ajudar a começar nossa problematização sobre este tema. Ao final vocês encontrarão uma perguntinha. Peço que todos respondam! Esta é uma atividade para 1, 2 e 3 anos. Um grande abraço a todos e até segunda!

Obs: pessoal do Terceiro Ano que não tem a Apostila, fazer a leitura e a questão solicitada abaixo.

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ATIVIDADES 9 ANO

Publicado por sala19cmi em Quarta-feira, 12 Agosto 2009

Olá alunos do 9º ano!

Vamos avançar um pouquinho mais nas atividades.

Peço que leiam as seguintes temáticas:

1-) Os Regimes autoritários tomam conta da Europa;

2-) Uma experiência dolorosa: o nazismo alemão;

Obs: estas temáticas estão inseridas na Unidade 4: A crise do capitalismo e a Segunda Guerra Mundial.

Gostaria que pesquisassem sobre o quadro de Pablo Picasso chamado GUERNICA. Procure qual o significado da pintura de Picasso na Segunda Guerra Mundial.

Não precisa ser uma pesquisa grande. Somente algumas explicações que possam lhe ajudar a compreender a pintura. Vocês podem colocar estas informações no caderno.

Qualquer dúvida escrevam.

Um abraço

Enviado em 9º Ano | 48 Comentários »

ATIVIDADES

Publicado por sala19cmi em Quarta-feira, 12 Agosto 2009

Olá pessoal do Terceiro Ano!

Quem já realizou as atividades das páginas 5, 6,7 e 8 do Caderno de exercícios do Anglo pode agora realizar as tarefas da página 57 que se refere ao tema INTRODUÇÃO E PRÉ-HISTÓRIA. São apenas 5 exercícios de fixação.

Qualquer dúvida me escrevam. Um abraço a todos.

Enviado em 3º Ano E.M. | 2 Comentários »

ATIVIDADES

Publicado por sala19cmi em Quarta-feira, 12 Agosto 2009

Olá pessoal do Segundo Ano.

As questões que prometí postar aqui são as seguintes:

1-) Descreva as principais características da Revolução Praieira. Qual sua importância no contexto político brasileiro?

2-) Quais das diferenças entre o sistema Parlamentarista exercido em outros países e o praticado no Brasil no século XIX?

3-) Como foi a atuação do Partido Liberal e do Partido Conservador no Segundo Reinado?

(Vocês podem consultar o Capítulo 42 para responder estas questões. As perguntas deverão estar no caderno)

Enviado em 2º Ano E.M. | 6 Comentários »

ATIVIDADES

Publicado por sala19cmi em Quarta-feira, 12 Agosto 2009

Pessoal do Primeiro Ano. Peço desenvolvam as tarefas propostas pela apostila Anglo referentes aos capítulos13 e 15. (Caderno de Exercícios). Um grande abraço a todos. Muitas Saudades!

Enviado em 1º Ano E.M. | 13 Comentários »

REVISÃO TERCEIRÃO

Publicado por sala19cmi em Quinta-feira, 6 Agosto 2009

Olá pessoal!

A partir de agora começamos a fazer nossa revisão. Todos os conteúdos disponíveis neste blog podem ser utilizados neste processo. Algumas temáticas mais específicas iremos retomar. Assuntos como Primeira e Segunda Guerras Mundiais, assim como elementos da Formação das Monarquias Nacionais e a consolidação do estado Absolutista na Europa. Com essas temáticas específicas poderemos compreender o surgimento de ordens políticas e econômicas, tendências sociológicas e filosóficas, assim como essas tradições e problemáticas atingiram nosso país. É importante lembrar que neste período de revisão leituras e exercícios são fundamentais. Por isso não deixem de consultar o livro texto e de realizar as tarefas contidas no caderno de exercícios. EU VOU COBRAR!!! Qualquer dúvida me escrevam. Um super abraço a todos!

Fabi

Enviado em 3º Ano E.M. | 4 Comentários »

O Quadro Político da Baixa Idade Média

Publicado por sala19cmi em Quinta-feira, 6 Agosto 2009

O QUADRO POLÍTICO DA BAIXA IDADE MÉDIA

 

FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS CENTRALIZADAS

 

- Com a decadência do feudalismo, o quadro político e econômico europeu mudou drasticamente. O poder local exercido fundamentalmente pelos senhores feudais e as hegemonias cristã e clerical sofreram inúmeros abalos.

- Com o surgimento da burguesia, ligados principalmente por interesses em relação ao comércio e sua expansão, era necessário estabelecer uma nova ordem política. Não poderia mais haver pedágios feudais, moedas heterogêneas e problemas com insegurança. Uma organização da vida econômica e social só seria possível com um governo nacional, centralizado e forte;

- Foi assim que surgiu a marca política típica da baixa Idade Média. Poder Nacional, exercido por reis, apoiado pela burguesia, com poderes locais e o universal;

- Essa centralização real foi progressivamente instituindo impostos, criando exércitos e as justiças nacionais, assim como uma moeda única. A este momento dá-se o nome de FORMAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS;

- A Europa toda viveu estas mudanças, mas foi a França o caso mais exemplar e típico de centralização nesse período;

- Vários outros Estados Nacionais surgiram, mas apresentaram peculiaridades locais e incorporaram esse processo de maneira mais geral;

- Século XIV: além do apoio dos reis, burguesia e nobreza européia juntaram-se aos monarcas para conter sucessivas rebeliões populares que ameaçavam seus privilégios e domínios;

- A Formação das Monarquias Nacionais Centralizadas foram a base para a edificação dos governos absolutistas da Idade Moderna;

FORMAÇÃO DA MONARQUIA CENTRALIZADA FRANCESA

- Alta Idade Média: a França foi comandada pelos reis Merovíngios e Carolíngios. Foi a época da supremacia do poder feudal, poder religioso e poderes locais;

- Em 987, com a eleição de Hugo Capeto, Conde de Paris, extinguiu-se a dinastia Carolíngia e iniciou-se a Dinastia Capetíngia, que reinou até 1328, quando a família de Valois assumiu o trono;

- Dentre os vários reis Capetíngios, aqueles que mais se destacaram, por suas medidas centralizadoras, acelerando a formação do Estado Nacional Francês, foram os seguintes:

                *Filipe Augusto ou Filipe II (1180-1223);

                *Luís IX (1226-1270);

                *Filipe IV, o Belo (1285-1314);

A FORMAÇÃO DA MONARQUIA CENTRALIZADA INGLESA

- Após s migrações bárbaras do início da Idade Média, os anglos, os jutos e os saxões ocuparam o território inglês e estabeleceram ali 7 reinos chamada de heptarquia saxônica; No século IX, esses reinos uniram-se sob o comando de Egberto, do reino de Wessex;

- 1066 – BATALHA DE HASTINGS: o último rei anglo-saxônico, Haroldo II, foi destituído por invasores normando, chefiados pelo duque Guilherme, o Conquistador (Guilherme I). Era o início da Dinastia Normanda na Inglaterra, que inaugurou um eficiente controle administrativo, inspirado no governo de Carlos Magno, dividindo o país em condados (shires), supervisionados por funcionários reais chamados de xerifes (sheriffs);

- 1154: com a morte do último herdeiro direto de Guilherme I, o trono foi assumido por Henrique, conde de Anjou (Henrique II), dando início à dinastia PLANTAGENETA ou ANGEVINA, principal responsável pela formação da Monarquia Centralizada Inglesa;

- Henrique II (1154-1189): seu governo foi marcado por intensa disputa entre a Monarquia Inglesa e a Francesa, por causa da existência de domínios ingleses no Norte da França. Esse soberano Inglês criou um exército de mercenários e um aparelho jurídico central, que contribuíram grandemente para a submissão dos poderes locais;

- Ricardo Coração de Leão (Ricardo I) – (1189-1199): sua ausência prolongada no reino, devido a sua intensa participação nas Cruzadas, encorajou seu irmão, João, a tomar posse do trono inglês; Além disso encorajou Filipe Augusto, a conquistar territórios no Norte da França que estavam sob o domínio da Inglaterra;

- Os conflitos que Ricardo I se envolvia oneravam o Tesouro Inglês, provocando descontentamento de seus súditos. Com a morte de Ricardo Coração de Leão, em combate, João pôde, assim, assumir o Trono Inglês;

- O governo de João se estendeu de 1199 a 1216. Ele confiscou as terras da Igreja, sendo por isso excomungado, e tentou, sem sucesso, recuperar o território tomado pela França;

- A cobrança de pesados impostos e sucessivos fracassos em guerras deram origem imposição da MAGNA CARTA, documento que restringia o poder real e ampliava o da nobreza. Nela constava a instituição do GRANDE CONSELHO, assembléia dos nobres e clérigos com poder de autorizar, ou não, a cobrança de novos impostos. Impunha ainda que nenhum homem livre poderia ser preso sem ser julgado antecipadamente por seus pares;

- No reinado de Henrique III, o Grande Conselho se transformou em PARLAMENTO, tendo suas prerrogativas ampliadas;

- em 1341, o PARLAMENTO inglês foi dividido em duas Câmaras: A Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns, constituída por representantes da burguesia. A possibilidade de participação da burguesia em tão importante órgão político revelava a importância que esta classe social vinha adquirindo no reino inglês;

- A Inglaterra viveu a reversão do processo de centralização política real, até, pelo menos, os desdobramentos da Guerra dos Cem Anos e, principalmente, com a Guerra das Duas Rosas.

O SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMÂNICO

- 843 – a região da Germânia havia conquistado sua autonomia quando o Tratado de Verdun dividiu em três partes o Império de Carlos Magno;

- 936 – o trono Germânico foi assumido por Oto I, de origem saxônica, que anexou o território italiano após vencer os invasores lombardos. Da fusão da Germânia com a Itália nasceu o SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMÂNICO, do qual Oto I foi coroado Imperador, numa cerimônia presidida pelo papa João II;

- Século XII – a unidade do império foi ameaçada pela QUESTÃO DAS INVESTIDURAS. O imperador Henrique IV passou a exigir do Papa Gregório VII o poder de nomear (ou investir) os bispos, visando ampliar seu controle sobre várias regiões. O papa não aceitou tal exigência, e então teve início um violento conflito;

- 1122 – CONCORDATA DE WORMS – Estabeleceu que os bispos seriam escolhidos tanto pelo imperador como pelo papa;

- Século XIII – o norte da Itália obteve sua independência, no que foi seguido pelo surgimento de várias repúblicas dedicadas ao comércio mediterrâneo: Veneza, Gênova, Florença, etc;

- O Sacro Império Romano-Germânico, no final do século XIII, era um mosaico de centenas de Estados autônomos, controlados por príncipes locais, nobres e comerciantes, sobre os quais o imperador, não raramente, possuía pouca influência ou nenhuma.

A CENTRALIZAÇÃO MONÁRQUICA NA PENÍNSULA IBÉRICA: A FORMAÇÃO DE PORTUGAL E ESPANHA

- Portugal foi o primeiro país europeu a ter uma monarquia centralizada. As monarquias, portuguesa e espanhola, ao promoverem as grandes navegações dos séculos XV e XVI, deram um passo decisivo para a formação do mundo moderno, pois estimularam a expansão ultramarina européia, o crescimento do comércio e a prática do mercantilismo;

SURGIMENTO DOS REINOS IBÉRICOS

- 476: A província Romana da Hispânia, na península ibérica, era habitada principalmente pelos suevos e pelos visigodos, povos bárbaros de origem germânica;

- Os visigodos e suevos, já cristianizados, criaram seus próprios reinos, sendo que o VISIGÓTICO, cuja capital era a atual cidade espanhola de Toledo;

- Dois séculos mais tarde os visigodos conquistaram o reino dos Suevos e passaram a dominar toda península Ibérica;

- Em 711 o General árabe Tárik, cujo exército estava aquartelado em Marrocos, atravessou o estreito de Gibraltar, derrotou os visigodos e ocupou seu território; Uma parte importante do território dos visigodos não foi dominada pelos muçulmanos. A parte que conseguiu escapar desse domínio originou um pequeno reino cristão, O REINO DAS ASTÚRIAS;

- A presença muçulmana na Península Ibérica estendeu-se por quase 8 séculos (711 – 1492) e teve conseqüência extremamente importantes: modernizou a agricultura, fortaleceu o comércio de produtos agrícolas e promoveu grande avanço na navegação costeira;

- A GUERRA DA RECONQUISTA: os 774 anos de luta, em que os cristãos foram, lentamente, retomando o território ocupado pelos muçulmanos, levaram à Formação de PORTUGAL e da ESPANHA com suas monarquias centralizadas;

Enviado em 1º Ano E.M. | Deixar um comentário »